PROJETO INCLUIR


INCLUSÃO EDUCACIONAL

I ENCONTRO DE SENSIBILIZAÇÃO SOCIAL

"Inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças."(Mantoan)

Promovido pelas escolas:

. E.E. Benício Prates ( Coração de Jesus-MG. )
. E.E. Cristino Alves de Jesus ( São João da Lagoa-MG )
. E.E. Jesuzinha Araújo Magalhães ( São João do Pacuí-MG )

Com participação das E.E. Major José Elias Trindade, E.E. Mares Guias, E.E. Prefeito Aristides Batista, demais escolas de Coração de Jesus-MG, além do Conselho Tutelar, Igrejas Evangélicas e Igreja Católica, Secretaria da Saúde, Secretarias de Ação Social, Superintendência Regional de Ensino, Secretarias Municipais de Educação e outros.
Professores, Diretores, Pais e Representantes de outras Entidades e Segmentos, unidos em debate sobre a Inclusão.
Local : E.E.Benício Prates.
Foto (Selma Galiza)

Conceito
Diz respeito a uma escola de qualidade onde todos são bem-vindos, reconhecidos em suas diferenças e valorizados como sujeito de potencialidades e para se tornarem cidadãos contributivos da sociedade.

Desafio
Superar discriminações de etnias, de gênero, de preferência sexual, geracional, de normalidade, de eficiência, de classes sociais e outros...

Princípios
Todos podem aprender, e suas diferenças devem ser respeitadas e trabalhadas.
Profissionais da educação e de outras áreas, preocupados em conscientizar e capacitar os profissionais para uma nova realidade : "Educação para a diversidade".

O foco da escola inclusiva é uma educação para a diversidade.

Não se pode entender a inclusão numa escola onde os alunos não estejam integrados e aprendendo.
"Integrar é articular as partes para formar um todo; não há como incluir sem integrar".

O Movimento por uma educação inclusiva não nega que as síndromes , as deficiências, o sofrimento psíquico existam.

Para realizar a inclusão é preciso...

. Posição crítica dos educadores em relação aos saberes escolares e à forma de como podem ser trabalhados;
. Respeito ao ritmo do educando;
. Diálogo dos professores com a comunidade escolar e outros campos do conhecimentos.
. Desenvolver culturas, políticas e práticas inclusivas, pautads na responsabilidade e na humanização;
. Aceitar as diferenças individuais como um atributo e não como um problema;

. Valorizar a diversidades humana como uma riqueza de opções.
. Buscar soluções integradas para que nenhum aluno seja segregado ou excluído devido a alguma diferença ou dificuldade;
. Integrar os pais, comunidade e profissionais da saúde e da educação dentro do projeto educacional.

José Carlos Martins dos Santos ( Professor de Educação Física ), Instrutor de capoeira e alunos da E.E. Major José Elias Trindade durante as apresentações folclóricas em agosto de 2009.

Direito à Educação Física Escolar e Esporte Escolar

A Constituição Federal, em seu artigo 217 dispõe que "é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais como direito de cada um".
A prática do esporte escolar, do esporte adaptativo e paraolímpic
o tem se comprovado como um recurso emocional e social, além de demonstrar para a sociedade a competência e os potenciais das pessoas com deficiência.

Sala de Recursos da E.E.Benício Prates

As pessoas com necessidades educacionais especiais têm assegurado pela Constituição Federal de 1988, o direito à educação (escolarização) realizada em classes comuns e ao atendimento educacional especializado complementar ou suplementar à escolarização, que deve ser realizado preferencialmente em salas de recursos na escola onde estejam matriculados, em outra escola, ou em centros de atendimento educacional especializado. Esse direito também está assegurado na LDBEN – Lei nº. 9.394/96, no parecer do CNE/CEB nº. 17/01, na Resolução CNE/CEB nº. 2, de 11 de setembro de 2001, na lei nº. 10.436/02 e no Decreto nº. 5.626, de 22 de dezembro de 2005.
O Atendimento Educacional Especializado é uma forma de garantir que sejam reconhecidas e atendidas as particularidades de cada aluno com Necessidades Educativas Especiais. Este pode ser em uma Sala de Recursos Multifuncionais, ou seja, um espaço organizado com materiais didáticos, pedagógicos, equipamentos e profissionais com formação para o atendimento às necessidades educacionais especiais, projetadas para oferecer suporte necessário às necessidades educacionais especiais dos alunos, favorecendo seu acesso ao conhecimento. Esse atendimento deverá ser paralelo ao horário das classes comuns. Uma mesma sala de recursos, conforme cronograma e horários pode atender alunos com, altas habilidades/superdotação, dislexia, hiperatividade, déficit de atenção ou outras necessidades educacionais especiais.
...uma nova gestão dos sistemas educacionais prevê a prioridade de ações de ampliação do acesso à Educação Infantil, o desenvolvimento de programas para professores a adequação arquitetônica dos prédios escolares para a acessibilidade. Preconiza também a organização de recursos técnicos e de serviços que promovam a acessibilidade pedagógica e nas comunicações aos alunos com necessidades educacionais especiais em todos os níveis, etapas e modalidades da educação. ( ALVES, 2006, p. 11)

Os princípios para organização das salas de recursos multifuncionais partem da concepção de que a escolarização de todos os alunos, com ou sem necessidades educacionais especiais, realiza-se em classes comuns do Ensino Regular, quando se reconhece que cada criança aprende e se desenvolve de maneira diferente e que o atendimento educacional especializado complementar e suplementar a escolarização podem ser desenvolvidos em outro espaço escolar.
Freqüentando o ensino regular e o atendimento especializado, o aluno com necessidades educacionais especiais tem assegurado seus direitos, sendo de responsabilidade da família, da Escola, do Sistema e da sociedade.

AS Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, 2001, em seu artigo 2° orientam que: “Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidades para todos”. (Alves, 2006, p.11)


O atendimento educacional especializado constitui parte diversificada do currículo dos alunos com necessidades educacionais especiais, organizado institucionalmente para apoiar, complementar e suplementar os serviços educacionais comuns. Dentre as atividades curriculares específicas desenvolvidas no atendimento educacional especializado em salas de recursos se destacam: o ensino de Libras, o sistema Braille e o soroban, a comunicação alternativa, o enriquecimento curricular, dentre outros, até mesmo o apoio educacional aos professores que estão na sala de aula com o aluno.
Esse atendimento não pode ser confundido com reforço escolar ou mera repetição dos conteúdos programáticos desenvolvidos na sala de aula, mas devem constituir um conjunto de procedimentos específicos mediadores do processo de apropriação e produção de conhecimentos.
Os alunos atendidos na Sala de Recursos são aqueles que apresentam alguma necessidade educacional especial, temporária ou permanente. Entre eles estão os alunos com dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultam o acompanhamento das atividades curriculares, os alunos com dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais, os alunos que evidenciem altas habilidades/superdotação e que apresentem uma grande facilidade ou interesse em relação a algum tema ou grande criatividade ou talento específico. Também fazem parte destes grupos, os alunos que enfrentam limitações no processo de aprendizagem devido a condições, distúrbios, disfunções ou deficiências, tais como: autismo, hiperatividade, déficit de atenção, dislexia, deficiência física, paralisia cerebral e outros.
O professor da Sala de Recursos (formado em Pedagogia/Educação Especial) deve atuar, como docente, nas atividades de complementação ou suplementação curricular específica que constituem o atendimento educacional especializado; atuar de forma colaborativa com o professor da classe comum para a definição de estratégias pedagogias que favoreçam o acesso do aluno com necessidades educacionais especiais ao currículo e a sua interação no grupo; promover as condições de inclusão desses alunos em todas as atividades da escola; orientar as famílias para o seu envolvimento e a sua participação no processo educacional; informar a comunidade escolar a cerca da legislação e normas educacionais vigentes que asseguram a inclusão educacional; participar do processo de identificação e tomada de decisões acerca do atendimento às necessidades especiais dos alunos; preparar material específico para o uso dos alunos na sala de recursos; orientar a elaboração de material didático-pedagógico que possam ser utilizados pelos alunos nas classes comuns do ensino regular; indicar e orientar o uso de equipamentos e materiais específicos e de outros recursos existentes na família e na comunidade e articular, com gestores e professores, para que o projeto pedagógico da instituição de ensino se organize coletivamente numa perspectiva de educação inclusiva.

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

7 DE SETEMBRO
" Apesar das ações antrópicas, as riquezas brasileirs representadas na Bandeira do Brasil, ainda são visíveis até mesmo aos mais críticos; e serão, com certeza, a salvação dos homens..."(Selma Galiza)



Prefeitura Municipal de Coração de Jesus-MG.

(foto Selma Galiza)

Sete de setembro, o Dia da Pátria, quando todas as cidades brasileiras se tingem de verde e amarelo. Dia de desfile e manifestações de civismo, que deveriam se repetir amiúde, espontaneamente.
Em sala de aula, a aproximação do Sete de Setembro gera oportunidades valiosas não apenas para o ensino deste recorte de tempo - o sete de setembro de 1822, quando Dom Pedro proclamou a independência do Brasil em relação a Portugal - mas também para a reflexão sobre suas conseqüências e para o debate de temas transversais como cidadania e participação política.

Professora de Geografia

Selma Galiza

O maior e mais importante investimento no Brasil, deve ser na educação. Só assim teremos certeza do sucesso de nosso crescimento, da redução da violência, da politização de nossos políticos e de todo o povo brasileiro, do exercício pleno da cidadania e da formação da consciência crítica.



O Sete de Setembro

Em 2 de setembro, as novas ordens vindas de Lisboa chegaram ao Rio de Janeiro. D. Pedro estava em São Paulo, com o objetivo de resolver disputas pelo controle da Junta provincial paulista. A princesa D. Leopoldina e o ministério de José Bonifácio, tomando conhecimento das últimas notícias vindas de Portugal, resolveram enviar as ordens das Cortes, juntamente com cartas da princesa, dos ministros e de sir Chamberlain, representante inglês no Rio de Janeiro. O correio alcançou D. Pedro, no dia sete de setembro de 1822, às margens do riacho do Ipiranga. Ao receber os decretos e a correspondência, proclamou a Independência, retirando de seu chapéu as fitas com as cores vermelha e azul das Cortes portuguesas. Formalizava-se a separação entre Brasil e Portugal.

Imagem 1Na visão da historiografia romântica do século XIX o dia sete de setembro foi escolhido para marcar o momento de nossa emancipação política, apesar da Independência ter se concretizado, na realidade, em agosto, com os manifestos de Gonçalves Ledo e José Bonifácio, e com o decreto de D. Pedro declarando inimigas as tropas portuguesas que aqui desembarcassem. A concepção da historiografia romântico - oficial pode ser observada no quadro do pintor Pedro Américo, que retrata o sete de setembro sob uma visão heróica. Nele, D. Pedro, no alto da colina do Ipiranga, envergando uniforme de gala e montando em um belo cavalo, acompanhado de seus dragões erguia a espada e gritava solene: "independência ou morte". A cena, que passou para a História como a imagem oficial e marco simbólico da nossa Independência, não reflete o que ocorreu de fato.

Imagem 2

No Rio de Janeiro e nas províncias próximas, a Independência foi saudada com entusiasmo. Absolutistas, aristocratas e democratas, que incentivaram o rompimento com as Cortes, acreditavam poder, a partir desse momento, realizar seus projetos políticos. Para os absolutistas, o sete de setembro significava a derrota das forças constitucionalistas em Portugal, que limitavam o absolutismo do rei. Para os democratas, o ato do Ipiranga representava o início de mudanças mais profundas, permitindo a possibilidade de implantação no Brasil de um governo constitucional, em que "a vontade do maior número deve ser a lei de todos". Para os aristocratas, a Independência era a garantia das vantagens conquistadas desde a instalação da Corte no Rio de Janeiro.
"A Educação será sempre a chave do futuro, o caminho certo a ser percorrido e a certeza do sucesso.(selma Galiza)"

Apesar da intensa agitação que ocorria no Rio, as populações rurais do interior mantinham-se indiferentes e mal - informadas sobre os acontecimentos. Segundo relatos do naturalista Saint-Hilaire, em suas viagens pelo vale do Paraíba paulista ..."as revoluções que operam em Portugal e no Rio de Janeiro não tiveram a menor influência sobre os habitantes desta zona paulista; ... a mudança de governo não lhes fez mal nem bem,... A única coisa que compreendem é que o restabelecimento do sistema colonial lhes causaria danos, porque se os portugueses fossem os únicos compradores de seu açúcar e café, não mais venderiam suas mercadorias tão caro quanto agora o fazem."

Imagem 3

No dia 12 de outubro de 1822, aplaudido por uma multidão reunida no campo de Santana, no Rio de Janeiro, D. Pedro foi aclamado Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, mas não fez o juramento da futura Constituição. �

A LUA : FASES E MOVIMENTOS


A Lua

A Lua (do latim Luna) é o único satélite natural da Terra, situando-se a uma distância de cerca de 384.405 km do nosso planeta.

Segundo a última contagem, mais de 150 luas povoam o sistema solar: Netuno é cercado por 13 delas; Saturno tem 48; Júpiter possui 63. A Lua terráquea não é a maior de todo o Sistema Solar - Titã, uma das luas de Saturno, é a maior, tendo quase uma vez e meia o tamanho da nossa Lua - mas nossa Lua continua sendo a maior proporcionalmente em relação ao seu planeta. Com mais de 1/4 do tamanho da Terra e 1/6 de sua gravidade, é o único corpo celeste visitado por seres humanos e onde a NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration) pretende implantar bases permanentes.

Visto da Terra, o satélite apresenta fases e exibe sempre a mesma face (situação designada como acoplamento de maré), fato que gerou inúmeras especulações a respeito do teórico lado escuro da Lua, que na verdade fica iluminado quando estamos no período chamado de Lua nova. Seu período de rotação é igual ao período de translação. A Lua não tem atmosfera e apresenta, embora muito escassa, água no estado sólido (em forma de cristais de gelo). Não tendo atmosfera, não há erosão e a superfície da Lua mantém-se intacta durante milhões de anos. É apenas afetada pelas colisões com meteoritos.

É a principal responsável pelos efeitos de maré que ocorrem na Terra, em seguida vem o Sol, com uma participação menor. Pode-se dizer do efeito de maré aqui na Terra como sendo a tendência de os oceanos acompanharem o movimento orbital da Lua, sendo que esse efeito causa um atrito com o fundo dos oceanos, atrasando o movimento de rotação da Terra cerca de 0,002 s por século, e, como consequência, a Lua se afasta de nosso planeta em média 3 cm por ano.

A Lua é, proporcionalmente, o maior satélite natural do nosso Sistema Solar. Sua massa é tão significativa em relação à massa da Terra que o eixo de rotação do sistema Terra-Lua encontra-se muito longe do eixo central de rotação da Terra. Alguns astrônomos usam este argumento para afirmar que vivemos em um dos componentes de um planeta duplo, mas a maioria discorda, uma vez que para que um sistema planetário seja duplo é necessário que seu eixo de rotação esteja fora dos dois corpos.

Os Movimentos da Lua

A Lua possui muitos movimentos, mas os principais são a rotação, a revolução e a translação.

O movimento de translação da Lua é o que faz em torno do Sol acompanhando a Terra. Sua duração é o de um ano, portanto, 365 dias.

A rotação da Lua é o movimento que ela faz em torno do seu próprio eixo. A revolução é o elíptico que ela faz ao redor da Terra.

Esses dois últimos movimentos tem a mesma duração, pois são realizados, em tempos iguais, num período aproximado de 27 dias e 8 horas. Devido à igualdade nas durações desses dois movimentos é que a Lua nos mostra sempre a mesma e única face.

Como a órbita da Lua também é elíptica, a distância Lua-Terra varia ao longo do período da revolução. A distância média da Lua à Terra é de aproximadamente 384 000 quilômetros.

As fases

As fases da lua são como são denominados os quatro aspectos básicos que o satélite natural da Terra, a Lua, apresenta conforme o ângulo pelo qual é vista a face iluminada pelo Sol. Diferentemente de outros idiomas, na língua portuguesa, as fases intermediárias, como a lua gibosa e a lua balsâmica não possuem a nomenclatura amplamente difundidas.

Nome Hemisfério
Norte
Hemisfério
Sul
Porção visível à noite
Lua nova
0%
Lua crescente Norte: 1-49% (direita)
Sul: 1-49% (esquerda)
Quarto Crescente Norte: 50% (direita)
Sul: 50% (esquerda)
Lua gibosa Norte: 51-99% (direita)
Sul: 51-99% (esquerda)
Lua cheia
100%
Lua balsâmica Norte: 51-99% (esquerda)
Sul: 51-99% (direita)
Quarto Minguante Norte: 50% (esquerda)
Sul: 50% (direita)
Lua minguante Norte: 1-49% (esquerda)
Sul: 1-49% (direita)


A Lunação

As fases da Lua em redor da Terra.

Lunação é o período entre duas Luas Novas em sequência.

Quando a Lua encontra-se em conjunção com o Sol, a face visível está totalmente às escuras e a face oculta está iluminada. É a Lua nova. Uma vez que nesta fase a Lua nasce e se põe com o Sol, ela só é visível quando ocorre um eclipse solar.

Aproximadamente 7,5 dias depois a Lua encontra-se num ângulo de 90º em relação ao Sol. Nesta fase a porção iluminada equivale a metade da face visível, portanto um quarto da superfície lunar. Vem daí o nome Quarto crescente. Nesta fase a Lua nasce aproximadamente ao meio-dia e se põe à meia-noite.

Quando a Lua se encontra em oposição ao Sol, em torno de 15 dias após a Lua nova, sua face visível fica totalmente iluminada, é a Lua cheia. Nesta fase a Lua nasce quando o Sol se põe e seu ocaso ocorre ao nascer do Sol. É nessa fase também que acontecem os eclipses lunares.

Mais uma semana até que se forme um ângulo de 270º e a Lua estará em Quarto minguante. Nesta fase a Lua nasce à meia-noite e se põe ao meio-dia.

O ciclo de lunação se completa em pouco mais de 29,5 dias e é, portanto, quase dois dias mais longo que a translação. Isto ocorre em função do movimento de translação da Terra.

À medida que a Lua viaja ao redor da Terra ao longo do mês, ela passa por um ciclo de fases, durante o qual sua forma parece variar gradualmente. O ciclo completo dura aproximadamente 29,5 dias. Esse fenômeno é bem compreendido desde a Antiguidade. Acredita-se que o grego Anaxágoras (± 430 a.C.), já conhecia sua causa, e Aristóteles (384 - 322 a.C.) registrou a explicação correta do fenômeno: as fases da Lua resultam do fato de que ela não é um corpo luminoso, e sim um corpo iluminado pela luz do Sol.
Nova
A face iluminada da Lua é aquela que está voltada para o Sol. A fase da lua representa o quanto dessa face iluminada pelo Sol está voltada também para a Terra. Durante metade do ciclo essa porção está aumentando (lua crescente) e durante a outra metade ela está diminuindo (lua minguante). Tradicionalmente apenas as quatro fases mais características do ciclo - Lua Nova, Quarto-Crescente, Lua Cheia e Quarto-Minguante - recebem nomes, mas a porção que vemos iluminada da Lua, que é a sua fase, varia de dia para dia. Por essa razão os astrônomos definem a fase da Lua em termos de número de dias decorridos desde a Lua Nova (de 0 a 29,5) e em termos de fração iluminada da face visível (0% a 100%). Recapitulando, fase da lua representa o quanto da face iluminada pelo Sol está na direção da Terra.

Lua
A figura acima mostra o sistema Sol-Terra-Lua como seria visto por um observador externo olhando diretamente para o pólo sul da Terra. O círculo externo mostra a Lua em diferentes posições relativas em relação à linha Sol-Terra, assumidas à medida que ela orbita a Terra de oeste para leste (sentido horário para um observador olhando para o pólo sul). O círculo interno mostra as formas aparentes da Lua, em cada situação, para um observador no hemisfério sul da Terra.

As quatro fases principais do ciclo são:

Lua Nova:

  • Lua e Sol, vistos da Terra, estão na mesma direção
  • A Lua nasce tex2html_wrap_inline31 6h e se põe tex2html_wrap_inline31 18h.


A Lua Nova acontece quando a face visível da Lua não recebe luz do Sol, pois os dois astros estão na mesma direção. Nessa fase, a Lua está no céu durante o dia, nascendo e se pondo aproximadamente junto com o Sol. Durante os dias subsequentes, a Lua vai ficando cada vez mais a leste do Sol e, portanto, a face visível vai ficando crescentemente mais iluminada a partir da borda que aponta para o oeste, até que aproximadamente 1 semana depois temos o Quarto-Crescente, com 50% da face iluminada.

Lua Quarto-Crescente:

  • Lua e Sol, vistos da Terra, estão separados de 90°.
  • a Lua está a leste do Sol e, portanto, sua parte iluminada tem a convexidade para o oeste.
  • a Lua nasce tex2html_wrap_inline31meio-dia e se põe tex2html_wrap_inline31 meia-noite

A Lua tem a forma de um semi-círculo com a parte convexa voltada para o oeste. Lua e Sol, vistos da Terra, estão separados de aproximadamente 90°. A Lua nasce aproximadamente ao meio-dia e se põe aproximadamente à meia-noite. Após esse dia, a fração iluminada da face visível continua a crescer pelo lado voltado para o oeste, até que atinge a fase Cheia.

Lua Cheia

  • Lua e Sol, vistos da Terra, estão em direções opostas, separados de 180°, ou 12h.
  • a Lua nasce tex2html_wrap_inline31 18h e se põe tex2html_wrap_inline31 6h do dia seguinte.


Na fase cheia 100% da face visível está iluminada. A Lua está no céu durante toda a noite, nasce quando o Sol se põe e se põe no nascer do Sol. Lua e Sol, vistos da Terra, estão em direções opostas, separados de aproximadamente 180°, ou 12h. Nos dias subsequentes a porção da face iluminada passa a ficar cada vez menor à medida que a Lua fica cada vez mais a oeste do Sol; o disco lunar vai dia a dia perdendo um pedaço maior da sua borda voltada para o oeste. Aproximadamente 7 dias depois, a fração iluminada já se reduziu a 50%, e temos o Quarto-Minguante.

Lua Quarto-Minguante

  • a Lua está a oeste do Sol, que ilumina seu lado voltado para o leste
  • a Lua nasce tex2html_wrap_inline31meia-noite e se põe tex2html_wrap_inline31 meio-dia
A Lua está aproximadamente 90° a oeste do Sol, e tem a forma de um semi-círculo com a convexidade apontando para o leste. A Lua nasce aproximadamente à meia-noite e se põe aproximadamente ao meio-dia. Nos dias subsequentes a Lua continua a minguar, até atingir o dia 0 do novo ciclo.

O intervalo de tempo médio entre duas fases iguais consecutivas é de 29d 12h 44m 2.9s (tex2html_wrap_inline51 29,5 dias). Esse período é chamado mês sinódico, ou lunação, ou período sinódico da Lua.

TURISMO NO BRASIL E NO MUNDO

O turismo e a educação frente às novas tecnologias

RESUMO

O presente trabalho mostra que as novas tecnologias modificam e continuam modificando a nossa sociedade, como por exemplo, a imposição da cibercultura na exigência profissional para o indivíduo. Isso altera as bases de formação da sociedade, onde a família, a escola e a igreja acabam sendo influenciadas pelas novas tecnologias. Assim a educação e o Turismo, também passam a serem influenciados, necessitando compreender, dominar e utilizar essas características tecnológicas. Dessa forma, este artigo pretende apresentar a influência que as novas tecnologias impõem sobre a educação e o Turismo.


A invenção e crescente inserção das novas tecnologias estão alterando radicalmente nossa concepção de mundo, causando a necessidade de uma nova adaptação da sociedade. Um exemplo claro dessa realidade está nas novas exigências profissionais que o mercado de trabalho impõem sobre a população, como por exemplo, ter conhecimento sobre informática.

O Turismo comercial e tecnológico está entre um dos preferidos nos dias de hoje. Além de reunir grandes personagens da ciências, divulga novas tecnologias e enriquece a cultura regional e globaliza conhecimentos, inovações, artigos variados como a cachaça de Salinas-MG. Brasil.

Muitos jovens já se sentem atraídos pelas festividades , exposições e congressos comerciais como a Fenix em Moc e Festa da Cachaças em Salinas.

Hoje podemos perceber que uma nova civilização está emergindo devido às novas tecnologias. Isso acarreta novos estilos de vida: no trabalho, na família, na economia, na política, na escola, na cultura e no meio ambiente. Por exemplo, na educação será preciso entender essas novas características colocadas após os avanços tecnológicos, procurando buscar uma maior estabilidade na sociedade. No Turismo não é diferente, pois as novas tecnologias também atuam nessa área do conhecimento, provocando mudanças no atendimento ao cliente, por exemplo.

Dessa forma, o objetivo deste artigo é discutir sobre a influência das novas tecnologias na educação e também no Turismo, com bases em referências já publicadas sobre o tema. A metodologia será a qualitativa, pois a observação dos fenômenos sociais, determina a participação do pesquisador no universo onde estes ocorrem (DENCKER, 1998). Neste trabalho, usou-se como técnica de pesquisa o levantamento bibliográfico referente a Turismo, educação e tecnologia.

Com isso, através da observação de experiências profissionais nessa área e a interpretação do material bibliográfico levantado, foi possível elaborar este artigo: "O turismo e a educação frente das as novas tecnologias", fornecendo assim a base teórica necessária para dar uma visão daquilo que pode ser benéfica ou não para a sociedade em relação à educação, às novas tecnologias e ao Turismo.

O Rio São Francisco, considerado de integração nacional por percorrer vários estados do Brasil, nasce e deságua em terras brasileiras, tem um dos mais lindos pôs do sol em Pirapora, Minas Gerais, atraindo um grande número de turistas para a região.

Conceitos de educação, tecnologia e Turismo

A etimologia da palavra educação provém de dois vocábulos latinos, educare e educere, e significa o "processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano" (FERREIRA, 1993, p. 197). A educação iniciou e sofreu transformações desde os primórdios da história humana, pois o surgimento da linguagem e das técnicas proporcionou por exemplo, as invenções de instrumentos, como as lanças com pontas de pedras, e a arte rupreste (figuras em cavernas), causando assim o início do aprimoramento intelectual do homem. Mas sem o poder da linguagem, que provoca o aprendizado para o ser humano, as técnicas que promovem invenções cada vez mais sofisticadas não teriam esse aspecto progressista durante todo esse tempo. Assim percebemos que a linguagem, com o passar dos séculos, foi desenvolvida através de um processo educacional, isto é, o ser humano passou a pensar criticamente sobre sua própria identidade e realidade dos fatos que o circundam, o indivíduo então "pretende alcançar [...] conhecimentos, construí-los através de uma atitude reflexiva e questionadora sobre os mesmos" (GRINSPUN, 1999, p. 26), onde a criatividade será o sentido fundamental na evolução educacional.

Etimologicamente, a palavra tecnologia provém do vocábulo latino techné, e significa um "conjunto de conhecimentos, especialmente princípios científicos, que se aplicam a um determinado ramo de atividade" (FERREIRA, 1993, p. 528). Tendo essa idéia em mente, observa-se que o ser humano criou e continua a criar muitas invenções inovadoras, como podemos verificar na Revolução Industrial dos séculos XVIII a XIX, quando ocorreu o surgimento de máquinas (têxteis, vapores e elétricas) como a imprensa (máquinas tipográficas modernas), havendo um grande salto de qualidade para a educação, pois, a partir desse momento, as mais importantes notícias e obras das ciências filosóficas puderam ser publicadas em larga escala pelo mundo, facilitando os estudos científicos. Outro momento de avanço para a tecnologia ocorre na III Revolução Industrial desses últimos 40 anos, que é representada pela revolução microeletrônica (televisão, cinema, rádio e internet), a revolução microbiológica e a revolução energética. Porém, devemos entender que "[...] a crônica histórica dos eventos tecnológicos [...] vem mostrando o fracasso da transferência de tecnologias [...] sem os concernentes conhecimentos por parte dos compradores. Ela tem que ser aprendida através de um sistema educacional adequado" (VARGAS apud GRINSPUN, 1999, p. 13), caracterizando assim a importância da educação frente a essas tecnologias, pois as principais bases estruturais da formação do indivíduo como cidadão, que são a família, a igreja e a escola, têm enfrentado por conseqüência dessas tecnologias "[...] uma nova linguagem, um novo conhecimento, um novo pensamento, uma nova forma de expressão [...]" (GRINSPUN, 1999, p. 13).

Turista se divertem às margens do rio São Francisco em Buritizeiro, norte de Minas Gerais-Brasil.

O Turismo teve seus primórdios na Antiga Grécia (século VII a. C.) e no Império Romano (entre os séculos II a. C. e II d. C.), quando aconteceram práticas como os deslocamentos de pessoas para assistirem os jogos olímpicos e também praticarem comércio e outras atividades. Além disso, as estradas construídas pelos romanos facilitaram essas viagens que tinham como finalidade o entretenimento e negócios (SEABRA, 2001).

Entretanto, quando ocorreu a Revolução Industrial, as técnicas e instrumentos inovadores, o desaparecimento dos pequenos proprietários e o desenvolvimento do sistema capitalista, favoreceram o crescimento do êxodo rural. Isso formou nas cidades um grande contingente de mão-de-obra barata, causando a exploração dos trabalhadores, como as grandes jornadas de trabalho diárias, etc. Mas os trabalhadores lutaram por seus direitos através de organizações trabalhistas (trade unions) e conseguiram alcançar vitórias como o direito a férias (VICENTINO, 1997). Assim o Turismo se desenvolveu de fato, pois além de se poder utilizar o trem (viagens nacionais) e o navio (viagens internacionais) desenvolvidos pela industrialização, essa nova sociedade industrial deu aos trabalhadores mais tempo para o lazer com o direito às férias remuneradas.

Após a II Guerra Mundial (1939-1945), o Turismo de massa se desenvolveu, principalmente a partir de 1950, "[...] quando as tecnologias desenvolvidas durante a Segunda Guerra são aproveitadas para fins pacíficos [...]" (TRIGO, 2002, p. 20). Assim, o avião comercial e as viagens marítimas conseguiram ganhos surpreendentes, e também as telecomunicações, o desenvolvimento das turbinas a jato e outras tecnologias fizeram com que o Turismo crescesse após a guerra. Mas foi com a instituição das férias pagas, da elevação do nível de renda e do direito ao lazer, que as pessoas conseguiram ter o "tempo livre", isto é, o Turismo passou a ser o objeto de consumo mais desejado do ser humano.

Segundo Barreto (1991, p. 47 - 48), "o Turismo é o fenômeno de interação entre o turista e o núcleo receptor e de todas as atividades decorrentes dessa interação". As atividades sugeridas pelo autor, dentro do Turismo, são atividades socioeconômicas, geradoras de bens e serviços, ou seja, uma reserva de hotel, um aluguel de automóvel, uma compra de passagem aérea, comer em um restaurante, e outros.

O Turismo é sem dúvida uma atividade socioeconômica, haja vista que propicia a geração de bens e serviços para os seres humanos visando a satisfação de diversas necessidades básicas e secundárias. O Turismo atual é concebido como uma rica e grandiosa "indústria" que se relaciona com todos os setores da economia, contribuindo com 11% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, representando 3,4 trilhões de dólares e gerando cerca de 200 milhões de empregos no mundo.

RELEVO


Um dos pontos mais altos do Brasil, o Pico do Itapeva, que na língua indígena quer dizer Pedra Chata, apesar de estar localizado no município de Pindamonhangaba, é considerado um dos principais pontos turísticos de Campos do Jordão, pois seu acesso é feito através desta cidade. No local existe


um pequeno comércio, onde é possível comprar malhas gorros e luvas, tudo extremamente simples. De seu topo o visitante pode avistar quase todo o Vale do Paraíba. O espetáculo maravilhoso proporcionado pelos primeiros raios de sol nascendo entre morros e montanhas, só pode ser descrito por aqueles que lá estiveram.

RELEVO BRASILEIRO

PICO DO ITAPEVA
Com seus 2035mts de altitude, em dias ensolarados e com poucas nuvens, é possível avistar até 17 cidades do Vale do Paraíba