FESTA JUNINA EM CORAÇÃO DE JESUS-MG


Alunos da E.E.Benício Prates

A Quadrilha era inicialmente uma dança aristocrática de origem francesa, mas que apresentava influência de antigas danças folclóricas da Inglaterra. Veio para o Brasil pelas mãos dos mestres de orquestra de danças francesas na época do Império.

Era muito natural que a quadrilha se tornasse a dança preferida pela sociedade palaciana, pois a elite brasileira vivia voltada para a Europa, principalmente para a França - modelo não só das roupas, das comidas, das leituras e até mesmo dos gestos. Daí a quadrilha, aparecida nos albores do século XIX, ter se tornado a predileta, e não abandonou sequer a marcação toda em francês. Os movimentos rápidos de clima frio deram oportunidade aos jovens da época para imitar afrancesadamente os trejeitos ensinados por Milliet, Cavalier ou outros mestres que fizeram a Corte brasileira copiar fielmente os salões parisienses, imitada esta posteriormente pelas províncias, agora com requebros mais dengosos que os próprios cariocas criaram para a quadrilha.

A Quadrilha se popularizou no Brasil e é hoje, uma dança própria dos festejos juninos, que tendo sofrido influências da polca, da mazurca e da valsa européia, transformou-se em um ritmo único, extremamente sensual e genuinamente brasileiro. Para sua ocorrência é importante a presença de um mestre "marcante" ou "marcador", pois é quem determina as figurações diversas que os dançadores devem desenvolver.


Assimilada por todo o país, a quadrilha passou a sofrer as influências regionais, daí surgindo muitas variantes.

Na quadra da E.E.Benício Prates os alunos comemoram o dia de Santo Antônio(festa junina)

- Quadrilha Caipira: (São Paulo)
- Saruê (corruptela de soirée): (Brasil Central)

Baile Sifilítico – na Bahia
- Mana-Chica: (Rio de Janeiro)
- Quadrilha: (Sergipe)

Os instrumentos musicais acompanhantes são a sanfona ou acordeão, pandeiro, violão e o cavaquinho. Não existe uma canção específica que lhe seja própria. A música é aquela comum aos bailes de roça, em compasso binário ou de marchinha, que favorece o cadenciamento das marcações. Esta é uma dança que floresceu na zona rural, mas atualmente ganhou popularidade e está presente em todas as festas urbanas. Os participantes da dança, vestidos à caipira (indumentária que se convencionou a ser do nosso cabloco), executam diversas evoluções em pares de número variável. Em geral o par que abre o grupo é um "noivo" e uma "noiva", já que a Quadrilha pode hipoteticamente fazer parte de um "Casamento Caipira".


Quadrilha com os alunos da E.E.Benício Prates, organizada pela prof. de português Doladey de Souza França Prates no mês de junho de 2009.

Alguns Passos da quadrilha

Caminho da festa.
Os cavaleiros cumprimentam as damas.
As damas cumprimentam os cavaleiros.
Cavaleiros ao meio.
Balanceio.
Faz que vai mas não vai.
Olha o duplo.
Cavaleiros do lado direito das damas.
Formar a grande roda.
As damas pra dentro cavaleiros pra fora.
Formar a grande estrela.
Caminho da festa.
Formar um grande círculo.
As damas com as mãos para trás.
Passar as damas para trás.
Caminho da festa.
Olha o túnel.
Formar grande roda.
Cavaleiros pra dentro damas pra fora.
Formar grande estrela.
Caminho da festa.
As damas passar os cavaleiros pra frente.
Olha a chuva.
Já parou.
A ponte quebrou.
É mentira.
Olha a cobra.
Já matou.
Direita com direita.
Damas ao passeio.
Cavaleiros ao passeio.
Passeio geral.
Vai começar o grande baile.
Começou o miudinho.
Entra os padrinhos.
O padriho com a noiva.
Baile Geral.
Caminho da roça.
(*)Trecho retirado do site Jangada brasil.


A PRÉ-HISTÓRIA

Foto : Selma Galiza.
Montagem : Rafael Leite e Alberto
Eduardo, Bárbara, Bruna e Helton Kesley, alunos do 6º ano A da E.E.Benício Prates.

A Criação do Universo
Teoria bíblica
No princípio Deus criou o céu e a terra.
A terra, porém estava vazia e nua. Deus então fez a lua, fez o firmamento, as águas e a terra. Fez as ervas verdes e as árvores frutíferas, os luzeiros no firmamento do céu.
E Deus ordenou: produzam as águas, animais viventes que nadem, aves que voam debaixo do firmamento e todas
as espécies de animais que andem
sobre a terra.
Assim Deus criou o mundo.



Criação do Universo
Teoria Científica
A teoria do Big bang.
Segundo a teoria científica do big bang, há cerca de 15 bilhões deanos, todo espaço e matérias estavam concentradados num pequeno ponto, infinitamente grande. Desse ponto começou a expansão do universo. Como se ocorresse uma "grande explosão", esse ponto começou a inflar, espalhando matéria e energia, ampliando o espaço, deixando o tempo fluir e dando origem ao Universo.
Depois do big bang, núvens de gases foram se unificando, devido à força de gravidade. Assim foram se formando bilhões de Galáxias, as estrelas e os planetas. O nosso planeta, a terra é um deles.
A terra surgiu a cerca de 4 bilhões e 500 milhões de anos. Originou-se de gases e poeira que, lentamente, foram se concentrado.
Inicialmente ela era bem diferente do que conhecemos hoje. Não tinha oceanos, continentes, céu azul ou núvens. A superfície da terra tinha temperatura muito acima dos 1000 graus e era coberta de lavas.
Durante um bilhão de anos de resfriamento da temperatura terrestre, foram se formando os continentes, os oceanos e a atmosfera.


Do surgimento do Homo habilis até a descoberta
da agricultura.
Período Paleolítico

A chamada Antiga Idade da Pedra ou Idade da Pedra Lascada marca o primeiro e mais longo período da História, pois abrange os tempos desde o aparecimento do homem até aproximadamente 12 a 10 mil anos atrás.
Sua denominação provém do uso da pedra lascada como instrumento de trabalho predominante nesse período. Estes instrumentos, embora rudimentares, representavam naquele momento histórico um avanço tecnológico, pois
o homem, através do seu trabalho, utilizando sua capacidade racional, fabricava suas primeiras ferramentas.

O Paleolítico é marcado também pelo fenômeno da glaciação (ação exercida sobre a superfície da Terra pelas geleiras). O predomínio do clima frio fez com que o homem vivesse em cavernas e conquistasse o controle sobre o fogo, fator decisivo para sua sobrevivência. O domínio do fogo possibilitou ao homem do Paleolítico uma melhoria significativa em sua qualidade de vida, na medida em que lhe permitiu afugentar animais selvagens, assar sua carne e aquecer-se do frio rigoroso.

O homem torna-se um "criador" e começa a se distinguir dos outros animais através do uso da razão e da ação sobre a natureza. Nesse momento, o homem ainda vivia em bandos, sua vida era nômade, baseada em uma economia coletora que consistia na caça, na pesca e na coleta. O homem aproveita os recursos que a natureza lhe oferece para garantir seu sustento através da cooperação, da ação em conjunto e, principalmente, do aprendizado social. Nenhum homem nasce sabendo caçar, proteger-se do frio e dos outros animais, ou ainda, construir abrigos, ferramentas e utensílios. Somente através da observação e da aprendizagem o homem foi capaz de elaborar seus conhecimentos e fazer a sua própria história.

Portanto, a união e o trabalho coletivo tornavam-se necessários para a sobrevivência do grupo. Desta forma, podemos observar, na organização das comunidades primitivas, a divisão sexual das tarefas: as mulheres dedicavam-se à coleta e à educação das crianças, enquanto os homens saíam à caça. No período Paleolítico, as mulheres e as crianças encontravam-se em pé de igualdade com os homens, não havendo qualquer distinção, de forma que as tarefas eram divididas apenas com a finalidade de garantir a organização do trabalho comunitário. Sua religião, portanto, foi caracterizada pela ausência de deuses. Possuía um caráter animista (acreditavam em forças da natureza), já que a crença em um deus significaria a existência de um ser superior, contrariando a idéia de igualdade social.

Esta pesquisa foi elaborada pelos alunos do 6º ano "A", Helton Kesley, Eduardo, Bruna Natiele e Bárbara da E. E. Benício Prates, sob orientação da professora de História, Uliana Almeida Prates e da bibliotecária Patrícia Nobre Lélis Leite.















Parabéns crianças!

"A Educação não cria gênios, mas oferece-lhes por fim, oportunidades para se revelarem".
Bjs. Selma Galiza (prof.Geografia)

As REGIÕES NATURAIS DA TERRA.

Prof.de geografia Selma Galiza
AS ZONAS DE ILUMINAÇÃO DA TERRA.
Exposição dos trabalhos de geografia, prof.Selma Galiza, confeccionados pelos alunos do 6º ano A, B, e C da E.E.Benício Prates.
As zonas de iluminação da terra já haviam sido observadas por alguns povos da antiguidade. Na Grécia Antiga, por exemplo, há mais de 2.000 anos os astrônomos já classificavam os climas da terra e criaram a noção de zonas térmicas. Apalavra clima vem di grego e significa "inclinação": inclinação dos raios solares. Os gregos também observaram que o clima varia de acordo com a inclinação com que os raios solares chegam à terra.


Atualmente, o mais adequado é falar-se em zonas de iluminação e não em zonas térmicas, pois existem outros fatores que influenciam a temperatura do ar atmosférico de um lugar. Por exemplo, grande parte da Cordilheira dos Andes, na América do Sul, encontra-se entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, ou seja, na zona tropical ou intertropical.


(Foto:Selma Galiza)
Trabalhos confeccionados pelos alunos do 6º ano A, B, e C da E.E.B.Prates.
Entretanto, devido à altitude dessas montanhas e planaltos elevados, predominam ali baixas temperaturas ou baixas médias térmicas. Além disso, existem muitos picos montanhosos cobertos pelo gelo durante todo o ano e, no entanto, encontram-se na zona tropical.
Em virtude de a terra ter forma esférica, a zona equatorial(aquela porção de nosso planeta onde se situa a linha equatorial ou do Equador), recebe os raios solares quase vertical ou perpendicularmente no decorrer dos doze meses do ano. Já nas porções situadas ao norte e ao sul da linha equatorial, a inclinação dos raios solares vai se tornando maior. Quanto mais distante do Equador, maior é a inclinação.
A inclinação dos raios solares influi na iluminação e no aquecimento da atmosfera terrestre, na circulação mundial do ar atmosférico e, portanto, no tempo e no clima. E este, por sua vez, influi na distribuição dos vegetais e dos animais na superfície terrestre.

(Foto:Selma Galiza)
Trabalhos feitos pelos alunos do 6º ano, quando aprendiam sobre as Regiões Naturais da Terra e as partes internas da terra.
Os trópicos e os círculos polares são importantes porque delimitam, na esfera terrestre, as zonas de iluminação da terra, ou Regiões Naturais.

Os trópicos de Câncer e de Capricórnio marcam o limite, o ponto máximo, ao norte e ao sul a partir do Equador, onde os raios solares conseguem atingir, perpendicular ou verticalmente, a superfície terrestre. Entretanto, isso acontece apenas uma vez em cada hemisfério no decorrer do ano: em 21 de junho no Trópico de Câncer, quando inicia o verão no hemisfério norte, e em 21 de dezembro no Trópico de Capricórnio, quando inicia o verão no hemisfério sul.

Zonas de Iluminação da Terra e partes internas da Terra.

O alunos aprenderam sobre os paralelos, como encontrar a latitude e a importância de alguns paralelos.
Estudaram também as partes internas da terra, orientados pela prof.geografia Selma Galiza.

Os círculos polares Ártico e Antártico delimitam, ao redor dos pólos Norte e Sul, o alcance máximo dos raios solares no decorrer do ano. Isso ocorre em 21 de dezembro no Círculo Polar Ártico, quando inicia o inverno no hemisfério norte, e em 21 de junho no Círculo polar Antártico, quando inicia o inverno no hemisfério sul. Nos meses de inverno, tanto no Pólo Norte como no Pólo Sul, não se vê o disco solar (sol), e o "dia se torna noite".

Jardim da E.E.Benício Prates
"A escola é um educandário, e pela aparência do belo jardim, demonstra para seus alunos a importância da preservação e respeito pela natureza que é o maior patrimônio da humanidade."

Dia do Meio Ambiente


Somente a utilização dos dos recursos naturais não basta. Além do uso racional da natureza, isto é, pelo maior tempo possível e beneficiando o maior número de pessoas, é necessário preservá-la, resguardá-la como ela existe ainda em certas áreas.
Os professores de geografia, ciências e biologia da E.E.Benício Prates, preocupados com a questão ambiental e no compromisso de trabalhar e conscientizar os alunos da escola para que repassem aos familiares, amigos e outros, comemoraram o dia do meio ambiente.
Apesar de estarem sempre colocando o meio ambiente em um lugar privilegiado durante as aulas, muitos trabalhos e pesquisas foram realizados pelos alunos sob coordenação dos professores.
Sabemos que com a industrialização, a chamada vida moderna, tudo se transforma, tudo é constantemente modificado em nome do "progresso". As memórias do passado e as diversidades criadas pela natureza são destruídas a cada dia. Não se respeita nem a história ( tradições e obras das gerações anteriores) nem a natureza (ecossistemas em sua diversidade, principalmente, e também as belas paisagens naturais, como uma montanha ou uma queda d'água de grande valor simbólico).
Muitos problemas ambientais foram lembrados neste momento.
E.E.Benício Prates de Coração de Jesus-MG, Brasil.
(foto: Selma Galiza )

No dia 06 de junho comemora-se o dia do meio ambiente!

Desde a década de 70, a humanidade vem tomando consciência de que existe uma crise ambiental planetária. Não se trata apenas da poluição de áreas isoladas, o que é conhecido ha muito tempo, mas de uma real ameaça à sobrevivência dos seres humanos, talvez de toda a biosfera.
Um fato que ficou claro há muito tempo, é que o problema ambiental, embora possa apresentar diferenças nacionais e regionais, é antes de mais nada planetário ou global. A longo prazo de nada adianta aquele procedimento comum de transferir indústrias poluidoras de uma região para outra, pois do ponto de vistas da biosfera nadase altera. Não podemos esquecer que a atmosfer é uma só, que as águas se interligam (ciclo hidrológico), que os ventos e climas são planetários.
CB Charlei Leonor Vieira do Carmo em uma palestra sobre as leis ambientais na E.E.B.Prates durante a comemoração do dia do Meio Ambiente.
A crise econômica vem suscitando mudanças na economia e também na ppolítica. Não apenas as preocupações ecológicas cresceram nos debates e nos programas políticos como também novas propostas surgiram. Multiplicaram os ecologistas, as organizações e os movimentos ecológicos, assim como os partidos denominados verdes, que defendem uma política voltada para uma nova relação entre a sociedade e a natureza.


Desenvolvimento sustentado


Desenvolvimento socioeconômico que seja ao mesmo tempo consevacionista.
Desenvolver-se preservando o meio ambiente, utilizando dos recursos naturais com responsabilidade, preservando-os para as futuras gerações ( sustentabilidade) e evitando a degradação do meio ambiente, ou seja, poluição, perda da biodiversidade, erosão dos solos, etc.
O desenvolvimento sustentável, portanto, é mais um projeto, ou melhor, uma noção diplomática aceita internacionalmente, mas que tem de ser mais bem definida em função de cada realidade.

(Foto:Selma Galiza)
Alunos da E.E.Benício Prates assistem as apresentações sobre o meio ambiente.
A biosfera, que pode ser comparada a essa casa hipotética, apesar de imensamente maior, é uma só. Ela inclui o ar que respiramos, as águas e todos os ecossistemas.
As enormes queimadas de florestas na África, no sudeste asiático ou na América do Sul não dizem respeito unicamente aos países que a praticam. As queimadas diminuem a massa vegetal sobre o planeta, impedindo a renovação do oxigênio do ar pela fotossíntese. Além disso, liberam enormes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera, prejudicando toda a biosfera e, consequentemente, toda a humanidade.
O olhar geográfico, permanece aguçado. O meio ambiente estudado sob ótica espacial, permite tanto a descrição e interpretação das paisagens quanto a análise dos projetos em jogo nos mais diferentes lugares.
(foto:Selma Galiza)
Cartaz confeccionado pelos alunos da escola.
Conservação e preservação do meio ambiente


Conservacionismo ou conservação dos recursos naturais é a moderna preocupação em utilizar adequadamente os aspectos da natureza que o ser humano transformou ou consome. Coservar, nesse caso, não significa guardar ou preservar, e sim utilizar racionalmente. Os seres humanos devem utilizar a natureza de modo a atender às necessidades do presente, além de preservá-la para as futuras gerações.
(foto:Selma Galiza)
Cartazes confeccionados pelos alunos da escola sob coordenação das professoras Selma, Cristina e Mary.
A idéia de conservação dos recursos naturais, entretanto, sempre deu margem a polêmicas, pois aparentemente ela seria contrária ao desenvolvimento ou ao progresso material dos povos. É como se fosse necessário controlar ou paralisar o progresso para evitar o uso desenfreado dos recursos naturais, o que desagrada àqueles que priorizam o desenvolvimento econômico e social.



(Foto:Selma Galiza)
Apresentação do slide feita por Emanoel e Lucas, alunos do 2º ano A
durante as comemorações do dia do meio ambiente.

Palestra feita na E.E.Benício Prates de Coração de Jesus-MG, dia do Meio Ambiente pelo CB Charlei Leonor Vieira do Carmo, da Polícia Ambiental.
As comemorações foram organizadas pelas professoras Selma Vasconcelos Galiza, Geografia, Rosemary Ramos Nobre, Biologia e Cristina, Ciências.
Aconteceram no dia 04 de junho de 2009, no turno matutino e no turno vespertino, com uma grande participação dos alunos, professores, Orientadores e diretores da Escola.

Vaquejada 2009

Foto: Selma Galiza
Vaquejada em Coração de Jesus,MG - BRASIL.
Foto: Selma Galiza
Parque de Exposições da cidade de Coração de Jesus-MG, Brasil, onde acontece a festa de Vaquejada Nacional.


A Vaquejada é uma atividade recreativa-competitiva, com características de esporte, brasileira da região Nordeste, no qual dois vaqueiros a cavalo têm de perseguir o animal (boi) até emparelhá-lo entre os cavalos e conduzi-lo ao objetivo (duas últimas faixas de cal do parque de vaquejada), onde o animal deve ser derrubado.
Na década de 40, a vaquejada era conhecida por corrida de mourão e tornou-se muito popular na região Nordeste, antes, os vaqueiros mostravam como faziam na lida do gado, vestiam seus gibões - roupa de couro que protege o vaqueiro da vegetação seca - e tentavam derrubar o animal em movimento.
O chão seco e a caatinga foram substituídos por grandes parques de vaquejadas, espalhados por toda a região. Hoje, existem clubes associações, calendários e patrocinadores, para que esse esporte se torne cada vez mais popular.












Foto: Selma Galiza
VAQUEJADA
A Vaquejada é uma festa tradicional que acontece em vários municípios do Brasil, principalmente na cidade de Coração de Jesus, Minas Gerais quando comemora-se seu aniversário de emancipação política.
Na realidade, a vaquejada consiste em um ato de procurar o gado espalhado pelos matos e conduzí-lo ao curral, conforme o Aurélio.
Na festa de vaquejada, o gado é perseguido dentro da arena (pista de vaquejada) e "derrubado" dentro da área delimitada pela coordenação.



Foto: Selma Galiza
Arquibancadas da pista de vaquejada Grigo Figueredo em Coração de Jesus-MG.


Mais de 80 mil telespectadores assistiram a abertura do 2º circuito inter TV de vaquejada em Minas Gerais, na cidade de Coração de Jesus.
De manhã bem cedo as arquibancadas da pista já estavam sendo ocupadas pelos apreciadores do evento.


Foto: Selma Galiza
Parque de exposições Júlio Antunes Prates, em Coração de Jesus-MG, ornamentado para a festa em 2009.

No Parque de Exposição Júlio Antunes Prates acontece vários eventos e shous para divertir a população local e os visitantes que comparecem todos os anos para prestigiar os eventos.

VAQUEJADA EM SÃO JOÃO DA LAGOA, MINAS GERAIS - BRASIL
(famosa Pitinha)
A vaquejada em São João da Lagoa não é uma atração antiga, pois foi muito recente a implantação deste esporte na cidade.
Hoje é uma das muitas cidades que está participando do circuito inter-TV de Vaquejada promovido pela Globo, e não deixou nada a desejar enquanto qualidade, organização e beleza da festa na região.
Milhares de turistas compareceram durante os dias de festa na cidade, tornando a vaquejada uma das principais atração na região e vizinhança.

Parque " Portal da Lagoa" em São João da Lagoa (Pitinha), Mins Gerais, Brasil onde reunem milhares de pessoas para apreciarem a vaquejada nacional.

Na época dos coronéis, quando não havia cercas no sertão nordestino, os animais eram marcados e soltos na mata. Depois de alguns meses, os coronéis reuniam os peões (vaqueiros) para juntar o gado marcado. Eram as pegas de gado, que originalmente aconteciam no Rio Grande do Norte. Montados em seus cavalos, vestidos com gibões de couro, estes bravos vaqueiros se embrenhavam na mata cerrada em busca dos bois, fazendo malabarismos para escaparem dos arranhões de espinhos e pontas de galhos secos. Alguns animais se reproduziam no mato. Os filhotes eram selvagens por nunca terem mantido contato com seres humanos, e eram esses animais os mais difíceis de serem capturados. Mesmo assim, os bravos vaqueiros perseguiam, laçavam e traziam os bois aos pés do coronel. Nessa luta, alguns desses homens se destacavam por sua valentia e habilidade, e foi daí que surgiu a idéia da realização de disputas.[1]

O Rio Grande do Norte é apontado como o estado que deu o primeiro passo para a prática da vaquejada.

O historiador [Câmara Cascudo]] dizia que por volta de 1810 ainda não existia a vaquejada, mas já se tinha conhecimento de uma atividade parecida. Era a derrubada de vara de ferrão, praticada em Portugal e na Espanha, onde o peão utilizava uma vara para pegar o boi. Mas derrubar o boi pelo rabo, a vaquejada tradicional, é puramente nordestina. Na região Seridó do Rio Grande do Norte, onde tudo começou, era impossível o uso da vara, pois o campo era muito acidentado e a mata muito fechada, e por essa razão tudo indica que foi o vaqueiro seridoense o primeiro a derrubar boi pelo rabo.

Somente em 1874 apareceu o primeiro registro de informação sobre vaquejada. O escritor José de Alencar escreveu a respeito da "puxada de rabo de boi" no Ceará, mas não como sendo algo novo, ele deixou claro que a prática já ocorria anteriormente. E se existia no Ceará, era indiscutível que pudesse existir em estados vizinhos como, Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí, já que eram regiões tão semelhantes nos hábitos, atividade econômica e social, e ambiente físico. Foi isso que levantou a suspeita dos pesquisadores. Eles descobriram pela tradição falada que muito antes de 1870 já se praticava vaquejada no Seridó Potiguar. Uma indicação para isso era a existência dos currais de apartação de bois, que deram origem ao nome da cidade de Currais Novos, também no Rio Grande do Norte. Esses currais foram feitos em 1760. E era entre 1760 e 1790 que acontecia em Currais Novos a apartação e feira de gado. Foram dessas apartações que surgiram as vaquejadas. O pátio de apartação de São Bento, no município de Currais Novos foi construído em 1830.

Pista de Vaquejada de São João da Lagoa, norte de Minas Gerais.

A pista localiza-se ao lado da lagoa, tornando a paisagem bonita e ambiente muito agradável, proporcionando mais conforto para os turistas que lotam a região.

No Nordeste, desde a colonização, o gado sempre foi criado solto. A coragem e a habilidade dos vaqueiros eram indispensáveis para que se mantivesse o gado junto. O vaqueiro veio tangendo os bois, abrindo estradas e desbravando regiões. Foram eles os grandes desbravadores do sertão nordestino, e muito especialmente do sertão do Seridó, região cheia de contos e lendas de bois e de vaqueiros.[1]

Anos 40

Sem registros precisos de datas, sabe-se apenas que em meados de 1940 os vaqueiros de várias partes do nordeste começaram a tornar público suas habilidades, na Corrida do Mourão, que começou a ser uma prática popular na região nordeste.[1]

Os coronéis e senhores de engenho passaram a organizar torneios de vaquejadas, onde os participantes eram os vaqueiros, e os patrões faziam apostas entre si, mas ainda não existiam premiações para os campeões. Os coronéis davam apenas um "agrado" para os vaqueiros que venciam. A festa se tornou um bom passatempo para os patrões, suas mulheres e seus filhos.

Após alguns anos, pequenos fazendeiros de várias partes do nordeste começaram a promover um novo tipo de vaquejada, onde os vaqueiros tinham que pagar uma quantia em dinheiro, para ter direito a participar da disputa. O dinheiro era usado para a organização do evento e para premiar os vencedores.

As montarias, que eram formadas basicamente por cavalos nativos daquela região, foram sendo substituídas por animais de melhor linhagem. O chão de terra batida e cascalho, ao qual os peões estavam acostumados a enfrentar, deu lugar a uma superfície de areia, com limites definidos e regulamento. Cada dupla tinha direito a correr três bois. O primeiro boi valia 8 (oito) pontos, o segundo valia 9 (nove) e o terceiro boi correspondia a 10 (dez) pontos. Esses pontos eram somados e no final da vaquejada era feita a contagem de pontos, a dupla que somasse mais pontos era campeã, e recebia um valor em dinheiro. Esse tipo de vaquejada foi e ainda é chamada de "bolão".

Com o tempo, a vaquejada se popularizou de tal forma que existem clubes e associações de vaqueiros em todos os Estados do Nordeste, calendários de eventos e patrocinadores de peso, envolvendo um espírito de competição que agrada a muitos.

Evolução da Vaquejada

Derrubada do boi na vaquejada.

Vídeo feito por Selma Galiza durante a vaquejada Nacional de Coração de Jesus-MG-Brasil.

  • De 1880 a 1910: A prática era com a lida do boi, a apresentação nos sítios e fazendas. Não existia formalmente o termo Vaquejada. O Brasil vivia um momento de transição da Monarquia para a República. As músicas de Chiquinha Gonzaga estouravam nas paradas de sucesso.
  • De 1920 a 1950: A idéia da festa da vaquejada começava a existir com as brincadeiras de argolas e corridas de pé-de-mourão. Nesse período, o temido Lampião costumava participar das festinhas com argolas, em fazendas de amigos. Na época destacavam-se, na música, Noel Rosa, Ari Barroso, e surgia um garoto chamado Luiz Gonzaga no Brasil republicano, onde brilhou a estrela de Getúlio Vargas.
  • De 1960 aos anos 70: Começam a ser disputadas as primeiras vaquejadas na faixa dos seis metros. Ainda eram eventos de pequeno porte, em sua maioria festinhas de amigos, com participação mínima de vaqueiros. O Brasil vivia a época da ditadura. O forró de Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Marinês e outros animavam as festas.
  • De 1980 aos anos 90: Mudanças nas regras da vaquejada. A faixa dos seis metros, que exigia força do vaqueiro, passou a ser de dez metros, cuja principal característica é a técnica. Começam a ser distribuídos prêmios para os competidores, mas o público ainda era pequeno. Época em que o País inteiro foi às ruas gritar pelas eleições diretas que foram consolidadas em 1988.
  • Anos 90 até a atualidade: A vaquejada é encarada como um grande negócio. Os organizadores começam a cobrar ingressos e o público entende a proposta. O vaqueiro é reconhecido como um atleta da pista. Nasce um novo forró com o surgimento de bandas como "Mastruz com Leite". Resultado: parques lotados e, a cada ano, surgem mais pessoas interessadas pela atividade.

Regras

As disputas são entre várias duplas, que montados em seus cavalos perseguem pela pista e tentam derrubar o boi na faixa apropriada para a queda, com dez metros de largura, desenhada na areia da pista com cal. Cada vaqueiro tem uma função: um é o batedor de esteira, o outro é o puxador.

O Batedor de Esteira

É o encarregado de "tanger" o boi para perto do derrubador no momento da disparada dos animais e pegar o rabo do boi e imediatamente passar para o colega.

O Puxador

É o encarregado de puxar o rabo do boi e de derrubá-lo dentro da faixa apropriada.

O Juiz

O juiz serve como árbitro na disputa entre as duplas e deve ficar ao alto da faixa onde o boi será derrubado. Ao cair na pista, dependendo do local, pontos são somados ou não a dupla. Se o boi for derrubao dentro da faixa apropriada para esse fim, com as quatro patas para o ar, ele grita para o público: "Valeu Boi", então, soma-se pontos a dupla, se isso não acontecer, ele fala: "Zero Boi", a dupla não consegue somar pontos.

Vídeo publicado por Neydson Galiza, do Rodeio em Coração de Jesus-MG em 2009

Regulamentação

O Peão de vaquejada hoje é regulamentado pela Lei nº 10.220, de 11 de abril de 2001, que considera "atleta profissional o peão de rodeio ... Entendem-se como provas de rodeios as montarias em bovinos e eqüinos, as vaquejadas e provas de laço, promovidas por entidades públicas ou privadas, além de outras atividades profissionais da modalidade organizadas pelos atletas e entidades dessa prática esportiva".

Empresários de todo o País vêem o evento como um grande e próspero negócio. As vaquejadas s

ão consideradas "Grandes Eventos Populares" deixando de ser uma simples manifestação Cultural Nordestina, e atraindo um excelente público onde quer que aconteçam.[1]

Críticas dos Defensores dos Animais

A vaquejada, assim como o rodeio, é repudiada pelas entidades de defesa animal brasileiras, embora ainda não haja uma militância notável contra a prática.

Entre as maldades denunciadas nesses eventos, estão o ato de submeter os bois ao medo e desespero através de encurralamento e agressões a choque elétrico e pancadas, no intuito de fazê-lo correr em fuga, a descorna dos mesmos sem anestesia e o fato de os cavalos serem atiçados a correr mediante golpes de esporas aplicados pelos vaqueiros. Os próprios atos de perseguir o animal e puxar sua cauda também são considerados per se agressões pelos defensores dos animais. Além disso, são relatadas com certa frequência consequências muito nocivas da tração forçada na cauda e da derrubada do boi, tais como fraturas nas patas, traumatismos e deslocamento da articulação da cauda ou até a amputação desta. Outro detalhe, reconhecido pelos próprios organizadores de vaquejadas[2], é que o boi pode não conseguir se levantar após ser derrubado. O julgamento da prova é realizado mesmo com o boi inerte no chão.

Além das consequências físicas nos animais, questões éticas entram em debate, como o questionamento do embasamento moral de se explorar e agredir animais para fins de diversão, a validade de se chamar de esporte um evento de entretenimento baseado por definição no abuso dos mesmos e o dilema da prevalência do valor cultural deste tipo de atividade sobre o bem-estar e a dignidade dos bichos.




Vídeos: Selma Galiza




REGIÕES NATURAIS DA TERRA E MEIO AMBIENTE


Olá Pessoal!
Além de apreciarem belas fotos, você encontra também neste blog várias matérias sobre geografia, trabalhos escolares, eventos interessantes, notícias e muitos outros temas.
Breve estarei divulgando pesquisas sobre as cidades do Norte de Minas Gerais.
Aguardem!
Bjs. Selma.



Praça Dr.Samuel Barreto em Coração de Jesus-MG

APRENDENDO A ORIENTAR-SE

Alunos do 6º ano "A", matutino da E.E.Benício Prates aprendendo orientação (como usar a bússola e a rosa-dos-ventos) sob orientação da professora de geografia SelmaGaliza, no Morro de Lourdes da cidade de Coração de Jesus-MG.


Como orientar-se

Para se orientar o ser humano teve de desenvolver sua capacidade de observação. E a observação dos astros foi um dos primeiros recursos que usou para não perder o rumo ou a direção no espaço terrestre.

O céu, com seus astros, sempre despertou a curiosidade do ser humano. Desde a antiguidade, ele se orienta pelo sol, pela Lua e por estrelas como a Estrela Polar e a constelação do Cruzeiro do Sul, entre outros.
Alunos do 6º ano "C", turno vespertino da E.E.Benício Prates aprendendo a utilizar a bússola e a rosa-dos-ventos em uma aula de campo no Morro de Lourdes sob orientção da prof.geografia Selma Galiza. 2009
Os pontos cardeais
Observando a natureza, o homem percebeu que o sol aparece todas as manhãs, aproximadamente num mesmo lado do horizonte e se põe, ao entardecer, no lado oposto. Tomando esses dois lados como referência, foram estabelecidos os pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste) determinados da seguinte forma:

.No horizonte, o lado onde o sol aparece pela manhã indica o leste (L), este (E) ou oriente (nascente).
.No horizonte, o lado onde o sol desaparece à tarde indica oeste(O) ou (w) ou ocidente(poente).
.Conhecidos esses dois pontos, foram criados mais dois : o norte (N), também chamado de setentrional ou boreal, e o sul (S), também denominado meridional ou austral.

Para orientar-se, estenda o braço direito na direção em que o sol surge no horizonte. Esse lado corresponde ao leste (L) ou este (E). A partir desse ponto você determina os demais : seu braço esquerdo aponta para o oeste(O), à sua frente está o norte (N) e, às suas costas, o sul (S).

Alunas do 6º ano "C"
"Aprendemos melhor e apreendemos mais em uma aula de campo..."
A Orientação pela Bússola

A bússola é um pequeno instrumento circular usado para orientação. Possui uma agulha, que gira sobre um eixo vertical, e um mostrador, onde estão assinalados, pelo menos, os pontos cardeais e colaterais.
A agulha da bússola é imantada, isto é, tem a propriedade de um ímã. O ímã é um corpo de material ferromagnético que atrai objetos metálicos. Essa propriedade de atrair metais chama-se magnetismo.
A bússola foi inventada pelos chineses há muito tempo. Admite-se que foram eles os primeiros a perceber que a terra possui magnetismo, isto é, que ela atua como um enorme ímã.
O núcleo da terra funciona como um grande ímã, pois ele é formado principalmente por níquel e ferro. Do núcleo partem linhas de campo magnético para os pólos ou para o norte e o sul do globo terrestre.
Desse modo, o magnetismo terrestre sempre atrai a agulha imantada de uma bússola, aproximadamente, para a direção norte.
Alunos do 6º ano "B" estudando como se usa a bússola e a rosa-dos-rumos, orientados pela prof.geo.Selma Galiza.
Observação importante
Durante muito tempo se pensou que, em qualquer parte da terra, a agulha da bússola indicava exatamente o pólo norte ou o norte geográfico. No entando, dependendo do lugar em que estamos, a agulha imantada da bússola nem sempre indica exatamente o pólo norte. Ela é atraída por um ponto chamado pólo magnético do norte, situado a proximadamente 1.400 quilômetros do pólo norte, em uma ilha denominada Gales, no Canadá.
Esse ponto funciona como um ímã que atrai a agulha da bússola em sua direção.
Existe então um desvio da agulha da bússola para o pólo magnético do norte ou para o norte magnético. Esse desvio recebe o nome de declinação magnética.
O alunos aprendem melhor em contato com a natureza.
Alunos do 6º ano "A" da E.E.Benício Prates no ano de 2009.

A importância do ponto de referência
Após estudos sobre as técnicas de orientação, há um fato muito importante a ser destacado:
a determinação dos pontos cardeais, colaterais, subcolaterais e intermediários depende do ponto de referência, isto é, do referencial.