INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

7 DE SETEMBRO
" Apesar das ações antrópicas, as riquezas brasileirs representadas na Bandeira do Brasil, ainda são visíveis até mesmo aos mais críticos; e serão, com certeza, a salvação dos homens..."(Selma Galiza)



Prefeitura Municipal de Coração de Jesus-MG.

(foto Selma Galiza)

Sete de setembro, o Dia da Pátria, quando todas as cidades brasileiras se tingem de verde e amarelo. Dia de desfile e manifestações de civismo, que deveriam se repetir amiúde, espontaneamente.
Em sala de aula, a aproximação do Sete de Setembro gera oportunidades valiosas não apenas para o ensino deste recorte de tempo - o sete de setembro de 1822, quando Dom Pedro proclamou a independência do Brasil em relação a Portugal - mas também para a reflexão sobre suas conseqüências e para o debate de temas transversais como cidadania e participação política.

Professora de Geografia

Selma Galiza

O maior e mais importante investimento no Brasil, deve ser na educação. Só assim teremos certeza do sucesso de nosso crescimento, da redução da violência, da politização de nossos políticos e de todo o povo brasileiro, do exercício pleno da cidadania e da formação da consciência crítica.



O Sete de Setembro

Em 2 de setembro, as novas ordens vindas de Lisboa chegaram ao Rio de Janeiro. D. Pedro estava em São Paulo, com o objetivo de resolver disputas pelo controle da Junta provincial paulista. A princesa D. Leopoldina e o ministério de José Bonifácio, tomando conhecimento das últimas notícias vindas de Portugal, resolveram enviar as ordens das Cortes, juntamente com cartas da princesa, dos ministros e de sir Chamberlain, representante inglês no Rio de Janeiro. O correio alcançou D. Pedro, no dia sete de setembro de 1822, às margens do riacho do Ipiranga. Ao receber os decretos e a correspondência, proclamou a Independência, retirando de seu chapéu as fitas com as cores vermelha e azul das Cortes portuguesas. Formalizava-se a separação entre Brasil e Portugal.

Imagem 1Na visão da historiografia romântica do século XIX o dia sete de setembro foi escolhido para marcar o momento de nossa emancipação política, apesar da Independência ter se concretizado, na realidade, em agosto, com os manifestos de Gonçalves Ledo e José Bonifácio, e com o decreto de D. Pedro declarando inimigas as tropas portuguesas que aqui desembarcassem. A concepção da historiografia romântico - oficial pode ser observada no quadro do pintor Pedro Américo, que retrata o sete de setembro sob uma visão heróica. Nele, D. Pedro, no alto da colina do Ipiranga, envergando uniforme de gala e montando em um belo cavalo, acompanhado de seus dragões erguia a espada e gritava solene: "independência ou morte". A cena, que passou para a História como a imagem oficial e marco simbólico da nossa Independência, não reflete o que ocorreu de fato.

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No Rio de Janeiro e nas províncias próximas, a Independência foi saudada com entusiasmo. Absolutistas, aristocratas e democratas, que incentivaram o rompimento com as Cortes, acreditavam poder, a partir desse momento, realizar seus projetos políticos. Para os absolutistas, o sete de setembro significava a derrota das forças constitucionalistas em Portugal, que limitavam o absolutismo do rei. Para os democratas, o ato do Ipiranga representava o início de mudanças mais profundas, permitindo a possibilidade de implantação no Brasil de um governo constitucional, em que "a vontade do maior número deve ser a lei de todos". Para os aristocratas, a Independência era a garantia das vantagens conquistadas desde a instalação da Corte no Rio de Janeiro.
"A Educação será sempre a chave do futuro, o caminho certo a ser percorrido e a certeza do sucesso.(selma Galiza)"

Apesar da intensa agitação que ocorria no Rio, as populações rurais do interior mantinham-se indiferentes e mal - informadas sobre os acontecimentos. Segundo relatos do naturalista Saint-Hilaire, em suas viagens pelo vale do Paraíba paulista ..."as revoluções que operam em Portugal e no Rio de Janeiro não tiveram a menor influência sobre os habitantes desta zona paulista; ... a mudança de governo não lhes fez mal nem bem,... A única coisa que compreendem é que o restabelecimento do sistema colonial lhes causaria danos, porque se os portugueses fossem os únicos compradores de seu açúcar e café, não mais venderiam suas mercadorias tão caro quanto agora o fazem."

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No dia 12 de outubro de 1822, aplaudido por uma multidão reunida no campo de Santana, no Rio de Janeiro, D. Pedro foi aclamado Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, mas não fez o juramento da futura Constituição. �

A LUA : FASES E MOVIMENTOS


A Lua

A Lua (do latim Luna) é o único satélite natural da Terra, situando-se a uma distância de cerca de 384.405 km do nosso planeta.

Segundo a última contagem, mais de 150 luas povoam o sistema solar: Netuno é cercado por 13 delas; Saturno tem 48; Júpiter possui 63. A Lua terráquea não é a maior de todo o Sistema Solar - Titã, uma das luas de Saturno, é a maior, tendo quase uma vez e meia o tamanho da nossa Lua - mas nossa Lua continua sendo a maior proporcionalmente em relação ao seu planeta. Com mais de 1/4 do tamanho da Terra e 1/6 de sua gravidade, é o único corpo celeste visitado por seres humanos e onde a NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration) pretende implantar bases permanentes.

Visto da Terra, o satélite apresenta fases e exibe sempre a mesma face (situação designada como acoplamento de maré), fato que gerou inúmeras especulações a respeito do teórico lado escuro da Lua, que na verdade fica iluminado quando estamos no período chamado de Lua nova. Seu período de rotação é igual ao período de translação. A Lua não tem atmosfera e apresenta, embora muito escassa, água no estado sólido (em forma de cristais de gelo). Não tendo atmosfera, não há erosão e a superfície da Lua mantém-se intacta durante milhões de anos. É apenas afetada pelas colisões com meteoritos.

É a principal responsável pelos efeitos de maré que ocorrem na Terra, em seguida vem o Sol, com uma participação menor. Pode-se dizer do efeito de maré aqui na Terra como sendo a tendência de os oceanos acompanharem o movimento orbital da Lua, sendo que esse efeito causa um atrito com o fundo dos oceanos, atrasando o movimento de rotação da Terra cerca de 0,002 s por século, e, como consequência, a Lua se afasta de nosso planeta em média 3 cm por ano.

A Lua é, proporcionalmente, o maior satélite natural do nosso Sistema Solar. Sua massa é tão significativa em relação à massa da Terra que o eixo de rotação do sistema Terra-Lua encontra-se muito longe do eixo central de rotação da Terra. Alguns astrônomos usam este argumento para afirmar que vivemos em um dos componentes de um planeta duplo, mas a maioria discorda, uma vez que para que um sistema planetário seja duplo é necessário que seu eixo de rotação esteja fora dos dois corpos.

Os Movimentos da Lua

A Lua possui muitos movimentos, mas os principais são a rotação, a revolução e a translação.

O movimento de translação da Lua é o que faz em torno do Sol acompanhando a Terra. Sua duração é o de um ano, portanto, 365 dias.

A rotação da Lua é o movimento que ela faz em torno do seu próprio eixo. A revolução é o elíptico que ela faz ao redor da Terra.

Esses dois últimos movimentos tem a mesma duração, pois são realizados, em tempos iguais, num período aproximado de 27 dias e 8 horas. Devido à igualdade nas durações desses dois movimentos é que a Lua nos mostra sempre a mesma e única face.

Como a órbita da Lua também é elíptica, a distância Lua-Terra varia ao longo do período da revolução. A distância média da Lua à Terra é de aproximadamente 384 000 quilômetros.

As fases

As fases da lua são como são denominados os quatro aspectos básicos que o satélite natural da Terra, a Lua, apresenta conforme o ângulo pelo qual é vista a face iluminada pelo Sol. Diferentemente de outros idiomas, na língua portuguesa, as fases intermediárias, como a lua gibosa e a lua balsâmica não possuem a nomenclatura amplamente difundidas.

Nome Hemisfério
Norte
Hemisfério
Sul
Porção visível à noite
Lua nova
0%
Lua crescente Norte: 1-49% (direita)
Sul: 1-49% (esquerda)
Quarto Crescente Norte: 50% (direita)
Sul: 50% (esquerda)
Lua gibosa Norte: 51-99% (direita)
Sul: 51-99% (esquerda)
Lua cheia
100%
Lua balsâmica Norte: 51-99% (esquerda)
Sul: 51-99% (direita)
Quarto Minguante Norte: 50% (esquerda)
Sul: 50% (direita)
Lua minguante Norte: 1-49% (esquerda)
Sul: 1-49% (direita)


A Lunação

As fases da Lua em redor da Terra.

Lunação é o período entre duas Luas Novas em sequência.

Quando a Lua encontra-se em conjunção com o Sol, a face visível está totalmente às escuras e a face oculta está iluminada. É a Lua nova. Uma vez que nesta fase a Lua nasce e se põe com o Sol, ela só é visível quando ocorre um eclipse solar.

Aproximadamente 7,5 dias depois a Lua encontra-se num ângulo de 90º em relação ao Sol. Nesta fase a porção iluminada equivale a metade da face visível, portanto um quarto da superfície lunar. Vem daí o nome Quarto crescente. Nesta fase a Lua nasce aproximadamente ao meio-dia e se põe à meia-noite.

Quando a Lua se encontra em oposição ao Sol, em torno de 15 dias após a Lua nova, sua face visível fica totalmente iluminada, é a Lua cheia. Nesta fase a Lua nasce quando o Sol se põe e seu ocaso ocorre ao nascer do Sol. É nessa fase também que acontecem os eclipses lunares.

Mais uma semana até que se forme um ângulo de 270º e a Lua estará em Quarto minguante. Nesta fase a Lua nasce à meia-noite e se põe ao meio-dia.

O ciclo de lunação se completa em pouco mais de 29,5 dias e é, portanto, quase dois dias mais longo que a translação. Isto ocorre em função do movimento de translação da Terra.

À medida que a Lua viaja ao redor da Terra ao longo do mês, ela passa por um ciclo de fases, durante o qual sua forma parece variar gradualmente. O ciclo completo dura aproximadamente 29,5 dias. Esse fenômeno é bem compreendido desde a Antiguidade. Acredita-se que o grego Anaxágoras (± 430 a.C.), já conhecia sua causa, e Aristóteles (384 - 322 a.C.) registrou a explicação correta do fenômeno: as fases da Lua resultam do fato de que ela não é um corpo luminoso, e sim um corpo iluminado pela luz do Sol.
Nova
A face iluminada da Lua é aquela que está voltada para o Sol. A fase da lua representa o quanto dessa face iluminada pelo Sol está voltada também para a Terra. Durante metade do ciclo essa porção está aumentando (lua crescente) e durante a outra metade ela está diminuindo (lua minguante). Tradicionalmente apenas as quatro fases mais características do ciclo - Lua Nova, Quarto-Crescente, Lua Cheia e Quarto-Minguante - recebem nomes, mas a porção que vemos iluminada da Lua, que é a sua fase, varia de dia para dia. Por essa razão os astrônomos definem a fase da Lua em termos de número de dias decorridos desde a Lua Nova (de 0 a 29,5) e em termos de fração iluminada da face visível (0% a 100%). Recapitulando, fase da lua representa o quanto da face iluminada pelo Sol está na direção da Terra.

Lua
A figura acima mostra o sistema Sol-Terra-Lua como seria visto por um observador externo olhando diretamente para o pólo sul da Terra. O círculo externo mostra a Lua em diferentes posições relativas em relação à linha Sol-Terra, assumidas à medida que ela orbita a Terra de oeste para leste (sentido horário para um observador olhando para o pólo sul). O círculo interno mostra as formas aparentes da Lua, em cada situação, para um observador no hemisfério sul da Terra.

As quatro fases principais do ciclo são:

Lua Nova:

  • Lua e Sol, vistos da Terra, estão na mesma direção
  • A Lua nasce tex2html_wrap_inline31 6h e se põe tex2html_wrap_inline31 18h.


A Lua Nova acontece quando a face visível da Lua não recebe luz do Sol, pois os dois astros estão na mesma direção. Nessa fase, a Lua está no céu durante o dia, nascendo e se pondo aproximadamente junto com o Sol. Durante os dias subsequentes, a Lua vai ficando cada vez mais a leste do Sol e, portanto, a face visível vai ficando crescentemente mais iluminada a partir da borda que aponta para o oeste, até que aproximadamente 1 semana depois temos o Quarto-Crescente, com 50% da face iluminada.

Lua Quarto-Crescente:

  • Lua e Sol, vistos da Terra, estão separados de 90°.
  • a Lua está a leste do Sol e, portanto, sua parte iluminada tem a convexidade para o oeste.
  • a Lua nasce tex2html_wrap_inline31meio-dia e se põe tex2html_wrap_inline31 meia-noite

A Lua tem a forma de um semi-círculo com a parte convexa voltada para o oeste. Lua e Sol, vistos da Terra, estão separados de aproximadamente 90°. A Lua nasce aproximadamente ao meio-dia e se põe aproximadamente à meia-noite. Após esse dia, a fração iluminada da face visível continua a crescer pelo lado voltado para o oeste, até que atinge a fase Cheia.

Lua Cheia

  • Lua e Sol, vistos da Terra, estão em direções opostas, separados de 180°, ou 12h.
  • a Lua nasce tex2html_wrap_inline31 18h e se põe tex2html_wrap_inline31 6h do dia seguinte.


Na fase cheia 100% da face visível está iluminada. A Lua está no céu durante toda a noite, nasce quando o Sol se põe e se põe no nascer do Sol. Lua e Sol, vistos da Terra, estão em direções opostas, separados de aproximadamente 180°, ou 12h. Nos dias subsequentes a porção da face iluminada passa a ficar cada vez menor à medida que a Lua fica cada vez mais a oeste do Sol; o disco lunar vai dia a dia perdendo um pedaço maior da sua borda voltada para o oeste. Aproximadamente 7 dias depois, a fração iluminada já se reduziu a 50%, e temos o Quarto-Minguante.

Lua Quarto-Minguante

  • a Lua está a oeste do Sol, que ilumina seu lado voltado para o leste
  • a Lua nasce tex2html_wrap_inline31meia-noite e se põe tex2html_wrap_inline31 meio-dia
A Lua está aproximadamente 90° a oeste do Sol, e tem a forma de um semi-círculo com a convexidade apontando para o leste. A Lua nasce aproximadamente à meia-noite e se põe aproximadamente ao meio-dia. Nos dias subsequentes a Lua continua a minguar, até atingir o dia 0 do novo ciclo.

O intervalo de tempo médio entre duas fases iguais consecutivas é de 29d 12h 44m 2.9s (tex2html_wrap_inline51 29,5 dias). Esse período é chamado mês sinódico, ou lunação, ou período sinódico da Lua.

TURISMO NO BRASIL E NO MUNDO

O turismo e a educação frente às novas tecnologias

RESUMO

O presente trabalho mostra que as novas tecnologias modificam e continuam modificando a nossa sociedade, como por exemplo, a imposição da cibercultura na exigência profissional para o indivíduo. Isso altera as bases de formação da sociedade, onde a família, a escola e a igreja acabam sendo influenciadas pelas novas tecnologias. Assim a educação e o Turismo, também passam a serem influenciados, necessitando compreender, dominar e utilizar essas características tecnológicas. Dessa forma, este artigo pretende apresentar a influência que as novas tecnologias impõem sobre a educação e o Turismo.


A invenção e crescente inserção das novas tecnologias estão alterando radicalmente nossa concepção de mundo, causando a necessidade de uma nova adaptação da sociedade. Um exemplo claro dessa realidade está nas novas exigências profissionais que o mercado de trabalho impõem sobre a população, como por exemplo, ter conhecimento sobre informática.

O Turismo comercial e tecnológico está entre um dos preferidos nos dias de hoje. Além de reunir grandes personagens da ciências, divulga novas tecnologias e enriquece a cultura regional e globaliza conhecimentos, inovações, artigos variados como a cachaça de Salinas-MG. Brasil.

Muitos jovens já se sentem atraídos pelas festividades , exposições e congressos comerciais como a Fenix em Moc e Festa da Cachaças em Salinas.

Hoje podemos perceber que uma nova civilização está emergindo devido às novas tecnologias. Isso acarreta novos estilos de vida: no trabalho, na família, na economia, na política, na escola, na cultura e no meio ambiente. Por exemplo, na educação será preciso entender essas novas características colocadas após os avanços tecnológicos, procurando buscar uma maior estabilidade na sociedade. No Turismo não é diferente, pois as novas tecnologias também atuam nessa área do conhecimento, provocando mudanças no atendimento ao cliente, por exemplo.

Dessa forma, o objetivo deste artigo é discutir sobre a influência das novas tecnologias na educação e também no Turismo, com bases em referências já publicadas sobre o tema. A metodologia será a qualitativa, pois a observação dos fenômenos sociais, determina a participação do pesquisador no universo onde estes ocorrem (DENCKER, 1998). Neste trabalho, usou-se como técnica de pesquisa o levantamento bibliográfico referente a Turismo, educação e tecnologia.

Com isso, através da observação de experiências profissionais nessa área e a interpretação do material bibliográfico levantado, foi possível elaborar este artigo: "O turismo e a educação frente das as novas tecnologias", fornecendo assim a base teórica necessária para dar uma visão daquilo que pode ser benéfica ou não para a sociedade em relação à educação, às novas tecnologias e ao Turismo.

O Rio São Francisco, considerado de integração nacional por percorrer vários estados do Brasil, nasce e deságua em terras brasileiras, tem um dos mais lindos pôs do sol em Pirapora, Minas Gerais, atraindo um grande número de turistas para a região.

Conceitos de educação, tecnologia e Turismo

A etimologia da palavra educação provém de dois vocábulos latinos, educare e educere, e significa o "processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano" (FERREIRA, 1993, p. 197). A educação iniciou e sofreu transformações desde os primórdios da história humana, pois o surgimento da linguagem e das técnicas proporcionou por exemplo, as invenções de instrumentos, como as lanças com pontas de pedras, e a arte rupreste (figuras em cavernas), causando assim o início do aprimoramento intelectual do homem. Mas sem o poder da linguagem, que provoca o aprendizado para o ser humano, as técnicas que promovem invenções cada vez mais sofisticadas não teriam esse aspecto progressista durante todo esse tempo. Assim percebemos que a linguagem, com o passar dos séculos, foi desenvolvida através de um processo educacional, isto é, o ser humano passou a pensar criticamente sobre sua própria identidade e realidade dos fatos que o circundam, o indivíduo então "pretende alcançar [...] conhecimentos, construí-los através de uma atitude reflexiva e questionadora sobre os mesmos" (GRINSPUN, 1999, p. 26), onde a criatividade será o sentido fundamental na evolução educacional.

Etimologicamente, a palavra tecnologia provém do vocábulo latino techné, e significa um "conjunto de conhecimentos, especialmente princípios científicos, que se aplicam a um determinado ramo de atividade" (FERREIRA, 1993, p. 528). Tendo essa idéia em mente, observa-se que o ser humano criou e continua a criar muitas invenções inovadoras, como podemos verificar na Revolução Industrial dos séculos XVIII a XIX, quando ocorreu o surgimento de máquinas (têxteis, vapores e elétricas) como a imprensa (máquinas tipográficas modernas), havendo um grande salto de qualidade para a educação, pois, a partir desse momento, as mais importantes notícias e obras das ciências filosóficas puderam ser publicadas em larga escala pelo mundo, facilitando os estudos científicos. Outro momento de avanço para a tecnologia ocorre na III Revolução Industrial desses últimos 40 anos, que é representada pela revolução microeletrônica (televisão, cinema, rádio e internet), a revolução microbiológica e a revolução energética. Porém, devemos entender que "[...] a crônica histórica dos eventos tecnológicos [...] vem mostrando o fracasso da transferência de tecnologias [...] sem os concernentes conhecimentos por parte dos compradores. Ela tem que ser aprendida através de um sistema educacional adequado" (VARGAS apud GRINSPUN, 1999, p. 13), caracterizando assim a importância da educação frente a essas tecnologias, pois as principais bases estruturais da formação do indivíduo como cidadão, que são a família, a igreja e a escola, têm enfrentado por conseqüência dessas tecnologias "[...] uma nova linguagem, um novo conhecimento, um novo pensamento, uma nova forma de expressão [...]" (GRINSPUN, 1999, p. 13).

Turista se divertem às margens do rio São Francisco em Buritizeiro, norte de Minas Gerais-Brasil.

O Turismo teve seus primórdios na Antiga Grécia (século VII a. C.) e no Império Romano (entre os séculos II a. C. e II d. C.), quando aconteceram práticas como os deslocamentos de pessoas para assistirem os jogos olímpicos e também praticarem comércio e outras atividades. Além disso, as estradas construídas pelos romanos facilitaram essas viagens que tinham como finalidade o entretenimento e negócios (SEABRA, 2001).

Entretanto, quando ocorreu a Revolução Industrial, as técnicas e instrumentos inovadores, o desaparecimento dos pequenos proprietários e o desenvolvimento do sistema capitalista, favoreceram o crescimento do êxodo rural. Isso formou nas cidades um grande contingente de mão-de-obra barata, causando a exploração dos trabalhadores, como as grandes jornadas de trabalho diárias, etc. Mas os trabalhadores lutaram por seus direitos através de organizações trabalhistas (trade unions) e conseguiram alcançar vitórias como o direito a férias (VICENTINO, 1997). Assim o Turismo se desenvolveu de fato, pois além de se poder utilizar o trem (viagens nacionais) e o navio (viagens internacionais) desenvolvidos pela industrialização, essa nova sociedade industrial deu aos trabalhadores mais tempo para o lazer com o direito às férias remuneradas.

Após a II Guerra Mundial (1939-1945), o Turismo de massa se desenvolveu, principalmente a partir de 1950, "[...] quando as tecnologias desenvolvidas durante a Segunda Guerra são aproveitadas para fins pacíficos [...]" (TRIGO, 2002, p. 20). Assim, o avião comercial e as viagens marítimas conseguiram ganhos surpreendentes, e também as telecomunicações, o desenvolvimento das turbinas a jato e outras tecnologias fizeram com que o Turismo crescesse após a guerra. Mas foi com a instituição das férias pagas, da elevação do nível de renda e do direito ao lazer, que as pessoas conseguiram ter o "tempo livre", isto é, o Turismo passou a ser o objeto de consumo mais desejado do ser humano.

Segundo Barreto (1991, p. 47 - 48), "o Turismo é o fenômeno de interação entre o turista e o núcleo receptor e de todas as atividades decorrentes dessa interação". As atividades sugeridas pelo autor, dentro do Turismo, são atividades socioeconômicas, geradoras de bens e serviços, ou seja, uma reserva de hotel, um aluguel de automóvel, uma compra de passagem aérea, comer em um restaurante, e outros.

O Turismo é sem dúvida uma atividade socioeconômica, haja vista que propicia a geração de bens e serviços para os seres humanos visando a satisfação de diversas necessidades básicas e secundárias. O Turismo atual é concebido como uma rica e grandiosa "indústria" que se relaciona com todos os setores da economia, contribuindo com 11% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, representando 3,4 trilhões de dólares e gerando cerca de 200 milhões de empregos no mundo.

RELEVO


Um dos pontos mais altos do Brasil, o Pico do Itapeva, que na língua indígena quer dizer Pedra Chata, apesar de estar localizado no município de Pindamonhangaba, é considerado um dos principais pontos turísticos de Campos do Jordão, pois seu acesso é feito através desta cidade. No local existe


um pequeno comércio, onde é possível comprar malhas gorros e luvas, tudo extremamente simples. De seu topo o visitante pode avistar quase todo o Vale do Paraíba. O espetáculo maravilhoso proporcionado pelos primeiros raios de sol nascendo entre morros e montanhas, só pode ser descrito por aqueles que lá estiveram.

RELEVO BRASILEIRO

PICO DO ITAPEVA
Com seus 2035mts de altitude, em dias ensolarados e com poucas nuvens, é possível avistar até 17 cidades do Vale do Paraíba






Salinas-MG em FESTA DA CACHAÇA.






Entrada para exposição - Festival da cachaça em Salinas-MG.
(foto Selma Galiza)
TURISMO
O município de Salinas é conhecido pela qualidade do requeijão e da carne de sol, pelas tradições, pelo folclore e pela produção agropecuária. A cachaça é um dos produtos que se destaca na economia, hoje conhecida mundialmente.

Vista do Mercado Municipal de Salinas da Av.Raul Soares.

(foto Selma Galiza)

História da cidade de Salinas-MG.

Mapa de Minas Gerais-Brasil.
Destaque:Salinas-MG
Para visualizar, clic duas vezes no mapa.

A grande investida por estas paragens principiou em 13/06/1554, quando o desbravador Francisco Bruzza Espinosa partiu de Porto Seguro/BA e percorreu toda essa região do Norte de Minas, chegando até o Jequitinhonha, Rio Pardo, Serra das Almas, Itacambira etc.

Um século depois, em 1663 o famoso Conde da Ponte, por concessão de sesmaria, compras, iniciou a ocupação desta região. Por volta de 1698, o bandeirante Antônio Luiz dos Passos estabelecia uma fazenda de criação de gado às margens do Rio Pardo, e daí percorreu toda essa região, a procura de riquezas. Numa dessas incursões chegou às margens de um rio pouco caudaloso e encontrou ricas jazidas de salgemas, produto precioso por ser oficial naqueles ermos. Os índios que habitavam esta região eram os Tapuias da Nação G.

Felisbello Freire, no seu libro "História Territorial do Brasil", registrou a primeira concessão de uma sesmaria no município de Salinas em nome do Capitão Inácio de Souza Ferreira em 16/01/1734, cujo nome era sitio que se chama São José.

Terminal Rodoviário de Salinas-MG.

(foto Selma Galiza)

Site. www.selmagaliza.xpg.com.br

Em petição datada de 05/04/1830 o Capitão Mor Theodoro de Sá e sua consorte, declaram que são donos e proprietários da fazenda "Pé da Serra" (Matrona), que a mais de noventa anos eram donos dessas terras através de inventário, conforme escrituras na era de 1735.

A Câmara Municipal de Minas Novas/MG, em 30/04/1830, respondia a uma informação de sua Majestade Imperial, dizendo que "o povo da Fazenda da Salinas ergueu uma Casa de Oração sem licença do prelado e sem provisão imperial em 1828".

Em 20/08/1833 era emancipado o distrito de Rio Pardo, pertencente a Minas Novas/MG, e o distrito de Salinas era incorporado ao município de Rio Pardo.

Bairro São Geraldo em Salinas-MG

(foto Selma Galiza)

Em 24/12/1838, era realizado um recenseamento, onde habitavam no Arraial de Santo Antônio de Salinas, 248 pessoas.

Em 15/02/1855, Dona Ana Maria de Araújo, proprietária da fazenda Ribeirão, doou um pedacinho de terra para que nela fosse construído um cemitério coberto com casas precisas para este fim.

Pela Lei n° 730 de 16/05/1855, eleva a Freguesia o distrito de Santo Antônio de Salinas do município de Rio Pardo.

Lei n° 2725 de 18/12/1880 - Assembléia Legislativa Provincial de Minas Gerais.

artigo 1° - fica elevado à categoria de Vila o Arraial de Santo Antônio de Salinas, devendo a mesma ser instalada, depois que seus habitantes houvessem oferecido à província os edifícios com as acomodações necessárias para a câmara, cadeia e escola de instrução primária.

§ 1° O Município desta Vila ficará pertencendo à Comarca de Grão Mogol/MG e terá todos os ofícios de justiça criados por Lei Federal

A Socióloga e professora de geografia Selma Galiza,observando e apreciando uma das praças de Salinas.

(foto José Carlos Martins dos Santos)

As lideranças locais indicaram os senhores Antônio dos Anjos da Silva Sobrinho, o professor Ramiro Ramires de Almeida Lopes e o padre Benício José Pereira, para dentro do prazo de 3 (três) anos preparar e organizar o Arraial para se transformar em Vila, obedecendo às exigências da Lei.

Galera de Coração de Jesus-MG curtindo a Festa da cachaça em Salinas.

(foto Selma Galiza)

Em 18/12/1880, eram incorporados ao novo município os distritos de Águas Vermelhas, Pajau (Cachoeira de Pajeú), Catinga (Pedra Azul), e posteriormente Bom Jardim das Taiobeiras (Taiobeiras).

Realizadas as eleições, 19/01/1883 sob a presidência do presidente da Câmara Municipal de Rio Pardo, Conrado Caldeira foram diplomados e empossados os sete vereadores:

Antônio dos Anjos da Silva Sobrinho (presidente)
Onofre Valente Franco (vice - presidente)
Carlos Dias Torres
Donério Pereira Araújo
Luiz Ferreira Monteiro
Modesto José Silva
Avelino Ferreira Almeida

Em 04/10/1887 pela Lei 3485 a Vila de Santo Antônio de Salinas foi elevada a categoria de cidade. Em 14/071891 sob a presidência da Câmara Municipal, era aprovado o estatuto do município de Santo Antônio de Salinas.

Em 16/06/1892 era instalada a Comarca de Santo Antônio de Salinas, sendo o nosso primeiro Juiz de Direito o Dr. Francisco de Assis Freitas e o nosso primeiro promotor de justiça o Tenente Coronel Rebeldino Pinto Coelho..

Em 07/09/1923, é mudada a denominação de Santo Antônio de Salinas para SALINAS / MG, e no ano de 1932 tomou posse o nosso primeiro prefeito municipal (nomeado), Dr. Clemente Medrado Fernandes.

A evolução urbana da nossa cidade, tem apresentado significativos progressos, acompanhando a dinâmica da vida moderna e em decorrência dos constantes empreendimentos de nossa municipalidade, nas últimas décadas.

Kelly Anne, Katyane, José Carlos e Selma Galiza na Passarela da Alegria em Salinas-MG, apreciando as maravilhas do litoral do Rio Salinas.

(foto Kesley Galiza)

Na edição do conceituado "Jornal Estado de Minas", edição de 17/05/98, baseando em dados fornecidos pela Fundação João Pinheiro - Dinâmica do Crescimento de Minas Gerais, cita a nossa Salinas entre as cidades que mais cresceram no Estado.

Mais informações acesse www.selmagaliza.xpg.com.br