TURISMO NO BRASIL E NO MUNDO

O turismo e a educação frente às novas tecnologias

RESUMO

O presente trabalho mostra que as novas tecnologias modificam e continuam modificando a nossa sociedade, como por exemplo, a imposição da cibercultura na exigência profissional para o indivíduo. Isso altera as bases de formação da sociedade, onde a família, a escola e a igreja acabam sendo influenciadas pelas novas tecnologias. Assim a educação e o Turismo, também passam a serem influenciados, necessitando compreender, dominar e utilizar essas características tecnológicas. Dessa forma, este artigo pretende apresentar a influência que as novas tecnologias impõem sobre a educação e o Turismo.


A invenção e crescente inserção das novas tecnologias estão alterando radicalmente nossa concepção de mundo, causando a necessidade de uma nova adaptação da sociedade. Um exemplo claro dessa realidade está nas novas exigências profissionais que o mercado de trabalho impõem sobre a população, como por exemplo, ter conhecimento sobre informática.

O Turismo comercial e tecnológico está entre um dos preferidos nos dias de hoje. Além de reunir grandes personagens da ciências, divulga novas tecnologias e enriquece a cultura regional e globaliza conhecimentos, inovações, artigos variados como a cachaça de Salinas-MG. Brasil.

Muitos jovens já se sentem atraídos pelas festividades , exposições e congressos comerciais como a Fenix em Moc e Festa da Cachaças em Salinas.

Hoje podemos perceber que uma nova civilização está emergindo devido às novas tecnologias. Isso acarreta novos estilos de vida: no trabalho, na família, na economia, na política, na escola, na cultura e no meio ambiente. Por exemplo, na educação será preciso entender essas novas características colocadas após os avanços tecnológicos, procurando buscar uma maior estabilidade na sociedade. No Turismo não é diferente, pois as novas tecnologias também atuam nessa área do conhecimento, provocando mudanças no atendimento ao cliente, por exemplo.

Dessa forma, o objetivo deste artigo é discutir sobre a influência das novas tecnologias na educação e também no Turismo, com bases em referências já publicadas sobre o tema. A metodologia será a qualitativa, pois a observação dos fenômenos sociais, determina a participação do pesquisador no universo onde estes ocorrem (DENCKER, 1998). Neste trabalho, usou-se como técnica de pesquisa o levantamento bibliográfico referente a Turismo, educação e tecnologia.

Com isso, através da observação de experiências profissionais nessa área e a interpretação do material bibliográfico levantado, foi possível elaborar este artigo: "O turismo e a educação frente das as novas tecnologias", fornecendo assim a base teórica necessária para dar uma visão daquilo que pode ser benéfica ou não para a sociedade em relação à educação, às novas tecnologias e ao Turismo.

O Rio São Francisco, considerado de integração nacional por percorrer vários estados do Brasil, nasce e deságua em terras brasileiras, tem um dos mais lindos pôs do sol em Pirapora, Minas Gerais, atraindo um grande número de turistas para a região.

Conceitos de educação, tecnologia e Turismo

A etimologia da palavra educação provém de dois vocábulos latinos, educare e educere, e significa o "processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano" (FERREIRA, 1993, p. 197). A educação iniciou e sofreu transformações desde os primórdios da história humana, pois o surgimento da linguagem e das técnicas proporcionou por exemplo, as invenções de instrumentos, como as lanças com pontas de pedras, e a arte rupreste (figuras em cavernas), causando assim o início do aprimoramento intelectual do homem. Mas sem o poder da linguagem, que provoca o aprendizado para o ser humano, as técnicas que promovem invenções cada vez mais sofisticadas não teriam esse aspecto progressista durante todo esse tempo. Assim percebemos que a linguagem, com o passar dos séculos, foi desenvolvida através de um processo educacional, isto é, o ser humano passou a pensar criticamente sobre sua própria identidade e realidade dos fatos que o circundam, o indivíduo então "pretende alcançar [...] conhecimentos, construí-los através de uma atitude reflexiva e questionadora sobre os mesmos" (GRINSPUN, 1999, p. 26), onde a criatividade será o sentido fundamental na evolução educacional.

Etimologicamente, a palavra tecnologia provém do vocábulo latino techné, e significa um "conjunto de conhecimentos, especialmente princípios científicos, que se aplicam a um determinado ramo de atividade" (FERREIRA, 1993, p. 528). Tendo essa idéia em mente, observa-se que o ser humano criou e continua a criar muitas invenções inovadoras, como podemos verificar na Revolução Industrial dos séculos XVIII a XIX, quando ocorreu o surgimento de máquinas (têxteis, vapores e elétricas) como a imprensa (máquinas tipográficas modernas), havendo um grande salto de qualidade para a educação, pois, a partir desse momento, as mais importantes notícias e obras das ciências filosóficas puderam ser publicadas em larga escala pelo mundo, facilitando os estudos científicos. Outro momento de avanço para a tecnologia ocorre na III Revolução Industrial desses últimos 40 anos, que é representada pela revolução microeletrônica (televisão, cinema, rádio e internet), a revolução microbiológica e a revolução energética. Porém, devemos entender que "[...] a crônica histórica dos eventos tecnológicos [...] vem mostrando o fracasso da transferência de tecnologias [...] sem os concernentes conhecimentos por parte dos compradores. Ela tem que ser aprendida através de um sistema educacional adequado" (VARGAS apud GRINSPUN, 1999, p. 13), caracterizando assim a importância da educação frente a essas tecnologias, pois as principais bases estruturais da formação do indivíduo como cidadão, que são a família, a igreja e a escola, têm enfrentado por conseqüência dessas tecnologias "[...] uma nova linguagem, um novo conhecimento, um novo pensamento, uma nova forma de expressão [...]" (GRINSPUN, 1999, p. 13).

Turista se divertem às margens do rio São Francisco em Buritizeiro, norte de Minas Gerais-Brasil.

O Turismo teve seus primórdios na Antiga Grécia (século VII a. C.) e no Império Romano (entre os séculos II a. C. e II d. C.), quando aconteceram práticas como os deslocamentos de pessoas para assistirem os jogos olímpicos e também praticarem comércio e outras atividades. Além disso, as estradas construídas pelos romanos facilitaram essas viagens que tinham como finalidade o entretenimento e negócios (SEABRA, 2001).

Entretanto, quando ocorreu a Revolução Industrial, as técnicas e instrumentos inovadores, o desaparecimento dos pequenos proprietários e o desenvolvimento do sistema capitalista, favoreceram o crescimento do êxodo rural. Isso formou nas cidades um grande contingente de mão-de-obra barata, causando a exploração dos trabalhadores, como as grandes jornadas de trabalho diárias, etc. Mas os trabalhadores lutaram por seus direitos através de organizações trabalhistas (trade unions) e conseguiram alcançar vitórias como o direito a férias (VICENTINO, 1997). Assim o Turismo se desenvolveu de fato, pois além de se poder utilizar o trem (viagens nacionais) e o navio (viagens internacionais) desenvolvidos pela industrialização, essa nova sociedade industrial deu aos trabalhadores mais tempo para o lazer com o direito às férias remuneradas.

Após a II Guerra Mundial (1939-1945), o Turismo de massa se desenvolveu, principalmente a partir de 1950, "[...] quando as tecnologias desenvolvidas durante a Segunda Guerra são aproveitadas para fins pacíficos [...]" (TRIGO, 2002, p. 20). Assim, o avião comercial e as viagens marítimas conseguiram ganhos surpreendentes, e também as telecomunicações, o desenvolvimento das turbinas a jato e outras tecnologias fizeram com que o Turismo crescesse após a guerra. Mas foi com a instituição das férias pagas, da elevação do nível de renda e do direito ao lazer, que as pessoas conseguiram ter o "tempo livre", isto é, o Turismo passou a ser o objeto de consumo mais desejado do ser humano.

Segundo Barreto (1991, p. 47 - 48), "o Turismo é o fenômeno de interação entre o turista e o núcleo receptor e de todas as atividades decorrentes dessa interação". As atividades sugeridas pelo autor, dentro do Turismo, são atividades socioeconômicas, geradoras de bens e serviços, ou seja, uma reserva de hotel, um aluguel de automóvel, uma compra de passagem aérea, comer em um restaurante, e outros.

O Turismo é sem dúvida uma atividade socioeconômica, haja vista que propicia a geração de bens e serviços para os seres humanos visando a satisfação de diversas necessidades básicas e secundárias. O Turismo atual é concebido como uma rica e grandiosa "indústria" que se relaciona com todos os setores da economia, contribuindo com 11% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, representando 3,4 trilhões de dólares e gerando cerca de 200 milhões de empregos no mundo.

RELEVO


Um dos pontos mais altos do Brasil, o Pico do Itapeva, que na língua indígena quer dizer Pedra Chata, apesar de estar localizado no município de Pindamonhangaba, é considerado um dos principais pontos turísticos de Campos do Jordão, pois seu acesso é feito através desta cidade. No local existe


um pequeno comércio, onde é possível comprar malhas gorros e luvas, tudo extremamente simples. De seu topo o visitante pode avistar quase todo o Vale do Paraíba. O espetáculo maravilhoso proporcionado pelos primeiros raios de sol nascendo entre morros e montanhas, só pode ser descrito por aqueles que lá estiveram.

RELEVO BRASILEIRO

PICO DO ITAPEVA
Com seus 2035mts de altitude, em dias ensolarados e com poucas nuvens, é possível avistar até 17 cidades do Vale do Paraíba






Salinas-MG em FESTA DA CACHAÇA.






Entrada para exposição - Festival da cachaça em Salinas-MG.
(foto Selma Galiza)
TURISMO
O município de Salinas é conhecido pela qualidade do requeijão e da carne de sol, pelas tradições, pelo folclore e pela produção agropecuária. A cachaça é um dos produtos que se destaca na economia, hoje conhecida mundialmente.

Vista do Mercado Municipal de Salinas da Av.Raul Soares.

(foto Selma Galiza)

História da cidade de Salinas-MG.

Mapa de Minas Gerais-Brasil.
Destaque:Salinas-MG
Para visualizar, clic duas vezes no mapa.

A grande investida por estas paragens principiou em 13/06/1554, quando o desbravador Francisco Bruzza Espinosa partiu de Porto Seguro/BA e percorreu toda essa região do Norte de Minas, chegando até o Jequitinhonha, Rio Pardo, Serra das Almas, Itacambira etc.

Um século depois, em 1663 o famoso Conde da Ponte, por concessão de sesmaria, compras, iniciou a ocupação desta região. Por volta de 1698, o bandeirante Antônio Luiz dos Passos estabelecia uma fazenda de criação de gado às margens do Rio Pardo, e daí percorreu toda essa região, a procura de riquezas. Numa dessas incursões chegou às margens de um rio pouco caudaloso e encontrou ricas jazidas de salgemas, produto precioso por ser oficial naqueles ermos. Os índios que habitavam esta região eram os Tapuias da Nação G.

Felisbello Freire, no seu libro "História Territorial do Brasil", registrou a primeira concessão de uma sesmaria no município de Salinas em nome do Capitão Inácio de Souza Ferreira em 16/01/1734, cujo nome era sitio que se chama São José.

Terminal Rodoviário de Salinas-MG.

(foto Selma Galiza)

Site. www.selmagaliza.xpg.com.br

Em petição datada de 05/04/1830 o Capitão Mor Theodoro de Sá e sua consorte, declaram que são donos e proprietários da fazenda "Pé da Serra" (Matrona), que a mais de noventa anos eram donos dessas terras através de inventário, conforme escrituras na era de 1735.

A Câmara Municipal de Minas Novas/MG, em 30/04/1830, respondia a uma informação de sua Majestade Imperial, dizendo que "o povo da Fazenda da Salinas ergueu uma Casa de Oração sem licença do prelado e sem provisão imperial em 1828".

Em 20/08/1833 era emancipado o distrito de Rio Pardo, pertencente a Minas Novas/MG, e o distrito de Salinas era incorporado ao município de Rio Pardo.

Bairro São Geraldo em Salinas-MG

(foto Selma Galiza)

Em 24/12/1838, era realizado um recenseamento, onde habitavam no Arraial de Santo Antônio de Salinas, 248 pessoas.

Em 15/02/1855, Dona Ana Maria de Araújo, proprietária da fazenda Ribeirão, doou um pedacinho de terra para que nela fosse construído um cemitério coberto com casas precisas para este fim.

Pela Lei n° 730 de 16/05/1855, eleva a Freguesia o distrito de Santo Antônio de Salinas do município de Rio Pardo.

Lei n° 2725 de 18/12/1880 - Assembléia Legislativa Provincial de Minas Gerais.

artigo 1° - fica elevado à categoria de Vila o Arraial de Santo Antônio de Salinas, devendo a mesma ser instalada, depois que seus habitantes houvessem oferecido à província os edifícios com as acomodações necessárias para a câmara, cadeia e escola de instrução primária.

§ 1° O Município desta Vila ficará pertencendo à Comarca de Grão Mogol/MG e terá todos os ofícios de justiça criados por Lei Federal

A Socióloga e professora de geografia Selma Galiza,observando e apreciando uma das praças de Salinas.

(foto José Carlos Martins dos Santos)

As lideranças locais indicaram os senhores Antônio dos Anjos da Silva Sobrinho, o professor Ramiro Ramires de Almeida Lopes e o padre Benício José Pereira, para dentro do prazo de 3 (três) anos preparar e organizar o Arraial para se transformar em Vila, obedecendo às exigências da Lei.

Galera de Coração de Jesus-MG curtindo a Festa da cachaça em Salinas.

(foto Selma Galiza)

Em 18/12/1880, eram incorporados ao novo município os distritos de Águas Vermelhas, Pajau (Cachoeira de Pajeú), Catinga (Pedra Azul), e posteriormente Bom Jardim das Taiobeiras (Taiobeiras).

Realizadas as eleições, 19/01/1883 sob a presidência do presidente da Câmara Municipal de Rio Pardo, Conrado Caldeira foram diplomados e empossados os sete vereadores:

Antônio dos Anjos da Silva Sobrinho (presidente)
Onofre Valente Franco (vice - presidente)
Carlos Dias Torres
Donério Pereira Araújo
Luiz Ferreira Monteiro
Modesto José Silva
Avelino Ferreira Almeida

Em 04/10/1887 pela Lei 3485 a Vila de Santo Antônio de Salinas foi elevada a categoria de cidade. Em 14/071891 sob a presidência da Câmara Municipal, era aprovado o estatuto do município de Santo Antônio de Salinas.

Em 16/06/1892 era instalada a Comarca de Santo Antônio de Salinas, sendo o nosso primeiro Juiz de Direito o Dr. Francisco de Assis Freitas e o nosso primeiro promotor de justiça o Tenente Coronel Rebeldino Pinto Coelho..

Em 07/09/1923, é mudada a denominação de Santo Antônio de Salinas para SALINAS / MG, e no ano de 1932 tomou posse o nosso primeiro prefeito municipal (nomeado), Dr. Clemente Medrado Fernandes.

A evolução urbana da nossa cidade, tem apresentado significativos progressos, acompanhando a dinâmica da vida moderna e em decorrência dos constantes empreendimentos de nossa municipalidade, nas últimas décadas.

Kelly Anne, Katyane, José Carlos e Selma Galiza na Passarela da Alegria em Salinas-MG, apreciando as maravilhas do litoral do Rio Salinas.

(foto Kesley Galiza)

Na edição do conceituado "Jornal Estado de Minas", edição de 17/05/98, baseando em dados fornecidos pela Fundação João Pinheiro - Dinâmica do Crescimento de Minas Gerais, cita a nossa Salinas entre as cidades que mais cresceram no Estado.

Mais informações acesse www.selmagaliza.xpg.com.br

Tectonismo e Vulcanismo.

A formação do espaço natural
Dinâmica interna e externa.


"A terra é um sistema vivo, com sua dinâmica evolutiva própria. Montanhas e oceanos nascem, crescem e desaparecem, num processo dinâmico. Enquanto os vulcões e os processos orogênicos trazem novas rochas à superfície, os materiais são intemperizados e mobilizados pela ação dos ventos, das águas e das geleiras. Os rios mudam seus cursos, e fenômenos climáticos alteram periodicamente as condições de vida e o balanço entre as espécies."
O alunos do 8º ano "A" fazem experiências com miniaturas de vulcões criados por eles durante as aulas práticas de geografia, ministrada pela prof.Selma Galiza.

Os movimentos das placas tectônicas são responsáveis pelos agentes modificadores do relevo originados no interior da terra. A maior parte da atividade tectônica (deformação das rochas pelas forças internas) ocorre nos limites das placas, isto é, no ponto em que elas interagem.
Entre os agentes internos do relevo (formadores e modificadores), podemos citar: o tectonismo, o vulcanismo e os abalos sísmicos (terremotos). Todos eles estão ligados, de alguma forma, ao movimento das placas tectônicas causado pelo calor e pela pressão do interior da terra.
Alunos do 8º ano "A" da E.E.Benício Prates aprendem como um vulcão expele uma grande variedades de materiais:lavas, gases, lama e materiais piroclásticos(fragmentos de vários tamanhos:poeira, cinza fina, cinza grossa, pedras grandes e blocos).

Tectonismo

O tectonismo ou distrofismo compreende todos os movimentos que deslocam e deformam as rochas que constituem a crosta terrestre.
O diastrofismo manifesta-se por movimentos verticais ou epirogênicos (do grego épeiros=continentes) e horizontais ou orogênicos (do grego ôros=montanha).

Vulcanismo
Chamamos de vulcanismo os fatos e fenômenos geográficos relacionados com as atividades vulcânicas, através dos quais o magma do interior da terra chega à superfície. A manifestação típica do vulcanismo é o cone vulcânico e o amontoado de pó, cinzas e lavas formado pelas erupções.
A aluna Káren, juntamente com suas colegas do grupo, explicam para a turma o que é um vulcão e apresenta a demonstração de como um vulcão entra em erupção.8º ano "A",prof.Selma Galiza.

FESTA JUNINA EM CORAÇÃO DE JESUS-MG


Alunos da E.E.Benício Prates

A Quadrilha era inicialmente uma dança aristocrática de origem francesa, mas que apresentava influência de antigas danças folclóricas da Inglaterra. Veio para o Brasil pelas mãos dos mestres de orquestra de danças francesas na época do Império.

Era muito natural que a quadrilha se tornasse a dança preferida pela sociedade palaciana, pois a elite brasileira vivia voltada para a Europa, principalmente para a França - modelo não só das roupas, das comidas, das leituras e até mesmo dos gestos. Daí a quadrilha, aparecida nos albores do século XIX, ter se tornado a predileta, e não abandonou sequer a marcação toda em francês. Os movimentos rápidos de clima frio deram oportunidade aos jovens da época para imitar afrancesadamente os trejeitos ensinados por Milliet, Cavalier ou outros mestres que fizeram a Corte brasileira copiar fielmente os salões parisienses, imitada esta posteriormente pelas províncias, agora com requebros mais dengosos que os próprios cariocas criaram para a quadrilha.

A Quadrilha se popularizou no Brasil e é hoje, uma dança própria dos festejos juninos, que tendo sofrido influências da polca, da mazurca e da valsa européia, transformou-se em um ritmo único, extremamente sensual e genuinamente brasileiro. Para sua ocorrência é importante a presença de um mestre "marcante" ou "marcador", pois é quem determina as figurações diversas que os dançadores devem desenvolver.


Assimilada por todo o país, a quadrilha passou a sofrer as influências regionais, daí surgindo muitas variantes.

Na quadra da E.E.Benício Prates os alunos comemoram o dia de Santo Antônio(festa junina)

- Quadrilha Caipira: (São Paulo)
- Saruê (corruptela de soirée): (Brasil Central)

Baile Sifilítico – na Bahia
- Mana-Chica: (Rio de Janeiro)
- Quadrilha: (Sergipe)

Os instrumentos musicais acompanhantes são a sanfona ou acordeão, pandeiro, violão e o cavaquinho. Não existe uma canção específica que lhe seja própria. A música é aquela comum aos bailes de roça, em compasso binário ou de marchinha, que favorece o cadenciamento das marcações. Esta é uma dança que floresceu na zona rural, mas atualmente ganhou popularidade e está presente em todas as festas urbanas. Os participantes da dança, vestidos à caipira (indumentária que se convencionou a ser do nosso cabloco), executam diversas evoluções em pares de número variável. Em geral o par que abre o grupo é um "noivo" e uma "noiva", já que a Quadrilha pode hipoteticamente fazer parte de um "Casamento Caipira".


Quadrilha com os alunos da E.E.Benício Prates, organizada pela prof. de português Doladey de Souza França Prates no mês de junho de 2009.

Alguns Passos da quadrilha

Caminho da festa.
Os cavaleiros cumprimentam as damas.
As damas cumprimentam os cavaleiros.
Cavaleiros ao meio.
Balanceio.
Faz que vai mas não vai.
Olha o duplo.
Cavaleiros do lado direito das damas.
Formar a grande roda.
As damas pra dentro cavaleiros pra fora.
Formar a grande estrela.
Caminho da festa.
Formar um grande círculo.
As damas com as mãos para trás.
Passar as damas para trás.
Caminho da festa.
Olha o túnel.
Formar grande roda.
Cavaleiros pra dentro damas pra fora.
Formar grande estrela.
Caminho da festa.
As damas passar os cavaleiros pra frente.
Olha a chuva.
Já parou.
A ponte quebrou.
É mentira.
Olha a cobra.
Já matou.
Direita com direita.
Damas ao passeio.
Cavaleiros ao passeio.
Passeio geral.
Vai começar o grande baile.
Começou o miudinho.
Entra os padrinhos.
O padriho com a noiva.
Baile Geral.
Caminho da roça.
(*)Trecho retirado do site Jangada brasil.


A PRÉ-HISTÓRIA

Foto : Selma Galiza.
Montagem : Rafael Leite e Alberto
Eduardo, Bárbara, Bruna e Helton Kesley, alunos do 6º ano A da E.E.Benício Prates.

A Criação do Universo
Teoria bíblica
No princípio Deus criou o céu e a terra.
A terra, porém estava vazia e nua. Deus então fez a lua, fez o firmamento, as águas e a terra. Fez as ervas verdes e as árvores frutíferas, os luzeiros no firmamento do céu.
E Deus ordenou: produzam as águas, animais viventes que nadem, aves que voam debaixo do firmamento e todas
as espécies de animais que andem
sobre a terra.
Assim Deus criou o mundo.



Criação do Universo
Teoria Científica
A teoria do Big bang.
Segundo a teoria científica do big bang, há cerca de 15 bilhões deanos, todo espaço e matérias estavam concentradados num pequeno ponto, infinitamente grande. Desse ponto começou a expansão do universo. Como se ocorresse uma "grande explosão", esse ponto começou a inflar, espalhando matéria e energia, ampliando o espaço, deixando o tempo fluir e dando origem ao Universo.
Depois do big bang, núvens de gases foram se unificando, devido à força de gravidade. Assim foram se formando bilhões de Galáxias, as estrelas e os planetas. O nosso planeta, a terra é um deles.
A terra surgiu a cerca de 4 bilhões e 500 milhões de anos. Originou-se de gases e poeira que, lentamente, foram se concentrado.
Inicialmente ela era bem diferente do que conhecemos hoje. Não tinha oceanos, continentes, céu azul ou núvens. A superfície da terra tinha temperatura muito acima dos 1000 graus e era coberta de lavas.
Durante um bilhão de anos de resfriamento da temperatura terrestre, foram se formando os continentes, os oceanos e a atmosfera.


Do surgimento do Homo habilis até a descoberta
da agricultura.
Período Paleolítico

A chamada Antiga Idade da Pedra ou Idade da Pedra Lascada marca o primeiro e mais longo período da História, pois abrange os tempos desde o aparecimento do homem até aproximadamente 12 a 10 mil anos atrás.
Sua denominação provém do uso da pedra lascada como instrumento de trabalho predominante nesse período. Estes instrumentos, embora rudimentares, representavam naquele momento histórico um avanço tecnológico, pois
o homem, através do seu trabalho, utilizando sua capacidade racional, fabricava suas primeiras ferramentas.

O Paleolítico é marcado também pelo fenômeno da glaciação (ação exercida sobre a superfície da Terra pelas geleiras). O predomínio do clima frio fez com que o homem vivesse em cavernas e conquistasse o controle sobre o fogo, fator decisivo para sua sobrevivência. O domínio do fogo possibilitou ao homem do Paleolítico uma melhoria significativa em sua qualidade de vida, na medida em que lhe permitiu afugentar animais selvagens, assar sua carne e aquecer-se do frio rigoroso.

O homem torna-se um "criador" e começa a se distinguir dos outros animais através do uso da razão e da ação sobre a natureza. Nesse momento, o homem ainda vivia em bandos, sua vida era nômade, baseada em uma economia coletora que consistia na caça, na pesca e na coleta. O homem aproveita os recursos que a natureza lhe oferece para garantir seu sustento através da cooperação, da ação em conjunto e, principalmente, do aprendizado social. Nenhum homem nasce sabendo caçar, proteger-se do frio e dos outros animais, ou ainda, construir abrigos, ferramentas e utensílios. Somente através da observação e da aprendizagem o homem foi capaz de elaborar seus conhecimentos e fazer a sua própria história.

Portanto, a união e o trabalho coletivo tornavam-se necessários para a sobrevivência do grupo. Desta forma, podemos observar, na organização das comunidades primitivas, a divisão sexual das tarefas: as mulheres dedicavam-se à coleta e à educação das crianças, enquanto os homens saíam à caça. No período Paleolítico, as mulheres e as crianças encontravam-se em pé de igualdade com os homens, não havendo qualquer distinção, de forma que as tarefas eram divididas apenas com a finalidade de garantir a organização do trabalho comunitário. Sua religião, portanto, foi caracterizada pela ausência de deuses. Possuía um caráter animista (acreditavam em forças da natureza), já que a crença em um deus significaria a existência de um ser superior, contrariando a idéia de igualdade social.

Esta pesquisa foi elaborada pelos alunos do 6º ano "A", Helton Kesley, Eduardo, Bruna Natiele e Bárbara da E. E. Benício Prates, sob orientação da professora de História, Uliana Almeida Prates e da bibliotecária Patrícia Nobre Lélis Leite.















Parabéns crianças!

"A Educação não cria gênios, mas oferece-lhes por fim, oportunidades para se revelarem".
Bjs. Selma Galiza (prof.Geografia)