Geomorfologia

AS ESTRUTURAS E AS FORMAS DO RELEVO BRASILEIRO

O território brasileiro é formado por estruturas geológicas antigas. Com exceção das bacias de sedimentação recente, como a do Pantanal Matogrossense, parte ocidental da bacia amazônica e trechos do litoral nordeste e sul, que são do Terciário e do Quaternário (Cenozoico), o restante das áreas tem idades geológicas que vão do Paleozoico ao Mesozoico, para as grandes bacias sedimentares, e ao Pré-cambriano (Arqueozoico-Proterozoico), para os terrenos cristalinos.
Pantanal Matogrossense - bacia de sedimentação recente
No território brasileiro, as estruturas e as formações litológicas são antigas, mas as formas do relevo são recentes. Estas foram produzidas pelos desgastes erosivos que sempre ocorreram e continuam ocorrendo, e com isso estão permanentemente sendo reafeiçoadas. Desse modo, as formas grandes e pequenas do relevo brasileiro têm como mecanismo genético, de um lado, as formações geológicas e os arranjos estruturais antigos, de outro os processos mais recentes associados à movimentação das placas tectônicas e ao desgaste erosivo de climas anteriores e atuais. Grande parte das rochas e estruturas que sustentam as formas do relevo brasileiro são anteriores à atual configuração do continente sul-americano, que passou a ter o seu formato depois da orogênese andina e da abertura do oceano Atlântico, a partir do Mesozoico.
A macroestrutura do subsolo do território brasileiro desempenha importante papel na configuração das grandes formas do relevo, apesar das prolongadas fases erosivas. Desse modo, pode-se dizer de forma simplificada que são três as grandes estruturas que definem os macrocompartimentos de relevo encontrados no Brasil: em plataformas ou crátons, cinturões orogênicos e grandes bacias sedimentares.
Mapa da estrutura do relevo brasileiro
AS ÁREAS CRATÔNICAS
As plataformas ou crátons correspondem aos terrenos mais antigos e arrasados por muitas fases de erosão. Constituem-se numa grande complexidade litológica, prevalecendo as rochas metamórficas muito antigas (Pré-cambriano Médio a Inferior, com 2 a 4,5 bilhões de anos). Também ocorrem rochas intrusivas antigas (Pré-cambriano Médio a Superior, com 1 a 2 bilhões de anos) e resíduos de rochas sedimentares datadas do Pré-cambriano Superior, que em alguma fase da história da Terra encobriam partes das plataformas. São três áreas de plataformas ou crátons: a plataforma das Guianas, a Sul-amazônica e a do São Francisco. A área cratônica das Guianas tem terrenos elevados na extremidade norte do Brasil, nas faixas fronteiriças da Venezuela e das Guianas, onde se encontram rochas intrusivas e efusivas associadas com metamórficas antigas. Ao sul, a plataforma das Guianas está em terrenos mais baixos, onde prevalecem rochas metamórficas, encontrando-se parcialmente encobertas pelos sedimentos da bacia sedimentar amazônica.
Plataforma ou cráton das Guianas
A plataforma ou cráton sul-amazônica, cujos terrenos são mais baixos ao norte e ganham altitudes em direção ao sul, é constituída principalmente por rochas metamórficas antigas, ocorrendo frequentemente rochas intrusivas, como granitos e depósitos sedimentares residuais que sustentam relevos mais altos. Na extremidade sul, essa plataforma encontra-se coberta por extensa formação sedimentar correspondente ao planalto e chapada dos Parecis.
Cráton ou plataforma Sul-amazônica
A plataforma do São Francisco, que se estende desde o norte de Minas Gerais e avança pelo centro da Bahia, é a área cratônica de mais difícil delimitação, pois uma parte encontra-se parcialmente encoberta por sedimentação antiga e as extremidades confundem-se com as áreas dos cinturões orogênicos que a margeiam. Com relação ao cráton sul-riograndense há interpretações divergentes entre autores, alguns o consideram como área cratônica, outros como parte do cinturão orogenético do atlântico.
Plataforma cratônica do São Francisco
AS ÁREAS DE DOBRAMENTOS ANTIGOS
Os cinturões orogênicos existentes no território brasileiro são muito antigos, ou seja, de diversas idades ao longo do Pré-cambriano. Esses cinturões são o do Atlântico, o de Brasília e o Paraguai-Araguaia. Essas três cadeias montanhosas encontram-se atualmente muito desgastadas pelas várias fases erosivas ocorridas, mas ainda guardam aspectos serranos em grandes extensões. Essas faixas de dobramentos foram no passado geossinclinais estreitas e alongadas que margeiavam a borda das plataformas. Os sedimentos formadores das bacias geossinclinais, em função da movimentação da crosta terrestre, foram por várias vezes dobradas por pressões das plataformas. Nesse processo de movimentação da crosta, os sedimentos, ao serem dobrados, também sofreram metamorfização, intrusões e possivelmente até efusões vulcânicas. Algumas dessas áreas orogênicas, como é o caso do cinturão do Atlântico, passaram por até três fases de dobramentos, acompanhados de metamorfismo e intrusões alternados por longas fases erosivas.
Chapada dos Veadeiros no Planalto Central do Brasil
O cinturão orogênico do Atlântico estende-se desde a parte oriental da região Nordeste até o sudeste do Rio Grande do Sul. É uma faixa de grande complexidade litológica e estrutural, prevalecendo rochas metamórficas de diferentes tipos e idades, como gnaisses, migmatitos, quartzitos, micaxistos, filitos e, secundariamente, intrusivas, como os granitos e os sienitos.
O cinturão orogênico do Atlântico tem trechos mais elevados sustentadas por rochas do tipo quartzito. As cristas serranas desse cinturão estão mais preservadas do ataque erosivo, como ocorre com a serra do Espinhaço, que se estende do centro-norte de Minas Gerais até o interior da Bahia. Outras serras de grande significado no relevo são as serras do Mar e da Mantiqueira, que se constituem em escarpas altas e abruptas produzidas por grandes linhas de falhas bem mais recentes. Os terrenos elevados do cinturão do Atlântico são resultantes de dobramentos, de falhamentos extensos e das grandes massas intrusivas, como é o caso do maciço de Itatiaia, da ilha de São Sebastião e do maciço de Poços de Caldas, entre inúmeros outros.
Serra de Itatiaia entre MG e RJ
O cinturão de Brasília estende-se desde o sul de Tocantins até o sudeste de Minas Gerais. É formado principalmente por rochas metamórficas de diferentes tipos, como micaxistos, ardósias, filitos, gnaisses, quartzitos, e carbonáticas de baixo metamorfismo. Encontra-se também muito arrasado pelos processos erosivos que permitiram a exposição de rochas intrusivas do interior dos dobramentos. O relevo que se desenvolveu nessa área é de serras alongadas e estreitas, em alguns trechos associadas com chapadas de topos planos e altos. No cinturão orogênico de Brasília destacam-se as serras da Canastra e Negra, em Minas Gerais, as serras de Caldas Novas, da Mesa, Dourada, Boqueirão, entre outras, e algumas chapadas, como a de Brasília, a dos Veadeiros e a de Cristalina, em Goiás.
Serra da Canastra - MG
O cinturão orogênico Paraguai-Araguaia estende-se desde o norte de Goiás e Tocantins até Mato Grosso, na região de Cuiabá, reaparecendo na extremidade sul do Pantanal, na serra da Bodoquena. Esse cinturão está em grande parte arrasado por erosão: entretanto, a noroeste e oeste de Cuiabá encontra-se a província serrana de Mato Grosso. Essa área é constituída por várias serras geradas por dobramentos antigos e que se encontram parcialmente preservados. As rochas são sedimentares ou com baixo metamorfismo, destacando-se os metarenitos, filitos, arenitos, calcários, argilitos, siltitos, folhelhos e arcóseos.
Serra do Poção na província serrana do Mato Grosso - MT
AS BACIAS SEDIMENTARES
O terceiro tipo de estrutura que ocorre no território brasileiro é o das três grandes bacias: Amazônica, do Parnaíba ou Maranhão e do Paraná. Essas bacias formaram-se ao longo do Fanerozoico, ou seja, nos últimos 600 milhões de anos. Os sedimentos mais antigos são do Paleozoico, os intermediários do Mesozoico e os mais recentes do Cenozoico. Quando essas bacias se organizaram, os terrenos do continente sul-americano encontravam-se em posições altimétricas bem mais baixas. Os depósitos marinhos e continentais formaram as rochas sedimentares das três grandes bacias. Assim, nelas são encontradas sobretudo arenitos de diferentes idades e granulações, às vezes intercalados por siltitos, argilitos, conglomerados e calcários. Especificamente, na bacia do Paraná ocorreu extensivo derrame de lavas vulcânicas, que se depositaram sobre as camadas sedimentares em planos horizontais e estratificados. Essa atividade vulcânica ocorreu no período Jurássico e Cretáceo, na era Mesozoica.
Solo de terra roxa no Paraná - originário do derramamento de lavas vulcânicas
Os depósitos do Cenozoico - período terciário - são encontrados mais extensivamente na parte ocidental da bacia amazônica e no litoral do Nordeste. Já os sedimentos cenozoicos - período Quaternário - são mais extensivos no Pantanl do Mato Grosso, no litoral do Rio Grande do Sul, na ilha do Bananal no rio Araguaia e nas planícies que margeiam o rio Amazonas e os baixos cursos de seus afluentes.
Bacia Amazônica - exemplo de formação recente no Brasil
No Mesozoico (período Cretáceo) ocorreu a última fase de deposição extensiva nas bacias sedimentares do Brasil, com exceção da amazônica, que recebeu sedimentos ao longo do Terciário. No Cenozoico (Terciário) o continente sul-americano sofreu em seu conjunto soerguimentos orogenéticos na borda ocidental (Cordilheira dos Andes) e epirogenético em todo o restante. Esse soerguimento atingiu todo o território brasileiro de modo desigual, sendo que algumas áreas foram mais levantadas e outras bem menos. Esse processo associado à tectônica de placas, soergueu tanto as áreas dos crátons como os antigos cinturões orogênicos e as bacias sedimentares. Foi através da epirogênese terciária que as bacias sedimentares ficaram em níveis altimétricos elevados e surgiram as escarpas das serras do Mar e da Mantiqueira por falhamentos. A partir desse processo tectônico desencadeou-se um prolongado e generalizado desgaste erosivo que atuou sobre as bordas das bacias sedimentares, originando as depressões periféricas. Desse modo, parte dos terrenos sedimentares ficaram em posições mais elevadas do que os terrenos cristalinos das áreas cratônicas ou de escudos. Ao mesmo tempo, esse processo evidenciou as áreas serranas dos cinturões orogênicos.
Vale na serra de Itaqueri - SP
Os processos erosivos, que ocorreram tanto na fase de epirogênese, no Terciário, quanto no Quaternário, foram de diferentes características. Ao longo de mais de 70 milhões de anos, o desgaste erosivo processou-se em ambientes climáticos quentes e úmidos, altenados com climas áridos ou semiáridos. Esses diversos ciclos climáticos, denominados paleoclimas, associados às influências estruturais, litológicas e tectônicas, explicam a macrocompartimentação do relevo brasileiro.
UNIDADES DO RELEVO BRASILEIRO
Ao considerar a macrocompartimentação do relevo brasileiro, não se pode negligenciar sua natureza morfogenética. Levando-se em conta isso, toda a história do relevo brasileiro e sua cronologia são mais significativas a partir do Cretáceo, ou seja, ao longo do Terciário-Quaternário. A compartimentação atual tem fortes ligações genéticas com o soerguimento da placa sul-americana, ao longo do Cenozoico (epirogênese pós-cretácea), e com os processos erosivos, muito marcantes nas bordas das bacias sedimentares, que ocorreram a partir do Terciário, estendendo-se até o Quaternário, em concomitância com o soerguimento da plataforma sul-americana.
Para a atual proposta de identificação das macrounidades do relevo brasileiro, elaborada por Ross (1989), foram fundamentais os trabalhos de Ab'Sáber e os relatórios e mapas produzidos pelo Projeto Radambrasil na série Levantamento dos Recursos Naturais. O relevo brasileiro apresenta três tipos de unidades geomorfológicas, que refletem suas gêneses: os planaltos, as depressões e as planícies.
AS UNIDADES DOS PLANALTOS
As áreas representadas por compartimentos de planaltos foram identificadas em quatro grandes categorias:
1. planaltos em bacias sedimentares;
2. planaltos em intrusões e coberturas residuais de plataforma;
3. planaltos em núcleos cristalinos arqueados;
4. planaltos em cinturões orogênicos.
Independentemente do aspecto estrutural que marca cada uma dessas unidades, elas assumem caráter de formas residuais, pois são circundadas por extensas áreas de depressões; por conseguinte, põem em evidência os relevos mais altos que ofereçam maior dificuldade ao desgaste erosivo.
OS PLANALTOS EM BACIAS SEDIMENTARES
Os planaltos em bacias sedimentares são quase inteiramente circundados por depressões periféricas ou marginais. Essas unidades também se caracterizam por apresentar nos contatos (planaltos-depressões) os relevos escarpados caracterizados por frentes de cuestas. São os planaltos das bacias amazônica oriental e ocidental, os planaltos e chapadas da bacia do Parnaíba e os planaltos e chapadas da bacia do Paraná.
PLANALTO DA AMAZÔNIA ORIENTAL - caracteriza-se por um modelado de formas de topos convexos ou planos, com ocorrência descontínua de morros residuais de topos planos chamados tabuleiros. Enquanto os relevos residuais estão quase sempre associados aos sedimentos terciários, os terrenos mais dissecados estão esculpidos nos sedimentos paleomesozoicos. Tanto ao norte quanto ao sul, esse planalto tem limites claramente definidos por mudanças bruscas no modelado, às vezes em forma de escarpa. O limite norte é definido por uma frente de cuestas, onde as altitudes estão em torno de 400 metros, nos trechos mais altos, enquanto que ao sul o aspecto é de relevo cuestiforme, sem entretanto caracterizar-se por escarpa, com os trechos mais altos ultrapassando os 300 metros.
Praia Alter do Chão no rio Tapajós em Santarém - PA
PLANALTOS E CHAPADAS DA BACIA DO PARNAÍBA - apresentam um modelado muito mais complexo. Limitam-se ao sul e a oeste com as depressões circundantes através das escarpas caracterizadas por frentes de cuestas, enquanto o limite norte nivela-se em praticamente toda a sua extensão com os terrenos baixos da bacia amazônica. O sul dessa unidade é demarcado pela frente de cuestas da Ibiapaba ou serra Grande do Piauí, mas mostra para o interior da bacia outros degraus menores que correspondem às frentes desdobradas, o mesmo ocorrendo na extremidade oeste. Os topos planos e amplos desses planaltos são sustentados pelos sedimentos do Cretáceo, enquanto os sedimentos dissecados e as escarpas normalmente se associam aos sedimentos do Paleozoico.
Cuesta de Ibiapaba, em Ipu - CE
PLANALTOS E CHAPADAS DA BACIA DO PARANÁ - englobam terrenos sedimentares com idades desde o Devoniano até o Cretáceo e rochas vulcânicas básicas e ácidas do Mesozoico. Todo contato desta unidade com as depressões circundantes é feito através de escarpas que se identificam como frentes de cuesta única ou desdobradas em duas ou mais frentes. Do Rio Grande do Sul a São Paulo, a escarpa é sustentada quase que exclusivamente por rochas efusivas. Já em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul as frentes de cuestas são desdobradas e sustentadas por rochas do Devoniano, do Carbonífero e do Jura-cretáceo. É comum nas bordas norte e noroeste a presença de extensas superfícies altas e planas que atingem entre 900 e 1.000 metros de altitude e são denominadas chapadas, como a dos Guimarães e a de Taquari, no Estado de Mato Grosso.
Chapada dos Guimarães - MT
OS PLANALTOS EM INTRUSÕES E COBERTURAS RESIDUAIS DE PLATAFORMA
Estas unidades são constituídas por coberturas sedimentares residuais de diversos ciclos erosivos, e também por um pontilhado de serras e morros isolados associados a intrusões graníticas, derrames vulcânicos antigos e dobramentos do Pré-cambriano. Faz exceção o planalto e chapada dos Parecis, cuja litologia data do Cretáceo.
PLANALTOS RESIDUAIS NORTE-AMAZÔNICOS - estendem-se desde o Amapá até o norte do Estado do Amazonas, apresentam altitudes que chegam a atingir 2.993 metros, como é o caso do pico da Neblina (ponto mais elevado do Brasil), com altitude média oscilando entre 600 e 1.000 metros. São constituídos por áreas serranas descontínuas, representadas por relevos de aspecto residual interpenetrados pela superfície da depressão marginal norte-amazônica. Essas formas de relevo estão esculpidas em diferentes litologias da plataforma norte-amazônica, que correspondem a rochas sedimentares (Pré-cambriano), sobretudo arenitos, rochas vulcânicas ácidas, bem como intrusões graníticas. Sobressaem as serras Tapirapecó, Parima, Tumucumaque e Navio, entre outras.
Serra no Parque Nacional de Tumucumaque - AP
PLANALTOS RESIDUAIS SUL-AMAZÔNICOS - abrangem uma área bem mais extensa na plataforma sul-amazônica, estendendo-se desde o sul do Pará até Rondônia. É uma vasta área toda pontilhada por intrusões graníticas do Pré-cambriano que determinam formas de relevo em morros de topos convexos com distribuição descontínua. Juntamente com tais intrusões ocorrem extensas áreas de coberturas sedimentares antigas (Pré-cambriano e Paleozoico Inferior) que frequentemente definem formas de relevo residuais de topos nivelados e planos, chegando em alguns casos, a configurar as chapadas, como, por exemplo, a extensa chapada do Cachimbo. Há ainda relevos residuais esculpidos em estruturas marcadas por vulcanismo antigo, associados a sedimentos, intrusões e dobramentos com metamorfismo, como a serra dos Carajás. Todo esse pontilhado descontínuo de relevos residuais e intrusões é interpenetrado por uma superfície mais baixa e aplainada, representada pela depressão marginal sul-amazônica.
Mina de ferro na Serra dos Carajás - uma das maiores minas a céu aberto do mundo
PLANALTO E CHAPADA DOS PARECIS - envolve uma extensa área que se estende desde o leste de Mato Grosso até o sudeste de Rondônia. Corresponde a uma faixa de terrenos sedimentares (arenito) datados do Cretáceo, com recobrimento descontínuo de detritos finos do Terciário. Está posicionado na porção de divisor de águas Amazonas-Paraguai-Guaporé e apresenta altitudes em torno de 800 metros no trecho da chapada (seção sudoeste), enquanto no restante as altitudes variam entre 450 e 650 metros. As formas predominantes do relevo são as de topos planos e arredondados, o que confere suavidade à topografia, embora no conjunto esta seja de caráter residual. Na parte norte, sofre um rebaixamento contínuo e gradativo, nivelando-se com a superfície da depressão marginal sul-amazônica no nível dos 400 metros. A leste e ao sul os limites com as depressões do Araguaia, Cuiabana e do Alto Paraguai-Guaporé são feitos através de escarpas de aspecto cuestiforme, com um ou mais degraus configurando, respectivamente, as serras do Roncador, Daniel e Tapirapuã.
Serra do Roncador, no município de Barra do Garças - MT
OS PLANALTOS EM NÚCLEOS CRISTALINOS ARQUEADOS
Estas unidades estão representadas pelo planalto da Borborema, na parte oriental da região Nordeste, e pelo planalto Sul-Riograndense, no sudeste do Rio Grande do Sul. Tanto um quanto o outro fazem parte do cinturão orogênico da faixa atlântica e encontram-se em posições relativamente isoladas que correspondem a segmentos dos dobramentos antigos soerguidos em forma de abóbodas. No dizer de Ab'Sáber (1972), "o nordeste oriental e o sudeste do Rio Grande do Sul são áreas dos escudos orientais sul-americanos onde é particularmente expressiva a presença de núcleos cristalinos de conformação geral dômica". Estas unidades se comportam como maciços antigos intensamente trabalhados por processos erosivos ao longo do Terciário. Verifica-se que no reverso de ambos os escudos formaram-se extensas depressões que se interpõem entre os maciços antigos e as bacias sedimentares do Paraná, no Sul, e do Parnaíba ou do Maranhão, no Nordeste.
Planalto Sul-Riograndense em Osório - RS
O planalto da Borborema encontra-se no leste dos estados nordestinos do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, onde as áreas mais elevadas chegam a ultrapassar os 1.000 metros de altitude. Apesar da presença de segmentos de topos retilinizados, o modelado dominante apresenta formas convexas esculpidas em litologias do cristalino representadas por rochas intrusivas e metamórficas de diferentes idades, ao longo do Pré-cambriano. O planalto Sul-Riograndense, com litologias diferenciadas em idades e gêneses diversas ao longo do Pré-cambriano, apresenta modelado com formas ligeiramente convexas. Os níveis altimétricos mais elevados não ultrapassam os 400 metros.
Planalto da Borborema na Paraíba
OS PLANALTOS EM CINTURÕES OROGÊNICOS
Os planaltos que ocorrem nas faixas de orogenia antiga correspondem a relevos residuais sustentados por litologias diversas, quase sempre metamórficas associadas a intrusivas. Estas unidades estão em áreas de estruturas dobradas correspondentes aos cinturões Paraguai-Araguaia-Brasília e Atlântico. Nesses planaltos encontram-se inúmeras serras, quase sempre associadas a resíduos de estruturas dobradas intensamente, atacadas por processos erosivos.
PLANALTOS E SERRAS DO ATLÂNTICO LESTE-SUDESTE - associam-se ao cinturão do Atlântico, são de maior grau de complexidade. Sua gênese vincula-se a vários ciclos de dobramentos acompanhados de metamorfismos regionais, falhamentos e extensas intrusões. As diversas fases orogenéticas do Pré-cambriano foram sucedidas por ciclos de erosão. O processo epirogenético pós-cretáceo, que perdurou pelo menos até o Terciário Médio, gerou o soerguimento da plataforma sul-americana, reativou os falhamentos antigos e produziu escarpas acentuadas, como as das serras da Mantiqueira e do Mar, e fossas tectônicas, como as do médio vale do Paraíba do Sul. Nesta unidade incluem-se, além das áreas planálticas da faixa que acompanha o litoral delimitadas por escarpas, a extensa serra do Espinhaço, que abrange os terrenos desde as proximidades de Belo Horizonte (MG) até o médio vale do rio São Francisco, no centro-oeste da Bahia. O modelado dominante do planalto Atlântico é constituído por morros com formas de topos convexos, elevada densidade de canais de drenagem e vales profundos. É a área definida por Ab'Sáber como "domínio dos mares de morros".
Mares de morro em Araxá - MG
PLANALTOS E SERRAS DE GOIÁS-MINAS - estão associados à faixa de dobramento do cinturão Brasília. Estendem-se desde o sul do Estado de Tocantins até o sudoeste de Minas Gerais, na região da serra da Canastra, e configuram-se como verdadeiras serras residuais, como ocorre com as serras da Canastra (MG), da Bocaina, Dourada e Geral do Paranã, em Goiás-Tocantins. Essas serras são resíduos das antigas dobras e constituem-se em alinhamentos de cristas. São sustentadas com frequências por rochas metamórficas, sobretudo quartzitos associados a intrusões de natureza granítica. São frequentes os extensos topos planos em chapadas, como ocorre nas chapadas de Brasília, Cristalina e dos Veadeiros, a nordeste do Distrito Federal. Esses topos planos associam-se a superfícies de erosão que remontam ao Pré-cretáceo, com novos ciclos erosivos no Terciário.
Planalto Central no Distrito Federal
SERRAS RESIDUAIS DO ALTO PARAGUAI - fazem parte da extensa área pertencente ao chamado cinturão orogênico Paraguai-Araguaia. Essas serras apresentam dois setores: um ao sul e outro ao norte do Pantanal Matogrossense, onde recebem a denominação de serra da Bodoquena e Província Serrana. São formas residuais de dobramentos datados do Pré-cambriano, cujos processos erosivos geraram formas de relevo em conjuntos de serras assimétricas e grosseiramente paralelas que atingem até 800 metros de altitude. Essas serras são constituídas por rochas sedimentares antigas, dobradas por processos orogenéticos e posteriormente trabalhadas por vários ciclos erosivos.
Serra da Bodoquena - MS
AS UNIDADES DAS DEPRESSÕES
As depressões no território brasileiro, com exceção da depressão amazônica ocidental, apresentam uma característica genética muito marcante que é o fato de terem sido geradas por processos erosivos com grande atuação nas bordas das bacias sedimentares. As atividades erosivas com alternância de ciclos secos e úmidos esculpiram, ao longo do Terciário e do Quaternário, as depressões periféricas, as marginais e as monoclinais que aparecem circundando as bordas das bacias e se interpondo entre estas e os maciços antigos do cristalino. A atuação das atividades erosivas evidentemente ocorreram não somente ao longo das atuais depressões mas também sobre os planaltos, mas é nas primeiras que as marcas paleoclimáticas são mais evidentes. É fato também marcante a extensividade dessas depressões por estruturas muito diferentes. Isto certamente se deve às alternâncias das fases erosivas dos períodos secos com as de meteorização química e erosão linear dos períodos úmidos.
Cidade de Carnaúba dos Dantas - RN. Localizada na Depressão Sertaneja
DEPRESSÃO DA AMAZÔNIA OCIDENTAL - é constituída por uma vasta área no oeste da Amazônia e exibe terrenos baixos em torno de 200 metros de altitude, sendo fracamente dissecados em formas de topos planos ou levemente convexizados esculpidos nos sedimentos terciário-quaternários da formação Solimões. Enquadra-se na categoria de depressão pela impossibilidade de caráter genético de enquadrá-la na de planície. Sua gênese também é distinta das demais depressões brasileiras. Trata-se de uma superfície extremamente aplainada, com um tênue processo fluvial de dissecação que originou formas de relevo em colinas baixas. Tanto ao norte quanto ao sul, faz contato sem ruptura de nível com as depressões marginais norte-amazônicas e sul-amazônicas. A oeste articula-se com a depressão que margeia a cordilheira andina.
Depressão Sul-amazônica
DEPRESSÕES MARGINAIS AMAZÔNICAS - enquadram-se na classificação de Ab'Sáber como sendo do tipo marginal com eversão. Isto se deve ao fato de que ambas margeiam as bordas norte e sul da bacia amazônica e encontram-se totalmente esculpidas em litologias do cristalino tanto na plataforma sul-amazônica como na das Guianas. Essas depressões foram aplainadas por processos erosivos antigos, anteriores à formação da bacia amazônica, e expostas à superfície no Terciário-Quaternário, durante e após a epirogenia.
Depressão Norte-Amazônica
DEPRESSÃO MARGINAL NORTE-AMAZÔNICA - suas altimetrias oscilam entre 200 e 300 metros, se interpõe entre as bordas da bacia amazônica, onde o contato se faz através de uma frente de cuesta bem marcada e com relevos residuais esculpidos no cristalino, com intrusões e sedimentos de coberturas antigas do planalto residual norte-amazônico. A leste termina no litoral do Amapá, enquanto a oeste avança para os territórios da Colômbia e da Venezuela, nivelando-se com o planalto da Amazônia Ocidental. O modelado caracteriza-se por formas de topos levemente convexos, ocorrendo alguns pequenos morros residuais geralmente associados a intrusões graníticas.
Desembocadura do rio Amazonas, nas imediações da ilha do Marajó
DEPRESSÃO MARGINAL SUL-AMAZÔNICA - com gênese semelhante à anterior, é muito mais extensa. Esta unidade tem limite setentrional na borda sul da bacia amazônica, onde o contato se faz através de patamares mal delineados que no conjunto lembram uma frente de cuesta descaracterizada pela erosão. O modelado é marcado por formas de relevo de topos levemente convexizados, com altitudes entre 100 e 400 metros, crescentes de norte para sul. É caracterísitica marcante a intensa presença de relevos residuais representados ora por intrusões graníticas, ora por coberturas sedimentares antigas da plataforma sul-amazônica.
Igapós em trecho da bacia amazônica
DEPRESSÃO DO ARAGUAIA - é na realidade uma extensão mais linear da depressão marginal sul-amazônica. Essa unidade acompanha o vale do Araguaia, tendo na sua parte central a presença isolada da planície do rio Araguaia, onde se insere a ilha do Bananal. Essa depressão tem o modelado marcado por formas de relevo quase planos, com altimetrias que oscilam de 200 metros no norte e 350 metros na extremidade sul. A superfície dessa depressão corta diversas formações rochosas da plataforma sul-amazônica e do cinturão orogênico Paraguai-Araguaia.
Morro isolado na depressão do Araguaia
DEPRESSÃO CUIABANA - encontra-se entre as serras residuais do Alto Paraguai e a borda da bacia do Paraná. Apresenta um modelado levemente convexizado. Esta unidade é constituída por uma superfície em rampa que gradualmente se eleva de 150 metros no contato com o Pantanal a 400 metros, na extremidade norte.
Depressão Cuiabana
AS DEPRESSÕES DO ALTO PARAGUAI E GUAPORÉ - estão ligadas através de um trecho levemente inclinado entre as bacias dos rios Jauru e Guaporé. Grande parte destas unidades mostram-se encobertas por sedimentos arenosos finos da mesma origem existentes no Pantanal de Mato Grosso e do Guaporé.
Depressão do Guaporé no Parque Estadual da Serra de Ricardo Franco - MT
DEPRESSÃO DO MIRANDA - localizada ao sul do Pantanal Matogrossense, é drenada pela bacia do rio do mesmo nome. Corresponde a uma superfície baixa e muito aplainada cujas altimetrias estão entre 100 e 150 metros. Tal unidade está esculpida em litologias do Pré-cambriano Superior.
Depressão e rio Miranda
DEPRESSÃO DO TOCANTINS - de forma semelhante à da depressão do Araguaia, acompanha o vale do rio do mesmo nome. Assume em grande parte de seu trecho norte a característica de depressão monoclinal, por seccionar a borda ocidental da bacia sedimentar do Parnaíba. Na seção sul, está esculpida principalmente em litologias do cristalino do complexo goiano. De modo geral, mostra um modelado quase plano e, portanto, com certo grau de dissecação, com altitudes variando de 200 metros no norte a 500 metros na extremidade sul.
Serra do Lajeado, rio Tocantins e depressão do Tocantins - TO
DEPRESSÃO SERTANEJA E DO SÃO FRANCISCO - compreende uma extensa área rebaixada e predominantemente aplainada, constituindo superfície de erosão que secciona uma grande diversidade de litologias e arranjos estruturais. Esta superfície apresenta inúmeros trechos com ocorrência de relevos residuais constituindo inselbergs, quase sempre associados às litologias do cristalino. Entretanto, existem alguns relevos residuais de maior extensão esculpidos em sedimentos do Cretáceo, como ocorre com as chapadas do Araripe, no interior de Pernambuco e Ceará, e do Apodi, nas proximidades do litoral norte do Rio Grande do Norte. Iniciando-se no norte e no leste do litoral nordestino, com altitudes inferiores a 100 metros, essa depressão alonga-se para o interior acompanhando o médio vale do rio São Francisco.
Depressão Sertaneja - Carnaúba dos Dantas - RN
DEPRESSÃO DA BORDA LESTE DA BACIA DO PARANÁ - está esculpida quase que totalmente nos sedimentos paleomesozoicos. Apresenta modelados diversos em função da influência tectônica, variação litológica e dos graus de atuação dos processos erosivos dos mais variados ambientes paleoclimáticos. No Estado de São Paulo observa-se a transição dos terrenos altos do cristalino para a depressão esculpida em sedimentos, onde predominam altitudes entre 600 e 700 metros.
Cuesta de Botucatu
DEPRESSÃO PERIFÉRICA CENTRAL OU SUL-RIOGRANDENSE - guarda características genéticas e morfológicas semelhantes à anterior. Do mesmo modo que ela, está esculpida principalmente em sedimentos na borda da bacia sedimentar do Paraná, encontrando-se entre o planalto Sul-riograndense e a escarpa da borda da bacia. Mas sua posição altimétrica situa-se em torno de 200 metros, sendo drenadas pelas bacias do rio Jacuí, para leste, e do Ibicuí, para oeste.
Depressão Sul-riograndense com a presença de coxilhas
AS UNIDADES DAS PLANÍCIES
Os relevos que se enquadram nas planícies correspondem geneticamente às áreas essencialmente planas geradas por deposição de sedimentos recentes de origem marinha, lacustre ou fluvial. Nessa categoria encontram-se grandes unidades, como as planícies dos rios Amazonas, Guaporé, Araguaia e Paraguai, as planícies das lagoas dos Patos e Mirim e inúmeras outras pequenas planícies e tabuleiros ao longo do litoral brasileiro, bem como no interior do território. E estão geralmente associadas aos depósitos do Quaternário, principalmente do Holoceno.
PLANÍCIE DO RIO AMAZONAS - é constituída por uma unidade bem menor do que se pensava alguns anos atrás. Essa planície apresenta cordões mais elevados, margeando o leito do rio e formando diques fluviais recobertos por florestas aluviais. Encontram-se pouco mais afastados extensos trechos baixos e planos, onde se observa maior permanência da água de inundações com vegetação de gramíneas. A área mais ampla dessa planície está na ilha de Marajó, mas sua preseça é marcante ao longo de todo o rio Amazonas no território brasileiro, bem como nos baixos cursos dos seus afluentes.
Planície amazônica
PLANÍCIE DO RIO ARAGUAIA - situa-se sobretudo no trecho do médio curso do rio, onde se encontra a ilha do Bananal. Esta unidade é extremamente plana, constituída por sedimentos recentes e nivelados nos 200 metros de altitude, com total recobrimento de vegetação de cerrados abertos e campos limpos.
Ilha do Bananal - maior ilha fluvial do mundo
PLANÍCIE DO RIO GUAPORÉ - se caracteriza por um pantanal, é constituída por um terreno plano nivelado em torno de 220 metros. Estende-se pelo território boliviano e une-se ao Pantanal Matogrossense, drenado pelo rio Paraguai.
Planície e pantanal do rio Guaporé
PLANÍCIE E PANTANAL DO RIO PARAGUAI OU MATOGROSSENSE - corresponde a uma significativa área de deposição de sedimentos aluviais recentes que avança em direção à Bolívia e ao Paraguai, com altitudes que oscilam entre 100 e 150 metros.
Planície do rio Paraguai
PLANÍCIES DAS LAGOAS DOS PATOS E MIRIM - geradas pela dinâmica deposicional marinha e lacustre, situam-se em quase todo o litoral do Rio Grande do Sul e avançam em território do Uruguai.
Lagoa dos Patos - RS
PLANÍCIES E TABULEIROS LITORÂNEOS - são de pequenas dimensões e situam-se na foz de rios de menor porte, como o Paraíba do Sul, o Doce, nos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, e a ribeira do Iguape, em São Paulo. E em direção ao litoral, no Nordeste, as pequenas planícies se alternam com terrenos pouco mais elevados, mantidos pelas barreiras dos sedimentos terciários.
Falésia em Barra de Tabatinga - RN
Pode-se ainda tratar o relevo brasileiro do ponto de vista dos processos erosivos comandados pelos climas atuais. Nessa perspectiva, prevalece o interesse pela relação da dinâmica climática com a esculturação das formas menores de relevo. Estas se diferenciam das macroformas, que têm forte relação com a estrutura e com os climas do passado.
FONTE: Geografia do Brasil / Jurandyr L. Sanches Ross (org.) - 6. ed. - São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2009. - (Didática; 3).

O Dia Mundial da Água em Coração de Jesus,MG.

Rio Pacuí, Espigão, município de Coração de Jesus.
"Terra, planeta água", é assim que muitos estudiosos e apreciadores da hidrosfera se referem ao nosso planeta. E com muita razão, pois a água ocupa cerca de dois terços da superfície terrestre, localizando-se principalmente nos mares e oceanos.
A vida teve origem nos oceanos, e em todas as suas formas, a água permeia. Nos continentes os rios formam canais que mais parecem com veias, dando mais vida e beleza à terra.
Muitos deles estão poluídos, principalmente aqueles que cortam os grandes centros urbanos. Mas ainda existem muitos rios em bom estado de conservação e outros ainda intactos, principalmente no Brasil e precisamente em nosso município de Coração de Jesus, Estado de Minas Gerais. Se somarmos a quantidade de pequenos rios e córregos que cortam nosso município, mesmo neste sertão mineiro, saberemos a riqueza que temos.Rio Canabrava, São Crispim, Coração de Jesus.
O município de Coração de Jesus é banhado pelo Rio Canabrava, embora assoreado e um pouco abandonado, contrasta uma beleza exuberante ao lado de uma vegetação de mata seca entremeados com a caatinga e o cerrado. Hoje com seu potencial hídrico aumentado em relação à alguns anos atrás, com ajuda dos projetos de pequenas barragens abastece grande parte da população, fornecendo água para o consumo doméstico e prática da agropecuária em suas margens, além de lazer.
ETE ( Estação de Tratamento de Esgoto ), bairro Canabrava em Coração de Jesus,MG.
Foi construído também em Coração de Jesus a ETE ( Estação de Tratamento do Esgoto), cuja água utilizada nos domicílios é tratada e devolvida para o Rio Canabrava quase tão pura o quanto foi retirada. É de responsabilidade da Copasa fazer este procedimento, além de monitorar a ETA ( Estação de Tratamento da Água) no bairro Alterosa, e distribuí-la para a comunidade local.
ETA ( Estação de Tratamento de Água), bairro Alterosa em Coração de Jesus,MG.
Passa também por Coração de Jesus o Rio Pacuí, com um potencial hídrico bem maior que o Canabrava, formando belas cachoeiras e abastecendo a população da zona rural.
Cachoeira do Rio Pacuí
Tamburil, Riachão, Poço Verde, Gameleira e outros de menor extensão completam a hidrosfera de Coração de Jesus e por serem menores, com menos volume de água, recebem outras denominações, que variam de acordo com a região : riacho, arroio, ribeirão, córrego entre outros.
Córrego Buriti, bairro Buriti em Coração de Jesus/Mg.
O Rio Buriti, hoje na Avenida Sanitária, quase desapareceu. Foi feito a drenagem para construção de casas e uma avenida, a nascente muito assoriada e urbanizada é um exemplo do que vem acontecendo com muitos rios do nosso planeta.
Infelizmente, as modernas sociedades industriais fizeram dos cursos dos rios um depósito de detritos provenientes de esgotos domésticos e de instalações industriais. Essa poluição tem aumentado muitos nas últimas décadas, principalmente nos países pobres.
Alguns países ricos, desde a década de 1960, têm se esforçado para controlar ou diminuir a poluição das águas fluviais ( dos rios). Um bom exemplo foi o que aconteceu com o Reno. Esse rio, que percorre vários países da Europa, teve suas águas sujas e mal cheirosas recuperadas graças a um tratamento de despoluição. A partir de então, diversas espécies de peixes voltaram a viver em suas águas. ( Selma Galiza, prof.geo)Local onde existia uma barragem no córrego Buriti, hoje assoreada e coberta por esta vegetação.

Em Coração de Jesus, querer saber se a magnificiência e a prosperidade da cidade, se comparada com a antiga Coração de Jesus, 80, 90 anos atrás, provinciana, são melhores do que os objetos antigos; principalmente porque as lembranças e fotos, não representam a Coração de Jesus do passado, mas apenas a cidade qua as pessoas guardam na memória, como por exemplo as lavadeiras no rio Burití, com suas crianças banhando naquelas águas "leitosas" próximo a uma porteira velha, areia branca e fina onde hoje é cortado pela Av. Montes Claros. No cair da tarde, com as roupas já limpas e crianças banhadas, dirigiam-se mais um pouco acima até as "cacimbas", enchiam seus baldes com água, colocavam em suas cabeças e retornavam para casa felizes e cantarolando por mais um dia de rotina. Muitos moradores daquela época saíam de suas casas do outro lado da cidadezinha para pegar água doce, assim era chamada, nas cacimbas do burití.
Já se passaram 100 anos...

A Saúde da MULHER...

A importância de cuidar do corpo para prevenir doenças.

Aprender sobre nosso corpo e seu funcionamento é muito importante para que possamos controlar as doenças e mantê-lo sadio.

No dia 8 de Março comemora-se o Dia Internacional da Mulher, por isto e por muitas outras razões, além de também ser mulher, e ter perdido recentemente a mulher mais importante da minha vida, resolvi publicar esta matéria sobre a saúde das mulheres. Nós mulheres temos que ter o máximo de cuidado com nossa saúde, cuidando do corpo, da mente e do nosso espírito.

Quando falamos das partes do corpo e das doenças usamos sempre o nome científico, isto é, a forma como os médicos falam, porque sabemos que nós mulheres necessitamos conhecer esta linguagem para poder entender, ter mais confiança e principalmente ter o conhecimento do que esta acontecendo com nosso corpo.

Mulheres jovens, cheias de vida e planos para o futuro, têm deixado este mundo de forma violenta causada por doenças que muitas vezes poderiam ser detectadas e curadas se diagnosticadas em tempo.

Na infância nosso corpo ainda não esta totalmente formado. Durante a puberdade,quando a menina está se tornando uma moça, passamos da infância para a fase adulta. Na mulher a puberdade se caracteriza: pela diminuição no crescimento dos ossos,
¨ pelo surgimento dos seios (peitos),
¨ pelo surgimento de pêlos no ventre e nas axilas
¨ pela chegada da menstruação (menarca) e ovulação,
¨ pelo aumento do desejo sexual, e
¨ por mudanças emocionais.
A mulher tem um terceiro ciclo, que é o climatério (menopausa), quando a menstruação e a ovulação terminam. Veremos sobre a menopausa mais adiante.

A MENSTRUAÇÃO
A menstruação começa na metade da puberdade, geralmente entre 11 e 12 anos, ainda que dos 10 até os 18 anos a menina pode ficar menstruada. A menstruação continua até os 49 ou 50 anos, podendo estender-se até os 55 anos. A menstruação não é doença; é algo totalmente normal na vida da mulher e pode ser encarada sem restrições: pode (e deve) tomar banho, lavar a cabeça, comer o que quiser, agir normalmente. O ciclo menstrual varia de 20 a 36 dias, sendo que a
maioria das mulheres tem um ciclo de 28 dias. Geralmente dura de 4 a 6 dias, podendo em algumas mulheres variar de 2 a 8 dias.
Cada mulher reage de forma distinta quando está menstruada, podendo ocorrer alguns destes sintomas:
¨ aumento do desejo sexual;
¨ dores no abdome (cólicas);
¨ dores nas pernas;
¨ dores de cabeça (enxaqueca);
¨ mal humor/ irritação/depressão;
¨ dores nos seios.
Esses sintomas são chamados de “síndrome prémenstrual”.

Importante:
Se você tem filhas mulheres, perto da puberdade, procure prepará-las para a chegada da menstruação. Explique que é algo normal na vida das mulheres: que não é doença. Fale da importância da higiene pessoal nesse período. E, caso você ou suas filhas apresentarem todos (ou quase todos) dos sintomas listados acima, procure um médico, para se certificar que você ou elas não tenham algum problema maior, como por exemplo, a chamada ‘síndrome pré-menstrual’. Lembre-se que esse problema, bem como outros problemas menstruais, podem ser tratados e a
mulher viver a menstruação normalmente.
MENOPAUSA
Menopausa não é doença.
É uma situação normal na vida da mulher, que se caracteriza pelo término da menstruação, ocorrendo, normalmente, por volta dos 50 anos.
Nesse momento aparecem, na maioria das mulheres, alguns incômodos passageiros ou mais fortes, tais como: ondas de calor, nervosismo e pele seca.
Ondas de calor:
É o sintoma mais freqüente. Quase todas as mulheres, nesse período, sentem ondas de calor, porém, em proporção diferente. Variam de pessoa para pessoa e até de época para época. Pode-se ter mais calor em um período e menos em outros.
Como é o calor?
Ele começa de uma hora para a outra, iniciando pelo rosto e pescoço, espalhando-se para cima e para baixo. Muitas vezes, provoca bastante suor, no rosto, no pescoço, na cabeça e no peito. Dura de dois a três minutos e vai embora de repente, assim como chegou, embora algumas situações e hábitos alimentares podem contribuir para o seu surgimento. Entre elas, uso de alimentos quentes, de bebidas, de café, assim como lugares quentes e abafados.
Também situações emocionais como a raiva e a vergonha fazem aparecer as ondas de calor.
Quando ocorrem à noite, e por várias vezes, prejudicam o sono e fazem com que a mulher acorde cansada e impaciente.

O que fazer para diminuir seus efeitos?
¨ A mulher deve tomar bastante água (no mínimo oito copos por dia);
¨ usar roupas de algodão ( elas são menos quentes);
¨ evitar café, chá preto, bebidas quentes, comidas picantes e diminuir o consumo do sal e do açúcar;
¨ evitar ficar debaixo do sol ou sair nos horários mais quentes do dia.
¨ Também é importante o consumo de frutas ricas em vitamina C, tais como laranjas, tangerina, limão, goiaba e acerola, carambola, abacaxi, mamão, manga, assim como o consumo de salsinha, pimentão verde, couve, agrião e outras folhas verdes.
Exercícios físicos:
São de grande ajuda nessa fase da vida da mulher. Como se sabe, eles são importantes para qualquer ser humano, em qualquer época, pois, ajudam a controlar o colesterol, fortalecem os músculos e o coração e deixam as articulações mais ágeis.
Na menopausa a mulher deve fazer exercícios regularmente, principalmente caminhadas. Caminhar é o melhor exercício para essa fase da vida, mas são também recomendados outros exercícios leves, como os de alongamento(esticar o corpo, se “espreguiçar”) e todo tipo de massagem, inclusive nas mãos, dedos, juntas, pescoço, entre outros.
Também é preciso manter uma alimentação saudável e regular ( na hora certa). Tomar um bom café da manhã, almoçar bem, porém, sem excessos e à noite evitar alimentos pesados e encher muito o estômago. ( contente-se com uma sopa ou outros alimentos leves).

A mulher deve se cuidar, gostar de si, e procurar ser feliz, isto ajudará bastante.
MENOPAUSA É TEMPO DE MUDANÇAS
Longe está o tempo em que a menopausa era tratada como o fim da vida sexual da mulher, ou profissional.
Como velhice.
Hoje, quando as pessoas vivem bem mais tempo e com mais condições, ela representa apenas mais uma fase, que deve ser encarada como outra qualquer, mas que pode representar mudanças para melhor.
Ela acontece, de forma normal, por volta dos 45 aos 50 anos, quando a mulher, quase sempre já está com os filhos maiores, às vezes até independentes e por isso, a mulher pode ter uma vida mais calma e feliz.
Para isto, ela precisa, como vimos anteriormente, querer mudar. Seguindo uma vida saudável, procurando se irritar menos, usar alimentos mais naturais (frutas, verduras, pouco sal, pouco açúcar), evitando álcool, cigarros, tomando bastante água e fazendo exercícios.
Ela não precisa, certamente, deixar de trabalhar, apenas evitar trabalhos em locais quentes, muito ensolarado, pouco ventilados e que a deixe nervosa e irritada.
Eis algumas “dicas” preciosas, para uma vida melhor nessa fase da vida da mulher.

Primeiro:
¨ Não se preocupar com o que as pessoas falam sobre a beleza física. Você mulher, pode já não ter o rostinho de antes ou o corpinho perfeito mas terá muito mais experiência, coragem, determinação e certamente estará muito mais bonita, basta você acreditar nisto e deixar de dar ouvidos aos outros.
¨ Procure participar de grupos de mulheres, onde o assunto poderá ser discutido e você aprenderá muito mais sobre ele e também terá a oportunidade de ensinar o que aprendeu.

¨ Faça exercícios.
Caminhe regularmente e siga alguns exercícios como: fique de pé, com os pés paralelos e um pouco afastados e rode o ombro algumas vezes para a frente e trás. Repita para o outro lado. Esse movimento ajudará a diminuir a tensão, a relaxar o pescoço e os ombros.
Para ajudar na respiração, um bom exercício é o de girar os braços para a frente e para trás, algumas vezes. Faça primeiro em um braço, depois no outro. Também é bom rodar um braço para a frente e o outro para trás.
Para diminuir a tensão e ajudar a desabafar, experimente chutar o ar para todos os lados. Não se esqueça de massagear o rosto, as orelhas e os pés. Amasse o chão, apertando os pés, na ponta dos dedos, nos calcanhares, depois para os lados de dentro e de fora.
Mesmo você que trabalha em casa, no quintal alimentando os animais, na roça e em outras atividades, já faz bastante exercício, mas mesmo assim é muito importante fazer estes exercícios especiais.Aqui vai, também, uma receita de suco para ser tomado pela manhã. Ele vai ajudá-la a sentir-se mais disposta e servirá para os minerais que o seu organismo necessita.
Bata no liquidificador (ou rale) uma maçã ou laranja, um pedaço de cenoura ou de beterraba ( ou os dois), folhas verdes como: agrião, salsa, couve.
Que outras frutas e verduras você tem geralmente em casa?
Invente algumas receitas que você pode fazer com o que tem em casa, para sentir-se mais disposta.
¨ Outra coisa importante é evitar o uso do café.
¨ Substitua o café por suco de frutas ou chás como o de camomila ou erva doce;
¨ O café além de provocar as ondas de calor (comuns na menopausa), enfraquece os ossos e, se tomado com o estômago vazio, prejudica o fígado e a vesícula.
Cuidado com a gula.
Esta é uma fase em que o apetite aumenta, assim como a ansiedade, cuidado para não embarcar nesta e comer demais. Tente comer menos e com mais frequência.
Também os exercícios ajudarão a diminuir a ansiedade.
Evite os alimentos muito quentes ou muito frios, eles dificultam a digestão. Beba muita água mas não durante as refeições, esse hábito também prejudica a boa digestão.

AS PRINCIPAIS DOENÇAS FEMININAS
O câncer de útero
O câncer de útero atinge milhares de mulheres. É uma doença que se desenvolve devagar e silenciosamente. O período de desenvolvimento pode ir de 10 a 20 anos. Começa com pequenas lesões que vão aumentando e se aprofundando quando não são tratadas.
Fatores que favorecem o câncer de útero:
1. Início da atividade sexual muito cedo;
2. Ter tido muitas infecções sexualmente transmissíveis;
3. Falta de higiene
4. Ser fumante
5. Desnutrição
6. Falta de vitamina A (encontrada em requeijão, leite, manteiga, peixe, ovos, fígado, cenoura, batata doce, espinafre, couve, alface, salsa).
O câncer do colo do útero é fácil prevenir. Nenhuma mulher deveria morrer de câncer do colo do útero, porque esse é um câncer fácil de prevenir e de curar.
Se o câncer for percebido bem no começo, a mulher tem 100% de chance de cura.

Muito antes dele aparecer, o exame Papanicolaou (ou ‘preventivo’) revela se o colo da mulher tem certas condições que podem levar ao câncer. Se essas condições precancerígenas forem tratadas, a doença pode ser evitada.
O câncer do colo do útero é um tumor que cresce devagar e pode ser percebido bem no comecinho, muito an-tes de aparecerem sinais ou sintomas. Da ferida ou inflamação inicial até o
câncer localizado, podem decorrer de dois a dez anos. Enquanto está somente no colo o câncer é curável em 85% dos casos.
Esse é o tipo de câncer que mais aparece no aparelho genital das mulheres. Os canceres de ovário, trompas, endométrio (parede interna do útero) e vagina são mais raros.

Como prevenir o câncer do colo do útero?
¨ Fazer todo ano uma consulta ginecológica e o exame Papanicolaou (o ‘preventivo’). Esses exames descobrem cedo qualquer problema. Tratar feridas e infecções do colo produzidas por situações de aborto, parto e doenças sexualmente transmissíveis.

¨ Fazer consulta se perceber qualquer problema ginecológico.
¨ Usar camisinha para se proteger de doenças sexualmente transmissíveis.

Sinais do câncer de colo do útero:
¨ Corrimento parecido com água de lavagem de carne;
¨ Sangramento fora do normal, principalmente depois da menopausa;
¨ Dor e sangramento nas relações sexuais;
¨ Dor na parte mais baixa da barriga;
¨ Mau cheiro.
Não espere aparecer os sintomas. Procure sempre um médico. Faça seus exames anualmente.
Procure o posto de saúde da sua cidade ou de outra mais próxima que tenha serviço de ginecologia.
Não deixe para amanhã.

O CÂNCER DE MAMA
O câncer de mama tem matado e continua matando muitas mulheres no Brasil. A maioria dessas mortes poderia e pode ser evitada se a doença for descoberta no início, quando o tratamento tem mais chances de cura.
É uma doença que aparece nos seios, como um caroço, em alguns casos, cresce rapidamente e precisa ser retirado o mais rápido possível.

As formas de descobrir a doença são:
Através do exame dos seios feito em uma consulta ginecológica, no mínimo uma vez por ano; através do “auto exame”; ou seja, o exame feito pelas próprias mulheres.

Como fazer o “auto - exame”?
1- Em frente ao espelho, sem roupa da cintura para cima:
¨ observe os seios e repare o seu tamanho, veja se existe algum ponto inchado, fundo ou avermelhado.
Repare se os bicos dos seios apresentam alguma alteração, com os braços caídos ao longo do corpo, e com os braços levantados acima da cabeça.

2- Sentado ou em pé (de preferência no banho): apalpando levemente um seio de cada vez, com os dedos fazendo movimentos circulares na parte debaixo do seio até o mamilo, dando a volta completa.
Examine também debaixo dos braços.

3- Repita deitada, o exame feito durante o banho: para examinar o seio direito, coloque um travesseiro ou pano dobrado embaixo do ombro direito e levante a braço direito acima da cabeça,
para o seio ficar mais esticado. Com a outra mão faça o apalpamento. Agora faça com o seio esquerdo mudando de lado o travesseiro. Levante o outro braço e repita o exame no outro seio.

4- Por fim, esprema suavemente os mamilos para ver se sai algum líquido. É normal sair um pouco de liquido, sem cor e sem cheiro. Caso diferente, consulte um médico.
Grande parte das vezes, algum caroço é detectado no auto exame porém não é câncer, nestes casos é preciso de um esclarecimento médico.

Época ideal para fazer o “auto - exame”.
O período ideal para se fazer o auto exame é quando os seios não estão sofrendo alterações (ocorrem estas alterações no período de menstruação e durante a gravidez). Normalmente, devemos examiná-los após cada menstruação.
Como se vê, o auto-exame dos seios é rápido, não levando mais de cinco minutos. Conseguindo fazer dele um hábito, a mulher fica preparada para perceber qualquer alteração no seio e tomar providências a tempo.

AS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
São chamadas doenças sexualmente transmissíveis aquelas que geralmente são transmitidas pelo ato sexual. No caso do seu aparecimento é o casal que deve ser tratado. Durante o tratamento deve-se evitar a relação sexual ou fazê-la com o uso de preservativo.
As infecções mais comuns são :
¨ Candidíase
¨ Tricomoníase
¨ Gonorréia
¨ Sífilis
¨ A mais perigosa é a AIDS

CANDIDÍASE
É causada por um fungo que está presente nas pessoas, animais domésticos, água, ar e solo. A mulher sente coceira na vagina e irritação, sente ardência ao urinar e dor nas relações sexuais. O corrimento é branco ou amarelado, tem cheiro azedo e aparência de leite talhado, podendo aparecer inchação e vermelhidão. O homem não sente nenhum sintoma.
O aparecimento da candidíase é favorecido por uso de muito antibiótico, corticóides, alergias, gravidez, obesidade e falta de higiene.
Para prevenir a Candidíase, é importante evitar o uso de antibiótico sem receita médica, fazer higiene da vagina antes e depois da relação sexual, lavando da frente para trás, usar calcinha de algodão. O tratamento é simples e eficaz. O medicamento receitado por um médico, é tomado por via oral em dose única.

TRICOMONÍASE
A mulher sente muita coceira, apresenta corrimento fino, cinzento amarelado e com mau cheiro, dificuldade de urinar, dor na relação, menstruação muito forte.
No homem os sintomas quase não aparecem, quando aparecem são: ligeira coceira no pênis, secreção clara no pênis, dificuldade de urinar.

GONORRÉIA
Também chamada de pingadeira ou escorrimento. É uma doença que muitas vezes não tem sintomas no seu início.

Na mulher os sintomas podem ser:
¨ Corrimento amarelado com cheiro fétido
¨ Dor ao urinar;
¨ Desconforto retal
Muitas vezes esta infecção está localizada no colo do útero, nas trompas e no ânus.
No homem o primeiro sintoma é a dificuldade de urinar pela ardência e coceira. Do pênis sai secreção amarelada (pus) com mau cheiro. A ereção do pênis fica dolorida. A infecção pode ir para a próstata, para a vesícula, causando ínguas na virilha e febre.
Tanto na mulher quanto no homem, a gonorréia pode levar à esterilidade (não ter mais filhos).
As bactérias da gonorréia podem entrar no sangue e causar doenças nas juntas e no coração. Podem também causar conjuntivite nos recém nascidos.
Não se deve esperar para tratar a doença. É preciso procurar o médico. Durante o tratamento até a cura da doença não se deve manter relação sexual.

SÍFILIS
Esta doença apresenta três fases:
1º fase.
Surge nas primeiras semanas após o contágio.
Aparece uma ferida vermelha, brilhante, dura, sem dor, com mais ou menos 1 cm de tamanho no local onde o agente causador entrou. Geralmente, aparece perto dos órgãos genitais da mulher e do homem, na boca ou nos seios. Nesta fase é muito fácil passar a doença de uma pessoa para outra.
2º fase.
Situa-se entre os 45 e 180 dias após o contágio.
Nesta fase o corpo todo está afetado. Os sinais da infecção são diversos. Os mais comuns são: feridas na pele que variam de local, número e tamanho. Podem aparecer manchas esbranquiçadas na boca e na garganta e queda de cabelos.
Muitas vezes também surgem febres, ínguas e dores nas juntas. Nesta fase a doença continua sendo contagiosa.
3º fase.
Mesmo sem tratar, as feridas desaparecem e a doença entra para a fase silenciosa (latente). Os sintomas finais desta doença se apresentam somente entre dez e trinta anos após o contágio. Eles são: doenças cardíacas, doenças cerebrais que levam à paralisia, cegueira e morte.
Pelas consequências graves, a sífilis deve ser tratada logo no início da doença com muita seriedade. Para descobrir se a pessoa foi contagiada é preciso fazer exame de sangue. A mulher grávida que tiver sífilis, transmite ao bebê e ele nasce com malformações causadas pela doença.
CORRIMENTO
O corrimento vaginal pode ser caracterizado como a presença de muco de cor clara ou esbranquiçada na vagina, acima da quantidade habitual.
O aumento do corrimento vaginal isolado ou associado com a mudança na cor ou no cheiro do corrimento ou com coceira vaginal pode, por outro lado, ser o primeiro sinal de uma doença específica. Estas doenças, além de causarem problemas e complicações para as próprias mulheres, são usualmente transmissíveis sexualmente, podendo ser transmitidas para seus companheiros. É importante consultar um médico.

CISTITES
A cistite é um tipo de infecção urinária na bexiga. Embora, em alguns casos, a cistite pode desaparecer em alguns dias, é recomendado procurar um médico para o tratamento com remédios antimicrobianos em períodos de 3 a 14 dias, dependendo do grau da infecção e da medicação usada. A falta de tratamento pode levar a repetições da enfermidade.

Prevenção da cistite:
¨ Urinar frequentemente;
¨ Beber muito líquido, o ideal são 2 litros de água por dia.
¨ Higiene pessoal constante, com cuidado especial nas partes íntimas.
¨ Evitar o uso de roupas justas por longos períodos, de calcinhas de nylon ou material sintético. Usar de preferência calcinhas de algodão.

MEDIDAS DE HIGIENE E PREVENÇÃO
¨ A prevenção através da correta higiene das partes íntimas é muito importante para a mulher.
¨ No banho procure usar sabonete neutro na região da vagina e evite esfregar forte, pois pode provocar irritações;

¨ Use sempre papel higiênico macio para retirar secreções na vagina;
¨ Evite o uso de roupas justas ou de tecidos sintéticos;
¨ Dê preferência a dormir sem calcinhas;
¨ Fique atenta para os corrimentos;
¨ Use sempre camisinha em suas relações sexuais.
Não tenha vergonha de procurar um médico para tratar estas doenças.

AIDS: a doença mais perigosa.
É uma doença provocada por um vírus, o HIV, que ataca a defesa do corpo contra as doenças. Por isso a pessoa que tem AIDS chega a morte por doenças comuns.
A transmissão do vírus se dá por meio de líquidos corporais como secreção vaginal, sêmen e sangue. Fora dos líquidos corporais o vírus não dura mais do que dois minutos.

A transmissão se dá por:
¨ Relação sexual, anal ou oral se houver ferida na boca;
¨ Uso comum de agulhas contaminadas;
¨ Transfusão de sangue contaminado;
¨ De mãe para filho durante a gestação.

Sintomas:
¨ Cansaço persistente com duração de mais de três meses;
¨ Grande perda de peso sem motivo aparente;
¨ Febres persistentes, acompanhadas por calafrios e suores noturnos;
¨ Diarréia freqüente;
¨ Ínguas por todo o corpo;
¨ Tosse seca, com longa duração;
¨ Manchas (lesões) esbranquiçadas na boca, em grande quantidade;
¨ Diminuição do fôlego durante o esforço físico;
¨ Facilidade de sangramento em qualquer ferimento;
¨ Dores de cabeça, fortes e persistentes, acompanhadas de problemas de visão.
Estes sintomas aparecem quando a doença encontra-se em estágio avançado. O vírus pode permanecer durante muito tempo de forma latente.

Como prevenir:
¨ Use sempre camisinha em suas relações sexuais;
¨ Faça o teste de HIV sempre que você esteve exposta a uma situação de risco;
¨ Esteja atento para as formas de contágio.

Cuide-se! Viva a terceira idade com qualidade. Afinal, o mundo moderno é das mulheres! (prof.Selma Galiza)


Uma Nova Estação!

Parque Júlio Antunes Prates em Coração de Jesus,MG.
Outono
No dia 22 de março iniciou uma nova estação, o OUTONO, que chegou em Coração de Jesus,Mg trazendo a chuva que tanto esperávamos, e junto com ela um leve friozinho característico de nossa cidade.
Existem quatro estações no ano ( primavera, verão, outono e inverno) que não são observáveis com clareza em todas as regiões da terra. Elas costumam ser bem diferentes nas regiões de médias latitudes, onde normalmente ocorrem climas temperados, marcadas por invernos rigorosos, com frio intenso, neve e congelamento dos rios, primavera caracterizada por descongelamentos dos rios, renascimento das folhas das árvores e flores, verão predominantemente quente e um outono assinalado pela queda das folhas das árvores e da temperatura.
Aqui em nossa região, por ser de baixas latitudes, não conseguimos perceber tanto a diferença entre as quatro estações do ano. O tempo é quente durante todos os meses, ás vezes um pouco ameno no inverno. Mas o que diferencia mesmo é a quantidade de chuvas que cai, ou seja, o índice pluviométrico muito baixo durante o outono e principalmente no inverno.
Havia muito tempo que "as cheias de São José" não se cumpria, e neste ano de 2012 retornou com uma quantidade de chuvas razoavelmente boa.
De qualquer maneira as estações do ano resultam de dois fatores : o movimento de translação e a inclinação do eixo terrestre em relação a sua órbita. Conjugados estes dois fatores ocasionam uma diferença de luminosidade nos dois hemisférios da terra, o norte e o sul.
Observe,
De 21 de dezembro a 20 de março é inverno no hemisfério norte e verão no hemisfério sul.
De 21 de março a 20 de junho é primavera no hemisfério norte e outono no hemisfério sul.
De 21 de junho a 22 de setembro é verão no hemisfério norte e inverno no hemisfério sul.
De 23 de setembro a 20 de dezembro é outono no hemisfério norte e primavera no hemisfério sul.
Estas datas não foram escolhidas por acaso, elas correspondem a quatro dias especiais do ano, resultantes do movimento de translação do nosso planeta ao redor do sol : os equinócios e os solstícios.
Equinócios significam dias e noites iguas, ou seja, a quantidade de horas do dia é aproximadamente igual à da noite.
Solstícios significa "sol quieto", quando o sol se encontra mais afastado do equador fazendo com que exista uma diferença maior de duração entre o dia e a noite. Dias maiores e noites menores ou vice-verso, noites maiores e dias menores.
Entender o funcionamento das estações do ano sempre foi vital para os humanos, principalmente os primeiros agricultores que precisavam saber qual o período mais adequado para o plantio e a colheita; hoje para organizarmos nossas vidas.

9º Congresso do Sind-Ute/MG

Foi realizado um dos maiores Congresso de Educadores promovidos pelo Sind-UTE/MG nos dias 10, 11 e 12 de fevereiro de 2012 em Araxá-MG, com uma participação record de mais de 2.600 professores delegados que representavam escolas de vários municípios de Minas Gerais.
Muitos temas foram discutidos, dentre eles destacaram " Educação como Direito Social" e "Luta pelo Piso Salarial Profissional Nacional e pela Carreira".luta pelo piso salarial nacional e plano de carreira foi uma das prioridades debatidas durante o 9° Congresso Estatutário do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), promovido neste fim de semana, no Centro Cultural do Sesc.

A coordenadora-geral do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira, afirma que o encontro no início do ano é necessário para antecipar a organização para a luta. “Não podemos esperar as coisas se organizarem na escola, para aí sim pensarmos nas nossas ações. Temos muitos problemas a serem resolvidos e precisamos nos articular o quanto antes para definirmos as ferramentas a serem utilizadas.

Em 2011, os trabalhadores em educação promoveram 112 dias de greve pelo cumprimento da lei federal 11.738/08, que regulamenta o piso salarial profissional nacional para educadores.

A paralisação só foi suspensa quando o governo de Minas assinou um termo com o Sind-UTE/MG, no qual se comprometia a discutir aplicação do piso salarial na tabela de remuneração vigente. Para isso, foi formada uma comissão composta por deputados estaduais e representantes do Estado e do sindicato para discutir a aplicação do vencimento básico.

Entretanto, diz Beatriz, após seis reuniões da comissão, o governo, além de não aplicar o piso, suspendeu as negociações com a categoria e encaminhou o substitutivo à Assembleia Legislativa. “A direção do Sind-UTE/MG avalia que, diante deste cenário, a categoria não pode se calar e assistir seus direitos serem retirados. Por isso, a realização do congresso foi uma forma de aglutinar forças para a luta por uma perspectiva de futuro melhor para os trabalhadores.”

José Carlos(Ed.Física), Selma Galiza (Gepgrafia) e Pulquéria Rabelo (Química)