VIVA A POESIA VIVA!!!

Com o avanço tecnológico e a diminuição da distância e do espaço geográfico, o ser humano se tornou cada dia mais egoísta, fechado em seu mundo e usando como meio de comunicação os recursos tecnológicos que o cercam. Com esse "fechamento", o uso da criatividade, o senso critico a sensibilidade e outros valores estão se distanciando da convivência humana. É necessário criar meios para evitar que esses valores tão importantes ao homem, entre em total e completo esquecimento.
A experiência pedagógica desenvolvida, com os alunos do 7 ano "B" do Ensino Fundamental, E.E.Benício Prates, município de Coração de Jesus/Mg, "Viva a poesia Viva", durante um grêmio literário organizado e dirigido pela prof.de Português, Clarisméia Vieira Rabelo foi uma grande demonstração de como ainda é possível resgatar princípios desprezados e às vezes esquecidos.
Com o objetivo de possibilitar às crianças o conhecimento de textos poéticos, levando-as à motivação e interesse para ouvir, ler e escrever poesias, bem como, praticar ações leitoras com outros tipos de textos, atingindo também aqueles alunos que não estavam motivados para a leitura e a escrita. Tais experiências abrem caminhos para mais reflexões sobre o uso da poesia na escola. Assim, a necessidade de amenizar os problemas de aprendizagem dos alunos nessa escola, viabiliza a implementação de ações positivas como estas, que desencadearam resultados significativos na vida dos alunos e dos professores, podendo até mesmo chegar a toda comunidade escolar.A falta de motivação dos alunos para aprender os conteúdos escolares, tendo entre muitas, as seguintes causas: pais pouco esclarecidos e em sua maioria não alfabetizados na escola formal e a situação sócio-econômica desfavorável de grande parte dos moradores de nossa comunidade, desencadeia como conseqüência, crianças com pouca e às vezes nenhum contado com o sistema de escrita em casa. Dessa forma, essa realidade, somada a outras situações desafiadoras, só agravam mais o problema da desmotivação dos referidos alunos em relação aos estudos. E a escola entra como cooprodutora de talentos, assumindo este papel de extrema responsabilidade juntamente com os educadores que acompanham esta realidade. Através destes eventos, grêmios literários, os alunos tem a chance de participarem e demonstrarem o que sabem e o que podem aprender, uma vez que todos são capazes.Tendo em vistas que a poesia também faz parte da vida de todos nós, não podemos deixar de lado os nossos alunos aos quais, buscamos resgatar neles, o valor da harmonia, do amor e da cultura imbuídos na poesia, dando sentido a este mundo "frio" em que vivemos, aproximando mais as pessoas e com certeza melhorando a disciplina na escola.

São duas flores unidas
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo,no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.
Unidas, bem como as penas
das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.

(As duas flores, Castro Alves)

ENCONTRO DE MISSÕES DA ASSEMBLEIA DE DEUS

Comissão de frente


ENCONTRO DE MISSÕES DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM CORAÇÃO DE JESUS/MG

No dia 02 de outubro de 2011, aconteceu na cidade de Coração de Jesus, o Encontro de Missões da Assembléia de Deus.

Os jovens, juntamente com Pastores da Igreja Assembléia de Deus, apresentaram um lindo desfile demonstrando a importância e a necessidade da presença de DEUS na comunidade.

Coração de Jesus vem presenciando ultimamente, uma distância da juventude a eventos que os aproximem de uma vida plena, saudável, longe das drogas e prostituições.

Colocar seus sonhos e seus projetos nas mãos de Deus é o que se faz necessário e urgência.

A unção de Deus se manifesta nestes eventos que possuem um grande poder de transformar uma sociedade.

Ainda é possível sonhar e construir uma sociedade diferente, fundada em novos valores onde a vida não seja tão banalizada, onde as crianças possam crescer, desenvolver suas potencialidades e preparar-se para um futuro melhor se receberem apoio das famílias e de políticas públicas.

Participação das crianças da Igreja Assembleia de Deus.

E nossos jovens, perdidos neste cenário de hoje, estão imersos em um caldo de cultura que valoriza a conquista do sucesso a qualquer custo.

Em uma sociedade caracterizada pela vulgarização da violência, coexistem fatores que influenciam rapazes e moças a cometer, sofrer ou testemunhar atos de violência física ou moral. A exemplo disso, assistimos nas escolas a proliferação da prática do bullying, dos trotes vexatórios e das brigas entre grupos de jovens, nas ruas e em aglomerações demonstrando uma realidade perversa experimentada hoje pelas famílias que perdem seus filhos para a violência.

Os adultos fazem uma demonstração de amor a Deus.

Existe ainda o fator familiar.

A ausência da figura do pai e a concentração afetiva na figura da mãe deixa o jovem sem o referencial paterno. A mãe simboliza o amor; o pai, a ordem e o respeito à lei. Com ele ausente no quotidiano do lar, o jovem tende a substituir a figura paterna por outras e, na pior das hipóteses, por marginais que convivem com ele na comunidade.

A educação é um dos melhores antídotos contra a violência. E ela se faz presente também, em todos os eventos realizados pelas igrejas.

A sociedade civil e o Estado têm que se unir para minimizar a violência entre os jovens. Igrejas, Famílias, Escolas, Mídia e Comunidades Organizadas necessitam articular-se o mais urgente possível para salvar nossos jovens e fazer de nossa Coração de Jesus um município melhor de se viver assegurando qualidade de vida a toda população.

Parabéns aos organizadores deste evento, Pastores da Igreja Assembléia de Deus!

“Deus nos visitou de maneira extraordinária e manifestou sua presença suprema na vida de cada jovem presente neste evento.”

Prof.Selma Galiza

O TERCEIRO SETOR NO CENÁRIO ATUAL DA GLOBALIZAÇÃO


O T E R C E I R O S E T O R

A terminologia terceiro setor é relativamente nova, surgiu no Brasil há aproximadamente três décadas e é utilizada para definir um setor que se situa entre o público e o privado.

O setor público é o governo, representando o uso de bens públicos para fins públicos. O segundo setor refere-se ao mercado e é ocupado pelas empresas privadas com fins lucrativos.

O terceiro é formado por organizações privadas, sem fins lucrativos, desempenhando ações de caráter público.

Geralmente o termo terceiro setor é utilizado para identificar que o espaço dessas organizações na vida econômica não se confunde nem com o Estado nem com o mercado, trata-se de um setor que identifica-se com uma terceira forma de redistribuição de riqueza, diferente da do Estado e da do mercado.

A redistribuição conduzida pelo Estado é feita através do monopólio do poder de coerção, da existência de um modelo institucional e da normatização jurídica. O Estado objetiva a redistribuição da produção da sociedade a todos os seus membros e tenta sanar as desigualdades produzidas pelo mercado. A realocação do Estado é movida pela lógica de justiça social.

A redistribuição conduzida pelo mercado, diferente da redistribuição pela via política, necessita de que todos os indivíduos sejam livres para que haja possibilidade de se estabelecer contatos, os quais sempre são feitos baseados em alguma noção de utilidade (Colozzi, 1985). A redistribuição de mercado coordena a organização da sociedade capitalista. O mercado move-se pela lógica do aumento da riqueza.
O terceiro setor é uma mistura de princípios públicos e privados e, portanto constitui um outro mecanismo redistribuidor de riqueza. As ações do terceiro setor partem da sociedade civil e obedecem à lógica do altruísmo, da filantropia, da reciprocidade, dos costumes e tradições, das concepções morais e religiosas etc.

FERNANDES (1994) considera o terceiro setor como uma das possibilidades lógicas do universo de quatro combinações possíveis da conjunção público e privado.


O terceiro setor agrega organizações como, Fundações, Associações, institutos, entidades que atuam atendendo demandas sociais, que o Estado em crise de legitimidade e incapacidade de financiar não consegue atender, utilizando recursos privados ou parcerias com o próprio Estado.
A partir dos anos noventa em nosso país, com o advento de conceitos como responsabilidade social das empresas e um fortalecimento de um senso de cidadania, o terceiro setor experimenta uma grande expansão. Para compreendermos melhor essa trajetória, vamos recorrer ao texto A Sociedade Civil e o Terceiro Setor, de Tanya Linda Rothgiesser - 29/07/2002, que classifica esse processo em seis etapas:

1ª fase - Império até a Iª República: Data de 1543, a primeira entidade do país criada para atender desamparados, a Irmandade da Misericórdia, instalada na Capitania de São Vicente. O Brasil era constitucionalmente vinculado à Igreja Católica e a utilização dos recursos, principalmente o privado, passava por seu crivo. Era a época das Ordens Terceiras, das Santas Casas, das Benemerências atuando, principalmente, nas áreas de saúde e previdência. A rigor, o que o Estado não provia, os líderes das principais comunidades portuguesas e espanholas de imigrantes proviam. Com esmolas se constituíam pequenos dotes para órfãos e se compravam caixões para os pobres. Beneditinos, franciscanos e carmelitas, assim como a Santa Casa, foram exemplos expressivos da ação social das ordens religiosas predominantes. Vinculam-se às ações sociais desenvolvidas, à época, expressões tais como mutualismo, benemerência e outras ainda hoje utilizadas, tais como, assistencialismo, caridade etc.

2ª fase - Revolução de 1930 até 1960: O país entrou na urbanização e na industrialização que passaram a moldar a nova atuação da elite econômica. O Estado ficou mais poderoso, único portador do interesse público. No Estado Novo, com o presidente Getúlio Vargas, editou-se, em 1935, a primeira lei brasileira que regulamentava as regras para a declaração de Utilidade Pública Federal: dizia seu artigo-primeiro que as sociedades civis, as associações e as fundações constituídas no país deveriam ter o fim exclusivo de servir desinteressadamente à coletividade. Em 1938, formalizou-se a relação do Estado com a assistência social com a criação do Conselho Nacional do Serviço Social. Paralelamente à atuação do Estado, surgiram ações filantrópicas a partir de senhoras de famílias economicamente privilegiadas; e os grandes mecenas, oriundos das principais cidades e líderes de indústrias, como os Matarazzo, Chateaubriand, entre outros.
Os termos filantropia e mecenato cunham-se nesta fase, marcadamente.

3ª fase - A partir de 1960 até a década de 70: o fortalecimento da sociedade civil se deu, paradoxalmente, no bojo à resistência à ditadura militar. No momento em que o regime autoritário bloqueava a participação popular na esfera pública, microiniciativas na base da sociedade foram inventando novos espaços de liberdade e reivindicação. Inscrevem-se, neste momento, os movimentos comunitários de apoio e ajuda mútua, voltados à defesa de direitos e à luta pela democracia. Marca-se, neste contexto, o encontro da solidariedade com a cidadania, representadas em ações de organizações não-governamentais (ONGs) de caráter leigo, engajadas em uma dupla proposta: combater a pobreza e combater o governo militar ditatorial.
4ª fase - a partir dos anos 70: Multiplicam-se as ONGs com o fortalecimento da sociedade civil - embrião do Terceiro Setor - em oposição ao Estado autoritário. O Brasil dava início à transição de uma ditadura militar para um regime democrático. Com uma "distensão lenta, segura e gradual" (como os militares costumavam caracterizar esse processo), a sociedade brasileira começou a exercer seus direitos constitucionais, suspensos até então. Com o avanço da redemocratização e as eleições diretas para todos o níveis de governo, as organizações de cidadãos assumem um relacionamento mais complexo com o Estado. Reivindicação e conflito passam a coexistir com diálogo e colaboração.

5ª fase - os anos 90: Surge um novo padrão de relacionamento entre os três setores da sociedade. O Estado começa a reconhecer que as ONGs acumularam um capital de recursos, experiências e conhecimentos, sob formas inovadoras de enfrentamento das questões sociais, que as qualificam como parceiros e interlocutores das políticas governamentais.O mercado, antes distanciado, passa a ver nas organizações sem fins lucrativos, canais para concretizar o investimento do setor privado empresarial nas áreas social, ambiental e cultural. O termo cidadania já presentifica-se no discurso do empresariado brasileiro, no início desta década. Paralelamente, o sentimento vigente era que o Estado, sozinho, não conseguiria dar conta de todas as suas obrigações na área social. Significativo nessa fase, a Câmara Americana de Comércio (American Chamber of Commerce), com apoio da Fundação Ford e da Fundação W.K. Kellogg promove um prêmio (ECO), reuniões e conferências sobre filantropia em São Paulo, o que resulta na criação de um comitê de empresas brasileiras e fundações corporativas. Incluía-se no grupo fundações como Bradesco, Odebrecht, Roberto Marinho; organizações como o Instituto Itaú Cultural; e empresas do porte da Xerox e Alcoa. O grupo formaliza-se em 1995, formando o GIFE - Grupo de Institutos, Fundações e Empresas. Em 1998, também em São Paulo, 11 empresas se associam e surge o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Expressão que até então não existia - responsabilidade social - vem marcar o início de uma intervenção social empresarial alicerçada em um Código de Ética definidor de parâmetros de conduta das empresas com seus públicos (stakeholderes). Busca-se diferenciar, marcadamente, ações "de negócio" de uma agenda voltada a investimentos sociais privados, de cunho ético e em benefício da sociedade.Marcam-se, portanto, nesse período, as palavras parceria, cidadania corporativa, responsabilidade social, investimento social privado. Formas de expressão deste novo movimento de encontro dos três setores da economia brasileira.

Amplia-se, fortemente, o conceito de Terceiro Setor: para além do círculo das ONGs, valorizam-se outros atores sociais como as fundações e institutos (os braços sociais das empresas), as associações beneficentes e recreativas, também as iniciativas assistenciais das igrejas e o trabalho voluntário de maneira geral.

A ampliação das áreas de convergência não implicando no apagamento das diferenças entre os setores. Ao contrário, por serem diferentes, canalizando recursos e competências específicas e complementares.

Cria-se, no governo de Fernando Henrique Cardoso, o Programa Comunidade Solidária com o propósito de articular trabalhos sociais em vários ministérios. E, em 1998, é regulamentada a Lei do Voluntariado.

6ª fase - século XXI: A ONU-Organização das Nações Unidas decreta 2001 como o "Ano Internacional do Voluntário". Acontecem, no Brasil, o I° e II° Fórum Social Mundial, implementadores de idéias alternativas de ação econômica e social. Promove-se o desenvolvimento social a partir do incentivo a projetos auto-sustentáveis - em oposição às tradicionais práticas de caráter assistencialista geradoras de dependência - e em propostas de superação de padrões injustos de desigualdade social e econômica.

Questionam-se, na sociedade civil, formatos pré-conceituosos baseados em padrões de comportamento e pensamento julgados "adequados" aos sujeitos-cidadãos. Abrem-se novas perspectivas à aceitação da diversidade de comportamentos humanos, de respeito à singularidade cultural e à autodeterminação econômica dos povos. Implementam-se políticas de proteção aos bens da humanidade, incluídas todas as formas de vida e sua preservação.

Em pequenos gestos cotidianos, tanto quanto, na busca de práticas sociais solidárias, através de redes por todo o planeta, consolida-se uma proposta.

É a Ética e a Solidariedade!

O terceiro setor tem no momento atual da sociedade, duas realidades que devem ser consideradas no seu desempenho:

1. a realidade de sanar as questões sociais não resolvidas pelo Estado do Bem Estar Social (Welfaire State) e as demandas sociais que o segundo setor abdicou nas suas tradicionais limitações. Essa realidade envolve a filantropia empresarial, os financiamentos de agências nacionais e estrangeiras, as redes de empresas que investem na gestão de conhecimento e metodologias para reverter às carências (o subemprego, o desemprego e o mau desenvolvimento econômico da sociedade).

2. A realidade do comprometimento e da missão de privilegiar o ser humano e as relações, exigem uma nova forma de gestão nas organizações sociais, ou seja: a gestão participativa, pois são organizações que não tem donos/acionistas e não visam ao lucro.

O terceiro setor reavivou espaços na sociedade e começa a mostrar a sua importância na relação que visa a integração com o primeiro e segundo setores (são as ações sociais integradas às ações públicas e às ações privadas), no diálogo de políticas sociais necessárias, no treinamento eficaz de gestores sociais e na multiplicação de facilitadores de equipes.

Existe um intercâmbio do terceiro setor com o Estado, pois o mesmo necessita da representação política que a autoridade legal pode lhe fornecer e, inclusive porque as ONGs são financiadas, também pelos órgãos do governo. De outro lado, o terceiro setor, também necessita do mercado, pois a propriedade privada é o marco de autonomia da sociedade diante do Estado e, portanto de responsabilidade social.
A colaboração entre esses setores por meio de ações em parceria estabelece um novo espaço de pensar e agir às questões sociais. A parceria está representando a soma de esforços com o intuito de se alcançar interesses que sejam comuns. É o espaço do exercício da democracia que valoriza a co-responsabilidade dos cidadãos nos diferentes setores dos quais eles participam. Essa responsabilidade implica na alternativa de compor projetos capazes de enfrentar fatores tais como: a exclusão social, na destruição do meio ambiente, na explosão populacional, no crescimento do narcotráfico, das doenças, da pobreza, da falta de capacitação, do desemprego e permitir mobilizar recursos, meios, instrumentos e pessoas com capacidade e segurança de implementar trabalhos de interesse da humanidade.
Para atingir os seus objetivos, o terceiro setor deve imprimir uma crescente aprendizagem da sociedade como um todo no que se refere à sua área de atuação e para tanto deve enfrentar e responder alguns desafios fundamentais para o seu fortalecimento, tais como:

1. Produzir cursos e disseminar informações sobre o que é o terceiro setor e como agir profissionalmente no mesmo;

2. Elaborar projetos e programas para a administração das Organizações sociais que, contenham qualidade na sua gestão;

3. Captar recursos para que ocorra a sustentabilidade das Organizações sociais;

4. Criar campanhas de esclarecimento e envolvimento público para gerar uma maior participação voluntária dos cidadãos às questões sociais.O cenário das Organizações sociais nos dias atuais é investir na qualificação e no desenvolvimento das suas próprias informações. Ao mesmo tempo, que exige um contínuo aprendizado, ocorre a mobilização de novos instrumentos que, quando operacionalizados, geram uma verdadeira revolução cultural.

No Brasil o terceiro setor possui aproximadamente 12 milhões de pessoas, entre gestores, voluntários, doadores e beneficiados de entidades beneficentes, além dos 45 milhões de jovens que vêem como sua missão ajudar o terceiro setor.

Uma pesquisa feita pela Kanitz & Associados revelou alguns números das 400 maiores entidades do Brasil no ano de 2000. Segundo esta pesquisa, o dispêndio social das 400 maiores entidades foi de R$ 1.971.000,00. Ao todo, elas possuem 86.894 funcionários, 400.933 voluntários. (Sebrae)

Termina a histórica GREVE dos Educadores de Minas Gerais


Quem Luta, Educa!
Breve avaliação do dia 27 de setembro de 2011
"112 dias de greve.
197 horas de greve de fome.
Ao se fazer uma avaliação no calor dos acontecimentos, corremos o risco de sermos mais emotivos e menos racionais. Mas a ausência de espaços e momentos de avaliações contribuem para perdermos o caminho.
Sou da teoria de que recuar jamais, mesmo que seja para tomar impulso. Mas um movimento coletivo não é feito de características pessoais ou fogueira das vaidades. Deve ser pensado à luz de todos os fatores. A greve também não pode se tranformar num espaço de disputa para impor derrota ao outro, mas para a conquista de direitos.
A suspensão da greve, decidida em assembleia na noite do dia 27/09, não foi por uma concordância de que a proposta do governo nos contemplaria plenamente tão pouco significará a pacificação da categoria.
Iniciamos esta greve pelo pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional. O governo ficou por mais de 90 dias insistindo e investindo no subsídio como forma de remuneração. Quando finalmente apresentou um valor de vencimento básico, desconsiderou a carreira colocando um valor que não levava em conta a formação e o tempo de serviço.
Nesta terça-feira, conseguirmos uma negociação do Estado através da Assembleia Legislativa.
Nesta negociação conseguimos: o reconhecimento do Piso Salarial na carreira da educação (e não apenas para professor, conforme anunciado pelo governo), a suspensão da tramitação do projeto de lei 2.355. O Piso Salarial na carreira significa aplicá-lo na tabela de vencimento básico considerando os percentuais existentes (22% entre os níveis e 3% entre os graus). O reposicionamento da categoria nesta tabela (que está publicada no Informa 48 do sindicato) será objeto de definição por uma comissão com participação dos deputados estaduais, Governo e categoria, com impacto financeiro entre 2012 e 2015. O que nós não conseguimos avançar foi nos critérios deste reposicionamento. Mesmo porque o sindicato defende que tem que ser imediato e automático.
A comissão incia os trabalhos nesta quinta-feira, dia 29/09.
Quanto ao pagamento e reposição, estes assuntos serão objetos desta primeira reunião.
Por isso aprovamos que a categoria aguarde esta reunião para qualquer discussão de reposição.
As exonerações e sindicâncias anunciadas contra os servidores designados foram suspensas.

Porque a greve foi suspensa?

Porque conseguimos uma negociação e o reconhecimento do Piso Salarial na carreira. Foi à luz disto, somada à nossa dificuldade de reverter as decisões judiciais, o que fragilizava a situação de cada trabalhador que recuamos.
Pelo meu desejo, a greve continuava. Mas um movimento coletivo não é feito pelo desejo individual e saimos desta greve com o que fomos buscar: com o Piso Salarial.
Fica tudo resolvido? Não. Conhecemos este governo e sabemos que tudo que quisermos será através de pressão e luta. Por isso continuamos em estado de greve e o Comando de Greve se reunirá no dia 08/10 para avaliar a greve e o andamento dos trabalhos desta comissão.
A interlocução do Secretário de Estado de Governo (foi ele que assinou o Termo de Compromisso) foi importante. Este papel caberia à Secretaria de Estado da Educação mas quis assumir outro papel nesta greve.
Recuar dói. Mas é preciso reconhecer que avançamos. Muitos colegas não acreditaram que conseguiríamos uma negociação do Piso Salarial."
(Beatriz Cerqueira)

GREVE NA EDUCAÇÃO de Minas Gerais.

Ditadura em contexto diferente

Uma verdadeira aula de Cidadania pelas ruas de Belo Horizonte com reflexos em toda Minas Gerais.

Prabéns Educadores!

Cerca de 9mil trabalhadores e trabalhadoras em educação da rede estadual decidiram, em Assembleia Estadual ocorrida nesta tarde (08/9), no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), manter a greve por tempo indeterminado. Mesmo sem receber pagamentos, os educadores mineiros enfrentam a pior greve na educação e o pior governo, intransigente e incompetente em resolver os graves problemas existente no estado.Cadê a educação pública do 3º maior estado em economia do Brasil? Nossos jovens estão fora da escola a mais de 3 meses e ninguém faz nada.Aqueles que tem dinheiro já migraram para as escolas particulares.E os pobres...



Na oportunidade, o Governo insiste na proposta de um valor de Piso de R$712, a partir de janeiro de 2012, desconsiderando o tempo de carreira e o grau de escolaridade. A direção estadual do Sind-UTE/MG explica porque não atende. “A proposta nada mais é que o achatamento da carreira, não está aplicada a tabela de vencimento básico vigente e ela contemplaria apenas o professor, excluiria outros categorias de educadores. O Governo não apresentou proposta para os cargos de suporte à docência e, por isso também não cumpre a Lei .”

A direção do Sind-UTE/MG conclama a categoria a continuar mobilizada para fortalecer o movimento, que avalia ser justo, pois trata-se de um cumprimento à Lei Federal. Os trabalhadores vão se organizar e realizar vários atos e manifestações dialogando com a sociedade, divulgando panfletos, além de promover atividades de caça ao governador e manter a articulação com movimentos sociais e entidades sindicais, com objetivo de fortalecer a greve. O Sindicato orienta os designados a não assinar nenhum documento e a permanecerem em greve.


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Acorda Minas Gerais!!!

Coração de Jesus, cada dia mais Linda!!!

Estar em Coração de Jesus é estar no Paraíso!


Mais uma vez, Coração de Jesus demonstrou sua devoção ao padoeiro da cidade, "O Sagrado Coração de Jesus".
Lindos encontros religiosos aconteceram durante dos dias de festividade, culminando com uma belíssima procissão que reuniu todas as comunidades dos bairros, distritos, povoados e vilas, lotando assim o centro da cidade com milhares de pessoas ao encontro da PAZ.
Parabéns Corjesuenses!
"No coração de Jesus
Tenho tudo que eu quero
No coração de Jesus
Tenho a paz que eu preciso
Tenho o abrigo perfeito
Contra qualquer perigo
Tenho o apoio da mão
Do verdadeiro amigo"
(Roberto Carlos)

SOS EDUCADORES.wmv