COMPLEMENTAÇÃO DA HISTÓRIA VERBAL DE CORAÇÃO DE JESUS/MG

Coração de Jesus/MG
(foto:Selma Galiza)
Complementando a história de Coração de Jesus, escreverei um pouco sobre o “Casarão dos Rabelos”, que fica no início da Avenida Canabrava, próximo ao Cemitério Velho.
            Hoje, abril de 2019,  este Casarão faz parte dos monumentos históricos de Coração de Jesus/Mg.
            De todos os Casarões existentes, é um dos mais antigos em estilo colonial,  sede da Chácara do Canabrava,  conhecido pelos corjesuenses, principalmente os mais antigos, como o “Prainha”. Lugar onde na juventude dos anos 1930/90, muitos jovens e crianças divertiam-se às margens do Rio Canabrava em uma região popularmente conhecida  como a Prainha, que fica nas proximidades da sede desta Fazenda.
Terezinha Vasconcelos e João Galiza, em piquenique no rio Canabrava, "prainha" no ano de 1934
(foto: arquivos de João Galiza)
Quantas vezes já fomos nadar na Prainha, quantas vezes corremos de vacas bravas que eram soltas por lá!” Relatam alguns conhecidos. Quantas vezes a garotada foi a esta Prainha para colher, aliás, "pegar"  mangabas, pitombas, goiabas, coco macaúbas, castanhas e outros diversos frutos  do Cerrado que eram  encontrados nesta região, em grandes quantidades... Além de nadarem no rio Canabrava.
CASARÃO DOS BATISTAS
(Foto:Selma Galiza)
Dados da propriedade Chácara do Canabrava***  
A propriedade rural e urbana Chácara do Canabrava, nos subúrbios desta cidade de Coração de Jesus, Minas Gerais, às margens do Córrego Canabrava, com área de 200,16 hectares, em terrenos de cultura e Campo, encontra-se situada, uma casa sede denominada Chácara do Canabrava, na Rua Firmino Duarte, 203, Centro da Cidade, com duas portas e 6 janelas de frente, de 3 lances, coberta de telhas com frente para a Rua Firmino Duarte, com quintal cercado de arame farpado e achas de aroeira, ... Inclusive, existiam currais pregados na casa sede. Hoje existentes nos fundos do quintal.
Segundo historiadores, a casa Chácara do Canabrava, foi construída pela viúva conhecida por Dona Francelina ,que vendeu para o senhor Herculano Cândido Rabelo, pai de Dona Josefina Rabelo Conceição, que foi esposa do senhor Aristides Batista da Conceição, Ex.Prefeito desta cidade.
Com o falecimento do Senhor Herculano Cândido Rabelo, parte da propriedade ficou como herança para sua filha Josefina Rabelo Conceição e parte da sua terceira viúva, Dona Maria das Dores Rabelo, sendo que o senhor Aristides Batista Conceição, esposo de Dona Josefina Rabelo Conceição, adquiriu a parte da viúva e de outros formando a área total da propriedade, tudo conforme transcrições no registro de imóveis desta cidade e Comarca de Coração de Jesus Minas Gerais, sobre números 469, ... 1712.
Frente do Casarão dos Batistas
(Foto:Selma Galiza)
Na casa sede, Chácara do Canabrava, seus proprietários Aristides Batista da Conceição e esposa Josefina Rabelo Conceição, criou seus oito filhos, Sofia Rabelo Conceição, professora que foi casada com o senhor Luigi Nuzzi, Manoel Batista da Conceição, médico, foi casado com Jane Maria Batista, já falecido, Herculano Rabelo da Conceição, médico casado com Maria da Consolação Martins Rabelo, já falecida. Cecy Rabelo da Conceição Maia, contadora, viúva de João Maia Magalhães, Raimunda Nonata Rabelo Conceição, dentista falecida, Raimundo Nonato Rabelo Conceição, economista, casado com Antônia Marta Guimarães Rabelo, Hamilton Rabelo  da Conceição, médico casado com Maria Antunes, Pulquério Rabelo da Conceição, advogado casado com Nilda Lafetá Rabelo.
Com o falecimento do Senhor Aristides Batista Conceição, ocorrido em 24 de novembro de 1969, em seu inventário julgado em 1970, a propriedade com benfeitorias, inclusive, a casa sede Chácara do Canabrava, ficou para Dona Josefina Rabelo Conceição, transcrito no registro de imóveis sobre o número 452.
Em 25 de maio de 1977, Dona Josefina Rabelo doou a propriedade com benfeitorias, inclusive, a casa sede, Chácara do Canabrava para seu filho Pulquério Rabelo da Conceição, “Dr. Pulu”, conforme transcrição no registro de imóveis desta cidade sobre o número R 1/452, folhas 52, livro 2 b.
            Em 23 de setembro de 2003, conforme lei municipal de nº 395, sancionada em 14 de abril de 1997, a casa sede Chácara do Canabrava, foi Tombada pelo então Secretário de Cultura e comunicação senhor Wagner Leal Silva e pela Presidente do Conselho Municipal de Cultura de Coração de Jesus, Minas Gerais, Dona Maria Eloá Lafetá Vasconcelos para o patrimônio Municipal de Coração de Jesus, com o nome de “Casarão dos Batistas”.
Toda a propriedade, com a chave da casa sede “Chácara do Canabrava”, hoje denominada “Casarão dos Batistas”, continua pertencendo a Dr. Pulquério Rabelo da Conceição.***
Quintal do Casarão dos Batistas
(foto:Selma Galiza)
            No fundo do quintal deste casarão, existia um Engenho, mais conhecido como Trapiche que é, uma máquina destinada a moer a cana de açúcar, que consiste numa estrutura fixa onde se encontra um conjunto de ao menos dois cilindros, um recipiente, e um braço destinado a fazer rodar os cilindros. A máquina é movida a tração animal, geralmente bois. Para o efeito usa-se um animal, preso a uma das extremidades do braço, ou dois, podendo o segundo animal estar preso na outra extremidade do braço, ou ao lado do primeiro animal. O movimento circular do(s) animal(ais ) à volta da estrutura fixa faz acionar o conjunto de cilindros que vão girando, em sentidos opostos. A máquina é operada por dois trabalhadores, cada um colocado num dos lados da estrutura, que vão introduzindo, alternativamente, a cana nas finas ranhuras entre os cilindros. A cana é assim moída, e o suco da cana (calda ou garapa) é recolhido no recipiente colocado por baixo dos cilindros, para futuro tratamento.
Engenho doméstico de tração animal
            No Brasil, os trapiches foram usados nos engenhos de fabricação de açúcar. No período da escravatura, o trabalho animal chegou inclusive a ser ocasionalmente executado por escravos.
            Existiam também, no “Casarão dos Batistas”, dois Moinhos de moer milho, um Monjolo de solar arroz e uma gangorra. Monjolo é uma máquina hidráulicas rústicas, destinadas ao beneficiamento e moagem de grãos. A ferramenta foi importante, pois dispensava o uso de mão-de-obra escrava, que antes utilizava um pilão que trituravam os grãos de milho ou de arroz.
Pode ser usado para descascar e triturar grãos secos, resultando numa farinha mais espessa. Diversos alimentos, como o fubá e a farinha de milho, eram produzidos por meio do esmagamento nos monjolos. A ferramenta tinha capacidade de socar até trinta litros de milho em uma hora e meia. A expressão popular "trabalhar de graça, só monjolo" surgiu daí. Os monjolos, além de ecologicamente corretos, foram fundamentais para o desenvolvimento das atividades rurais nos séculos XVIII, XIX e XX.
Monjolo
            Com o efeito gangorra, a água impulsiona a ferramenta fazendo-a ter movimento. Em uma extremidade, uma concha é cheia com a água, fazendo a outra parte, equipada com uma estaca, se levante. Ao esvaziar a cuba, o movimento se inverte. Com esse movimento, os grãos vão sendo socados e moídos dentro de um pilão. Obviamente, a tarefa é mais demorada quando comparada com os equipamentos elétricos atuais, mas há considerável economia de energia.
            Além da função primária do monjolo de descascar e moer grãos, nas fazendas pelo interior do Brasil ele tomou também outra importante função: espantar pacas e lontras que vinham do rio para se alimentarem e que estragavam a plantação. A cada batida da mão do monjolo no fundo do cocho, respeitando a periodicidade que a água lhe implicava, um som de madeira ecoava pela mata, assustando e afastando os animais.
Quintal do Casarão
(foto:Selma Galiza)
            Encontra-se até hoje, neste casarão,  as casas dos moinhos e algumas peças, porém desativadas. Pode-se encontrar também, na localidade, o córrego que tocava os moinhos, o monjolo e a gangorra.  (Selma Galiza)

***(Dados fornecidos por Dr.Pulquério Rabelo ao aluno da E.E.Cel.Francisco Ribeiro, João Gabriel Rabelo Ruas para complementação de uma pesquisa escolar na disciplina de História)


Selma Galiza e Silvete Galiza na Prainha
Fotografadas no ano de 1982 por Sílvio Galiza


AVENTURA EM MANAUS-AM


Como passear pelo norte do Brasil
Eu (Selma Galiza), Carlos(esposo) e Kesley(filho)

           
Vou contar aqui nesta matéria, minha experiência de visitar a região norte do Brasil.
No início, pensei ser uma viagem pacata, mas agradável por gostar muito de estar em contato com a natureza. Quando falei para meus filhos desta minha aventura, Katyane, minha menina, foi logo me dizendo, “ está pretendendo contrair uma febre amarela!!!!...”E assim com outros amigos que achavam graça... diziam eles, “da minha coragem”.
            Tão grande foi minha surpresa, pela facilidade, quando reservei um hotel no centro histórico de Manaus/AM através da Booking e minhas passagens aéreas pela Gool, digo minhas, porque fui acompanhada por meu marido e nosso filho Kesley, que por estudar veterinária aceitou aventurar-se conosco.
Saímos de Montes Claros/MG e pegamos um vôo, aeroporto de Congonhas em Belo Horizontes/capital até o aeroporto de Galeão no Rio de Janeiro/RJ de onde partimos para Manaus/AM.
Como o  Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes  fica um pouco afastado do centro histórico, chamamos a Uber, e em poucos minutos estávamos no hotel.
Porto Fluvial de Manaus/AM
Em Manaus: além de ser uma cidade linda e cheia de museus e pontos turísticos interessantes, ela é a porta de entrada pra quem quer conhecer a incrível Floresta Amazônica. É o lugar perfeito pra quem gosta de natureza, aventura e sossego. A região é  bem estruturada para o turismo, mas infelizmente ainda recebe poucos brasileiros se comparada à outras regiões do nosso país, como o Nordeste, que na próxima matéria vou contar como foi minha experiência por lá.
sumaúma é a maior árvore da Amazônia e uma das maiores do mundo. Chega a ter 60 metros de altura e 40 metros de copa.
Pelo que ouvimos dos manauaras,  80% dos turistas ainda são gringos e essa realidade só começou  mudar depois da Copa, ou seja, há apenas 2 anos! Apesar disso, podemos dizer com toda certeza que foi uma das melhores viagens da nossa vida e que Manaus é um destino que merece nosso elogio.
Logo na manhã, após um delicioso café, preparado com a culinária regional, “aquela tapioca com creme de cupuaçu”, saímos para o Porto de Manaus que ficava bem pertinho, com objetivo de procurar uma agência de turismo e combinar passeios. Mas nada disso foi necessário. Assim que chegamos ao Porto, margem do rio Negro, lugar que arranca suspiro de tanto lindo, vários agentes procuravam-nos oferecendo pacotes a todo preço.
Rio Negro/Manaus

Navegando pelo Rio Negro

Escolhemos este passeio logo no primeiro dia e foi uma delícia, ótimo pra ter o primeiro contato com a selva. Os locais visitados ficam mais próximos de Manaus e são todos bem organizados e com bastante estrutura turística. O passeio é um combinado bem completo com várias atrações típicas da floresta. Compramos o tickt, entramos no catamarã e partimos.
Encantada com o encontro do Rio Negro e Solimões!!!
A primeira parada foi no encontro das águas. Depois, o barco passa em uma feirinha de artesanato, onde alguns moradores locais levam bichos como preguiças, macaquinhos, cobras e até um jacaré para os turistas tirarem fotos (mas, pra ser sincera fiquei com dó dos bichinhos que passam de colo em colo o dia todo). A próxima parada já é no restaurante flutuante onde almoçamos um buffet com comidas típicas da região… delicioso!! No mesmo local, tem uma passarela que leva para uma lagoa cheia de vitórias-régias e no caminho dá pra ver muitos macaquinhos soltos na floresta que são atraídos pela curiosidade ao ver os turistas e por serem acostumados a receber comidas nestas visitas.
Encontro do Rio Negro e Rio Solimões em Manaus/AM

Restaurante flutuante no Rio amazonas


O passeio segue pelos igarapés, um curso de rio bem estreito com floresta dos dois lados, até chegar no local onde nós nadamos com o boto cor de rosa. É uma experiência única na vida! Muito bom mesmo!
A última visita é em uma aldeia de índios. Eles mostram algumas danças típicas e explicam um pouco sobre sua cultura… Acho que essa foi uma das partes que eu mais gostei. Fiquei encantada e emocionada. Até dançamos com a tribo...”pezinho praça...pezinho pralá...”
Fazendo trilhas pela Floresta Amazônica ao encontro da Vitória-régia


Oca na aldeia dos índios Pataxós

Este passeio é uma ótima pedida pra quem tem curiosidade de conhecer a selva, mas não quer passar a noite por lá ou não tem tanto tempo em Manaus. Os locais visitados são lindos, tem um guia que nos acompanha e passa todas as informações sobre os pontos, tudo era bem seguro e o almoço era uma delícia!

Em plena Floresta Amazônica

FAZENDO TRILHA PELA FLORESTA AMAZÔNICA
Como José Carlos, meu marido, é professor de Ed.Física, fazer trilhas seriam essenciais e obrigatório para completar esta aventura pelo norte. E assim fomos os três, no dia seguinte e em outros dias também, caminhar em meio a Floresta Amazônica. Cada dia um pouco, e em cada caminhada uma surpresa deliciosa...Eu jamais havia imaginado que caminhar dentro da Floresta fosse tão agradável. Quero repetir...
Folhas de uma floresta latifoliada, a Floresta Amazônica

Pão de índio, frutas da Floresta Amazônica
As caminhadas são realizadas na floresta primária de terra firme, em trilhas pouco exploradas e com o acompanhamento de guias locais experientes, outros dias não contratamos guias, fizemos as trilhas somente nós três, seguindo as setas e placas de indicações. Uma aventura ímpar. Caminhos onde são revelados alguns dos mistérios amazônicos. Durante a caminhada o guia passa noções de sobrevivência na floresta, explica sobre a vida selvagem amazônica,  sobre árvores, frutas e frutos silvestres, mostrando plantas que são comestíveis, medicinais e úteis para vários outros fins. Na época da seca a trilha pode ser inteiramente a pé e na época enchente é necessário utilizar barcos ou canoas para se chegar a terra firme.

Árvore gigante da Floresta Amazônica

Selma e Kesley apreciando uma pedra de torrar farinha.
É uma trilha de nível bem fácil e plana o tempo todo, mas não paramos de suar por um minuto… o calor e a umidade são tão intensos que parece que a gente está em uma sauna! Pelo caminho o guia  mostrou-nos  espécies de árvores e plantas, algumas usadas pra fazer remédios, outras pra perfumes e outros que são fumadas pelos índios. Conhecemos também os  igarapés que são entradas dos rios principais, na floresta. Na Amazônia os igarapés podem ser enormes, navegáveis e normalmente são as áreas mais ocupadas pelas populações ribeirinhas. Fizemos uma trilha pela Floresta Amazônica nas margens do Igarapé Jaraqui. A trilha impacta pelas dimensões das árvores e a sensação de estarmos num dos ambientes mais inóspitos do planeta. Fica evidente o imenso conhecimento milenar que as tribos indígenas desenvolveram e que permitiram aos povos das florestas uma sobrevivência harmônica com esse ambiente hostil. As crianças índias, desde muito cedo começam a ter contato e são estimuladas a conhecer as propriedades medicinais da flora amazônica.
frutos da Floresta Amazônica
Rapidamente, numa caminhada de apenas duas horas, encontramos plantas com propriedades anestésicas, antiinflamatórias (quinino), antitérmicas, além de cipós que produzem um leite capaz de substituir o leite humano e uma goma utilizada na produção da goma de mascar. Encontramos também um exemplar do pau-rosa, cuja casca é utilizada como fixador na indústria de perfumes. É do pau-rosa que se fabrica o famoso perfume Chanel Número 5, conhecido mundialmente por ter sido o perfume preferido de artistas famosos. Triste o sentimento de perda, quando percebemos de que forma a ciência e os cientistas, representando grandes laboratórios internacionais, muitas vezes travestidos de ONG’s em defesa da Amazônia, se apropriaram da biodiversidade local, utilizando o conhecimento primário indígena, levando para esses laboratórios as informações que foram transformadas em produtos industrializados e devolvendo muito pouco às comunidades e à região.
Floresta alagada
Fomos também apresentados a cipós de tamanhos e características diversas, que são utilizados na produção de cordas para arcos e outros utensílios.
O ENCONTRO DAS ÁGUAS E AS PRAIAS DO NORTE
Vitória-régia
O encontro das águas é um fenômeno natural facilmente visto em muitos rios da Amazônia. Os fatores para isso ocorrer na região variam desde questões geológicas, climáticas, termais ou até mesmo o tamanho ou a acidez dos rios. Os rios Negro e Solimões correm juntos por 6 km até formar o Rio Amazonas
Foi um dos passeios imperdíveis que fizemos na maior metrópole da Floresta Amazônica.
Poucos sabem, mas Manaus oferece mais de uma dezena de praias.
Nadando com os botos cor-de-rosa no rio Negro em Manaus/AM
As praias do Rio Negro têm areias branquíssimas que dão um contraste maravilhoso à paisagem e fazem desses lugares pontos de encontro do verão amazônico, onde é possível interagir com a natureza, nadar, praticar esportes e ainda provar pratos típicos da região nos “flutuantes”- bares e restaurantes à beira dos igarapés. Algumas praias vão e vêm de acordo com o sobe e desce das águas, outras estão presentes o ano todo.
Praia da Ponta Negra em Manaus/AM
 Ponta Negra: A mais urbana, mais acessível e a mais famosa de todas de Manaus. Está localizada no bairro nobre de Ponta Negra, na zona oeste da cidade, a 13 km do centro histórico. O balneário, com praia banhada pelas águas do Rio Negro, foi revitalizado e oferece infraestrutura completa, com equipamentos urbanos como calçadão, banheiros, duchas, jardins, mirante, anfiteatro, estacionamento e iluminação noturna.

Praia da Lua ( rio Negro )
Praia da Lua : É uma praia de areia branca, de águas quentes e calmas, de diferentes tons de amarelo, passando pelo marrom até chegar ao cinza escuro do Rio Negro. Está a 16 quilômetros do Centro Histórico de Manaus, a apenas 10 minutos de barco/lancha da Marina do Davi, na Praia de Ponta Negra. É natureza pura. Uma das praias preferidas dos locais, por isso aproveite para curtir o local durante a semana.


Largo de São Sebastião em Manaus/AM
Visitando o Centro Histórico de Manaus
Teatro Amazonas em Manaus/AM
Inaugurado em 1896, a história do Teatro Amazonas está totalmente relacionada com o chamado Ciclo da Borracha, época em que a região amazônica vivia o auge da exportação de látex para a Europa. Ele foi construído como opção de cultura e lazer para os industriais e as companhias estrangeiras que passavam pela cidade e projetado por arquitetos franceses e de outras partes da Europa. Toda a decoração e pintura do teatro também foram feitas por especialistas “importados”, por isso a arquitetura é tão detalhada, fina e pomposa, contrastando com a rusticidade da floresta amazônica.
O teatro oferece visitas guiadas que contam sua história e remetem às suas diversas fases até chegar nos dias de hoje. Adoramos fazer esta visita. Assistimos também uma apresentação no domingo à noite. Foi muito lindo!!!
Mercado Municipal Adolpho Lisboa em Manaus/AM
O Mercado Municipal Adolpho Lisboa fica bem pertinho do porto, no centro de Manaus. Ele também é um dos prédios históricos da cidade, com arquitetura baseada em um mercado de Paris. Construído em 1880, o local tem vários boxes que vendem artesanato local, frutas, cosméticos, cachaças e também uma praça de alimentação com comidas típicas.
Visitamos também a Feira da Banana.

A Torre

Torre de Observação da Floresta Amazônica no MUSA


MUSA : Museu da Amazônia
É um museu a céu aberto que fica dentro de uma Reserva Florestal e divide espaço com o Jardim Botânico de Manaus. Lá tem algumas trilhas guiadas pelo meio da floresta, onde ficamos em contato direto com a fauna e a flora local e com os bichos que podem ser avistados pelo caminho. Visitamos também um borboletário experimental, bem bonito e com várias espécies diferentes de borboletas.
Selma Galiza
Isso sem falar na atração mais famosa do MUSA: uma torre com 42 metros de altura (o equivalente a um prédio de 14 andares) que fica acima da copa das árvores! Na verdade a torre tem 3 plataformas e visões diferentes. Na primeira a gente vê os troncos das árvores e, segundo nossa guia, é o melhor local pra ver alguns bichos como a preguiça . Na segunda a gente já está na altura das copas, onde é bom pra avistar pássaros, e na terceira subimos acima das árvores e conseguimos avistar Manaus de um lado e uma floresta imensa do outro… É muita árvore! O passeio é super bonito e vale muito se você tiver um tempinho sobrando…
Museu do Seringal
Selma e Carlos no Museu do Seringueiro em Manaus/AM

É assim que apura a borracha


Nós adoramos ter conhecido este museu! Na verdade ele é uma casa restaurada que serviu de cenário para a gravação do filme “A Selva”, de Leonel Vieira (uma adaptação da obra do escritor português Ferreira de Castro), por isso é totalmente decorada com os móveis e objetos usados na época do ciclo da borracha.

Casa restaurada que serviu de cenário para a gravação do filme “A Selva”, de Leonel Vieira (uma adaptação da obra do escritor português Ferreira de Castro)
Lá dentro um guia te acompanha contando toda a história dos seringais e mostrando o luxo da casa do Barão, em comparação com a pobreza em que os funcionários (semi-escravos) viviam. É um passeio muito interessante porque retrata uma história que faz parte do nosso país, mas às vezes é tão distante da nossa realidade. Mas como tem muito que contar, também vou deixar os detalhes para outra matéria.

DELÍCIAS QUE PROVAMOS EM MANAUS

Carlos saboreando um Pirarucu
Tacacá
Feito com tucupi, goma de farinha de mandioca, folhas de jambu (que amortece a língua) e camarão. Provamos o tacacá no lugar mais famoso e acolhedor de Manaus,  a barraca da Gisela, que fica bem ali na praça,  frente para o Teatro Amazonas.
Cobra Sucuri?
Bicho Preguiça



Costela de Tambaqui
Tem um restaurante delicioso também no Largo de São Sebastião (praça do Teatro) chamado Tambaqui de Banda.
Moqueca de Pirarucu
Nós experimentamos uma sensacional feita com tucupi e castanha do Pará no restaurante Banzeiro, que é bem famoso, mas um pouquinho mais afastado. Ele já é mais sofisticado e carinho que os outros, mas vale conhecer! 
Suco e sorvete de frutas típicas
Também no Largo São Sebastião tem uma casa de sucos naturais chamada African House e, na outra esquina, a sorveteria mais tradicional de Manaus, a Glacial. Experimente os sabores cupuaçu, taperebá (também conhecido como cajá), tucumã e burití.
Açaí
 Lá eles comem tanto o açaí salgado (sim! com farinha, camarão seco, às vezes peixe..) quanto o doce. Mas não é bem o doce como nós conhecemos aqui no Sudeste. Pelo menos os que nós provamos eram adoçados com açúcar (e não com xarope de guaraná) e era servida com farinha de tapioca, farinha d’água, aquela mais grossa que tem umas bolinhas (a que é usada pra fazer a tapioca que nós comemos – ou beiju – é chamada de goma de tapioca, não farinha)… muito diferente né?!
Gostaram desta matéria?
Breve aventuras pelo nordeste do Brasil.
Beijos


HISTÓRIA VERBAL DOS BAIRROS DA CIDADE DE CORAÇÃO DE JESUS/MG.

Praça Ferreira Leal
Distrito criado com a denominação de Santíssimo Coração de Jesus, pelo Decreto de 14/ 07/1832, Lei Estadual nº 2, de 14/09/1891, subordinado ao município de Montes Claros. Elevado à categoria de Vila, com a denominação de Inconfidência, pela Lei Estadual 556, de 30/08/1911, desmembrado de Montes Claros. Sede na antiga povoação de Santíssimo Coração de Jesus. Constituído de três distritos: Inconfidência, Extrema e Jequitaí. Foi emancipado no dia 01/06/1912. Teve sua denominação alterada, de Vila Inconfidência  para município de Coração de Jesus.

Entrada de Coração de Jesus
Em 2018, Coração de Jesus é formado por 20 bairros  e alguns distritos e povoados.
Bairro Chora Menino
Rua 8, bairro Chora Menino
O bairro Chora Menino, pode ser apresentado como uma das extremidades da cidade de Coração de Jesus, isso porque se localiza próximo a uma fazenda, mas não muito longe da área central, apesar de pouca urbanização local, sendo informalmente considerado como um dos limites da cidade. Após grande parte do mesmo, não há presença de nenhum outro bairro. Neste bairro é notável a sua semelhança com outra região da Cidade, como por exemplo, o bairro Bom Jesus que será apresentado a seguir.
Chora Menino
O Chora Menino, apesar de estar situado próximo ao morro vermelho da subestação, faz parte da região considerada centro da cidade, inclusive sendo motivo de dúvidas e confusão para alguns moradores que recebem suas correspondências às vezes com o endereço de centro e outras está presente o nome, Chora Menino.
História de formação do Bairro
Chora Menino
O bairro Chora Menino, foi um dos primeiros bairros da cidade a se formar, isto porque, até então o município era representado apenas por bairros mais próximos da região central em décadas atrás quando  ainda não existia determinadas divisões. Coração de Jesus que até então não recebia esse nome era constituído de fazendas e ranchos, e não havia  uma grande aglomeração de pessoas em determinada região, portanto não recebia essa classificação. A partir de relatos feitos por muitos moradores, registramos que a formação do local ocorreu  semelhante à das demais regiões da cidade. Como foi dito anteriormente, onde hoje é o bairro Chora Menino, existiam fazendas e ranchos, e no mesmo, encontrava-se uma lagoa que na época possuía grande volume de água, o que era de grande proveito para os moradores que utilizavam dessa fonte natural para pescar ou banharem-se nadando enquanto as mulheres levavam e lavavam as roupas naquele mesmo lugar.
A necessidade de estar perto desse elemento natural, a lagoa, que era de grande serventia para todos, gerava nas pessoas a vontade de se fixarem por aquela região desencadeando mais tarde o que hoje conhecemos como Chora Menino.
A história de formação do bairro, e o Porquê do mesmo receber esse nome são sustentados por uma lenda muito conhecida em toda a cidade.
Não é à toa que essa região da Cidade recebe essa denominação. Ao concluirmos esta pesquisa,  ouvimos várias versões da lenda que explica o nome do bairro, e aqui, citaremos duas delas que, inclusive serão retratadas em uma entrevista firmada que foi feito pelos alunos da Escola Estadual Benício Prates. 
Uma das versões que ouvimos, contada pelos moradores do Chora Menino, município de Coração de Jesus, é de que "uma Escrava que trabalhava para um senhor, dono de uma fazenda, ficou grávida desse proprietário. Sua  esposa, ciumenta que era,  ordenou que jogasse a criança nessa Lagoa, assim que ela viesse ao mundo..." Outra versão que também é muito aceita pela população, é a de que a filha do fazendeiro engravidou de um trabalhador da fazenda, um Capataz. A mulher que cuidava da filha do fazendeiro, sua ama, levou-a para essa Lagoa para que ela jogasse a criança lá e, após esse acontecimento, a filha do fazendeiro não conformava com essa situação... Perdendo o Juízo! ...E, todas as noites, ouvia-se o choro do seu bebê ecoando do meio da lagoa e das Taiobas que o cobriam; daí surgiu o nome chora Menino.
No bairro Chora Menino podemos perceber que a coleta regular e diária do lixo urbano, associada ao serviço prestado pelas varredeiras, faz a diferença, pois a limpeza das ruas pelas quais transitamos nos permite perceber claramente a eficiência desses serviços porém ainda assim também são vistos em alguns lugares do bairro, pequenas quantidades de lixo que são depositados e jogadas ali mesmo nos terrenos baldios e em lotes vagos que  são os ambientes preferidos por esses moradores. Outro fator importante é que a presença de recipiente que pode armazenar água é grande, isso porque nessas vasilhas, tampas e garrafas podem estar armazenados as larvas do mosquito Aedes aegypti, mais popularmente conhecido como mosquito da dengue, que assola a saúde da comunidade local. Essa pequena quantidade de lixo, apesar de passar despercebida por muitas pessoas, inclusive pelos próprios moradores, pode ser fator determinante na proliferação por todo o município e a mudança de hábitos por parte dos moradores que ainda insistem em depositar o lixo em locais indevidos seria de extrema importância no combate da propagação desse mal.
Rua 8 - Bairro Chora  Menino
Arborização do bairro Chora Menino

Do percurso feito, o contato com a natureza é intenso. Isso porque, mesmo nos locais do bairro que estão mais urbanizados com maior número de casas e pavimentação, as aves estão sempre presentes. Na maioria das ruas, sempre percebemos a presença de árvores; o que é algo muito positivo, tanto para o município, quanto para o bairro. Isso nos mostra uma maneira diferente de se desenvolver ao longo dos anos, pois, em muitos outros bairros, o homem foi invadindo o espaço da natureza e em muitos casos, não achando o suficiente, espaço para os dois, desmatou, cortou árvores, simplesmente para adaptar-se ao local onde desejava habitar. Como é o caso da Gameleira próximo da escola que foi cortada por questões de segurança dos moradores que se instalaram próximo a ela. Nas demais regiões do Bairro, com menor presença de urbanização, o contato com a natureza é ainda mais intenso, pois o verde natural, simplesmente toma conta os moradores que relatam ter somente alegrias, por estarem todo  o tempo em contato com a natureza, sem precisar sair da cidade.
Nascente no Chora Menino (foi aqui que iniciou toda a história que deu origem ao nome do bairro)
São observados com facilidade nesta região, vários tipos de vegetação  rasteira, vegetação típica do Cerrado. e até árvores que dão frutos como mangueiras, bananeiras e dentre outras. A vegetação também está presente nas partes mais altas do Bairro com mais exatidão no Morro. Alguns moradores, até tem  o morro como quintal de casa, devido à grande proximidade com suas residências. Em certos casos, há presença de muros neste morro que são construídos com o objetivo de oferecer mais segurança aos moradores devido ao livre acesso ao morro e consequentemente ao seus quintais. A presença de árvores e da vegetação nessa região mais alta, atrás do bairro, gera um firmamento maior da terra presente neste ponto, reduzindo os riscos de deslizamentos de terras e quaisquer sedimentação que passa a ser desencadeada em caso de chuva por exemplo.
Saneamento básico
No bairro Chora Menino, nas regiões centrais, a maioria das residências conta com o saneamento básico que está relacionado ao abastecimento de água e manejo de água pluvial, a coleta e o tratamento de esgoto, limpeza urbana. Em outras regiões, a falta de saneamento básico em determinadas residências, acaba gerando um descarte irregular de resíduos domésticos e esgoto originados das atividades urbanas muitas vezes jogados na rua ou em alguns terrenos baldios.
Existem nas residências dos bairros uma notável  produção de hortas domésticas.
Ainda é encontrado também cisternas feita pelos moradores que alegavam pouca  necessidade de contar com este método de capturar e armazenar água. Isso remete à ideia da eficiência do abastecimento da água da empresa responsável que é a COPASA.
No bairro, não existem praças e jardins que poderiam servir de lazer para os moradores. Inclusive, reclamações e queixas relacionadas à infraestrutura são constantes e por parte dos moradores que desejam maior atenção dos administradores.

Sob esta mata existe uma caverna ainda não explorada
Ao pesquisar a história do bairro  Chora Menino, foi possível conhecer mais sobre o nosso município, passar por lugares que até então eram desconhecidos, escutar a palavra de pessoas sábias que tem muito o que ensinar para essa nova geração, e principalmente, conhecer mais sobre uma das luzes da cidade nos mostrando aspectos culturais de Coração de Jesus. O contato com a natureza também foi característica marcante, mostrando o quanto o mundo, fora da zona rural de conforto convencionais é interessante. Conhecemos a variedade da natureza que se manifesta das mais diferentes formas no decorrer do bairro. Além disso foi possível ver alguns problemas que o bairro ainda enfrenta e que na maioria das vezes,  são causados pelos próprios moradores. Como o descarte irregular de lixo e esgoto o que podem desencadear uma série de doenças dentre elas uma que é bem comentada nos dias atuais: a dengue que faz vítimas por por todo o município.


Baixa do Guedes
Além disso foi possível ver alguns problemas que o bairro ainda enfrenta.   A propagação dessa doença é causada pela falta de cuidado quanto à recipientes e embalagens depositadas em locais indevidos. O bairro também apresenta problemas como a infraestrutura, pois algumas residências não estão ligadas à rede de esgoto. Outro fator que também põe em risco a segurança dos moradores é a falta de iluminação pública em algumas partes do Chora Menino. O bairro também não conta com lazer para seus moradores, não possui nenhuma praça ao espaço livre. Conhecemos também moradores  que buscam produzir em sua pequena horta doméstica,  alimentos para sustentarem suas famílias.
Bairro Baixa do Guedes
Centro Oftalmológico da Baixa do Guedes

 História de formação do Bairro
"Baixa do Guedes" é um bairro tradicional da cidade de Coração de Jesus/Mg, embora pequeno e bem centralizado.  Era um espaço livre até o ano de 1943. Em 1946 com a construção do Hospital Coração de Jesus, antes conhecido como hospital São Vicente de Paula, acelerou-se o crescimento e ocupação desta região. Este bairro se estendia do "beco do Major" até o moro vermelho, limitando-se com o atual Mercado Municipal. Com uma única igrejinha, pertencente a família dos  Lafetá; além da Capela do Asilo e algumas casas. Os primeiros moradores que construíram sua casas na rua Padre Félix, fundo do Major, foram o senhor João Santiago de Galiza e Geraldo Santiago de Galiza. Esta rua tinha um nome bem característico a sua criação: rua dois irmãos. Só mais tarde recebeu o nome atual.

Baixa do Guedes
No centro do bairro tem uma "caverna" (gruta), que foi transformada em esgoto e não tendo mais como recuperá-la, por causa dos dejetos depositados no local, sendo o principal, vindo do hospital São Vicente de  Paula, hoje Hospital Municipal, está abandonada e ainda sem ser explorada, embora muito linda; assim relaram algumas pessoas que já haviam visitado a mesma antes da existência do esgoto. Ela possui dois grandes salões e galerias que chegam até o morro da chacrinha onde passa o rio Canabrava. Relatam-se  que havia aparecido um santo na pedra dessa caverna, e muitos fieis faziam orações no local. A verdade, o que aconteceu, foram os cupins que fizeram suas casas com essas pedras e com a vinda  das chuvas, essas casas de cupins foram destruídas, assim deixando as manchas que se assemelhava com a imagem de Jesus Cristo que eram visível, impressionando as pessoas que ali passavam. Depois da criação do Hospital São Vicente de Paulo foram aparecendo novas ruas,novas casas, moradores, alguns pontos de comércio... e assim começou a formação da Baixa do Guedes.
Guedes, era o nome do dono daquelas terras que foram vendidas para várias pessoas que começaram a  construir suas casas.
Capela dos Lafetá
O bairro Baixa do Guedes conta atualmente com aproximadamente 40 moradores, dados do agente da saúde do bairro.
Quando à higiene do bairro, começamos a falar sobre o lixo urbano, ressaltando que o lixo urbano mais conhecido pelo cientista por resíduos sólidos urbanos, são resíduos que não tem mais uma função útil em residências ou indústrias e são descartados, constituindo um dos problemas ecológicos que mais preocupa a comunidade local e ambientalistas pois este lixo urbano contamina as águas e solos, além de produzir gás metano que contribui consideravelmente com efeito estufa.
A partir da Revolução Industrial,a produção em massa, impulsionou o consumismo, tornando a sobra de resíduos muito intensa, sendo impossível armazenar essas obras dentro de residências ou indústrias. Por atrair vetores de doenças, foram construídos lugares específicos para armazenamento dos mesmos. Os famosos lixões.
 
Quanto ao lixo urbano no bairro Baixa do Guedes, é muito pouco, apenas sacolas plásticas trazidas pelos ventos. O caminhão de lixo Urbano passa regularmente fazendo a coleta, diminuindo a sujeira, o que ajuda em muito da Preservação do bairro.  Praticamente em toda a porta da casa tem uma árvore plantada, tem uma semi praça onde as árvores são de porte médio e grande e tem nas portas das residências e na as calçadas árvores de grande e pequeno porte. O que passa a ideia de um bairro bem cuidado, tanto pela Beleza, quanto pelo sossego e conforto para o bem dos moradores. Além de arejado e  um lugar mais fresco, ventilado, diminuindo o calor, além de oferecer sombra e até um abrigo para animais da Região. Quanto ao saneamento básico nas residências é ótimo, alguns moradores usam fossa residencial, o que não é errado; e muitos já estão usando a rede de tratamento de esgoto.
Baixa do Guedes
O indesejável problema com o saneamento básico é o esgoto de muitos lugares inclusive do hospital que é jogado na rede clandestina (conf. COPASA este esgoto foi desativado) que tem como destino a caverna que existe na baixa do Guedes.  
Muitos moradores tem cuidado em ter a sua própria horta doméstica, preferem cultivar remédios frutas e hortaliças mesmo cultivando apenas um tipo de fruta.
Mesmo sendo uma interessante forma de reaproveitamento, apenas em um lugar encontramos cisternas e a água reservada ajuda muito nas despesas, experiências que diminui o custo da água sendo usada para limpeza da casa e lavagem de roupa.
 jardinagem no bairro:  Em todas as casas os moradores têm o hábito de plantar e cuidar de plantas ornamentais, por tornar o ambiente mais leve harmônico. Não ha poluição no bairro, época de poucos carros diminuindo assim a poluição do ar e sonora, não tem fábricas e indústrias perto. Pouco barulho, não tem propagandas nas ruas nem nos muros ( poluição visual ) e a água usada é da Copasa, não tem Rio nas proximidades do bairro.
Asilo São Vicente
Os Projetos desenvolvidos pelo grupo que fez esta pesquisa no bairro , tem o objetivo de incentivar os moradores a plantar e cultivar a sua própria horta doméstica. Concluímos que, se eles recebessem uma muda teriam a iniciativa de plantar mais, e se já possuírem, será mais uma forma de aumentar as variedades já cultivadas. "Ficamos muito felizes, porque em todas as casas os moradores nos receberam com muita alegria e tivemos a certeza que serão plantadas e colherão os frutos limpos, sem agrotóxico ou contaminação". O nome desse projeto é Distribuição de mudas frutíferas no bairro.  Projeto que foi desenvolvido no bairro, juntamente com  a distribuição de sacolas reutilizáveis,  confeccionadas com tecidos,  intenção estas, de diminuir a utilização de sacolas plásticas protegendo o meio ambiente.
Fundação José Alves Macêdo
História do asilo São Vicente
O asilo foi criado pelos Vicentinos que também eram os administradores e tinham participação da prefeitura. Depois criaram a Fundação Antônio Augusto de Mattos, Presidente por muito tempo. A fundação do asilo passou a ser terceirizado, não tendo participação nem dos Vicentinos, nem da prefeitura. Só teve dois presidentes: Eduardo Rocha, por  oito anos e Paulo Antonio de Mattos que começou em 2015.
De quatro em quatro anos tem eleição para Presidente, com participação do Conselho formado por mais de 30 membros. Pode ser eleito apenas pessoas que participam do Conselho, pois  é uma instituição filantrópica. Hoje conta com 33 internos 17 funcionários com atendimento 24 horas por dia. A estadia é permanente dos internos com idade superior a 60. Conta com 4 internos com idade inferior que já moravam desde antes de ser criada a fundação. A renda é através dos benefícios da aposentadoria e doações voluntárias. Essas doações qualquer pessoa pode estar fazendo. Elas correspondem a  roupas, alimentos, sapatos, mantimentos de limpeza geral. O uso do uniforme é feito somente em eventos para facilitar a identificação dos internos e absoluta segurança. Todos têm assistência médica, Odontológica, nutricional.(Pesquisa elaborada pelos alunos da E.E.B.Prates, sob coordenação da Prof.Geografia Selma Galiza).
Praça Ferreira Leal
Centro de Coração de Jesus.
Todos os imóveis eram de modelo colonial, não havia Jardim, era simplesmente uma praça, até o ano de 1962. Em frente à igreja Matriz, havia um monumento com Cristo que, em 1963 foi demolido e o Cristo foi transferido para o alto do morro de Lourdes. No ano de 1962, foi demolido a igreja do século 17, na época sob responsabilidade do Vigário Pároco Padre Colatino Mesquita e, próximo ao local, frente à praça, foi construído um prédio moderno. Uma nova igreja foi reerguida com arquitetura moderna para época. Hoje, o que resta do patrimônio arquitetônico do sistema colonial são apenas alguns imóveis como o casarão,  uma casa antiga, o mercado e um imóvel hoje pertencente à família Araújo que atualmente lutam para vê-lo preservado.
Início da Avenida Montes Claros
O centro de Coração de Jesus não é muito extenso, porém, alguns pontos de comércios, lojas de roupas, utilidades diversas, Materiais de Construção e Agropecuária, etc. Existem também praças que fazem com que a cidade fica ainda mais bonita. Ha muitas casas espalhadas por diversas ruas desse bairro, inclusive muitos monumentos históricos que embelezam o centro da cidade de Coração de Jesus. Encontramos também, o Terminal Rodoviário de Coração de Jesus, a Prefeitura Municipal,  Matriz, Hospital Coração de Jesus, as E.E.Major José Elias e a E.E.Cel.Francisco Ribeiro, Delegacia de Polícia, supermercados, Laboratórios, Museu, etc....
Figura (coração) que representa a cidade de Coração de Jesus
No centro de Coração de Jesus, além da quantidade de pontos de comércios, há muitas pessoas que residem ali,cerca de 346 pessoas de todas as idades, crianças, idosos e adolescentes além de animais de estimação.
Rua Comendador Lafetá
Existem muitas maravilhas no município de Coração de Jesus, estado de Minas Gerais, a começar pela convivência da população e seu relacionamento com a natureza. Essa harmonia é um diferencial muito importante, tornando a cidade um lugar aconchegante para residir, passear e recordar aqueles tempos, quando o estilo de vida ainda era prioridade, e os dias passavam mais lentos, as pessoas se comunicavam com mais frequência, a satisfação de compartilharem suas alegrias, como estava a saúde ou até mesmo um simples como vai?
Sr.João Galiza, Terezinha V.Galiza, Maria Galiza, Luiz Galiza e Srª Joana Josefa de Carvalho, em 1934
Morro de Lourdes
A famosa Praça da Matriz passou por várias transformações durante a história de Coração de Jesus. Essa é a terceira igreja construída nela. Antes existia a capela do Sagrado Coração de Jesus, depois a velha Igreja Matriz historicamente belíssima e com traços do século 17. Foi demolida na década de 70. "-Hoje estamos com uma representada na foto acima passando por algumas reformas atualmente, mas que demonstra o sentimento de fé que permanecem em nós corjesuenses, além de muitas outras religiões católicas e evangélicas". Na década de 1970 existia neste mesmo lugar um lago onde as crianças brincavam de "parte queijo", roda e outras brincadeiras que hoje não se encontram mais.
Praça Dr.Samuel Barreto

Existem em Coração de Jesus várias praças destinadas ao lazer da população e embelezamento da cidade. Essa Praça é uma das mais belas bastante arborizada e com uma infraestrutura mais adequada ao lazer. Todos devem preservar as Praças e os variados patrimônios de sua cidade, assim como os patrimônios públicos construídos para o benefício da comunidade.
Foto do centro de Coração de Jesus no ano de 1940
Foto do centro de Coração de Jesus no dia 06/05/2018
 Coração de Jesus é hoje uma das melhores cidades para viver, bonita, tranquila, comunidade amiga e solidária, livre de acidentes por fenômenos naturais e muito mais. Coração de Jesus, assim como outros municípios, também está caminhando ao lado da modernidade, mas sempre em busca de conforto e segurança. São passos lentos, sem deixar para trás sua bagagem de culturas ricas que acompanham e se misturam com os dias de hoje, formando um emaranhado de surpresas que só quem vive neste lugar ou faz uma visitinha é capaz de sentir. É como diz o velho ditado, "quem bebe desta água, jamais se esquecerá e para cá retornará".
Cristo Redentor/Morro de Lourdes
Outra atração em Coração de Jesus é o belíssimo morro de Lourdes que hoje está um pouco largado e destruído, mas ainda é lindo pela natureza local. Quanto ao saneamento básico existentes em Coração de Jesus,  no centro da cidade, é de responsabilidade da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) e da ETA( Estação de Tratamento da Água) que é monitorada pela COPASA de Minas Gerais e tem desenvolvido muitos projetos que resolvem os problemas a ela relacionados. Os poucos rios existentes não estão poluídos e a água embora racionada, chega até as residências bem tratada e suficiente para abastecimento das famílias. No centro de Coração de Jesus,  o abastecimento de água potável, acontece em quase 100% das casas e,  a coleta e tratamento de esgotos em 85% das casas, pois algumas  ainda não aderiram ao projeto.

Renovação
Bairro Renovação.
Esta história foi escrita baseada no depoimento de um morador que chegou no bairro por volta de 1977... 1978. Afirmou que "essa região era apenas mato, exceto pela Tapera do Senhor Jorge Leal e pelo Rancho da Dona Lúcia na região que se dava por nome de Arião. Tinha várias separações de terras e,  apenas uma entrada conhecida como Estrada do boiadeiro. Existia também uma imensa Barroca na região central do bairro".
Ele, o bairro Renovação,  foi evoluindo aos poucos, inclusive maior parte dos terrenos foram doados pela prefeitura naquela época. A luz e a água demoraram a chegar para o bairro. Começou a evoluir-se na época de Tatá, ou seja, do Prefeito eleito Ataíde Caldeira Xavier que era um apreciador do bairro naquela época, porém assassinado antes de cumprir seu mandato. Com a chegada do novo administrador,  José Domingos da Costa, Prefeito subsequente que criou as casinhas populares na época, o bairro recebeu o nome de Renovação. O posto do bairro foi construído em 1991 e boa parte das casas presentes foram construídas depois do ano 2000.
Atualmente o bairro é constituído de muitas casas, mercearias, igrejas, escolas, postos de saúde  e várias outras repartições.
Quanto ao lixo urbano no bairro renovação, presente em grande escala no bairro,  encontra-se em quase todas as ruas ( na época desta pesquisa, hoje o bairro está limpo), mas continua com  poucas lixeiras e em uma parte do bairro não passa a coleta de lixo, muitos dejetos pessoais como  fraldas descartáveis,  papel higiênico, e também outros  lixos como restos de alimentos e embalagens ainda são descartados em lotes vagos. A arborização é constituída em sua maior parte por árvores ornamentais e frutíferas em bom número. Existem pés de  laranjas, mangas, limão, mamão, Cajus e etc.
Renovação
Quanto ao saneamento básico, contém a rede de esgoto no bairro, mas  alguns moradores mais antigos ou sem acesso a ela, utiliza a fossa ou privadas...." em alguns casos no chão mesmo, o que não é nada bom, pois contamina o solo e assim traz diversas doenças para a população" (relato de um morador). O saneamento básico é de extrema importância porém alguns não têm acesso.
A horta doméstica é utilizada como fonte de renda de muitas famílias e para o  próprio consumo. No bairro  as mais comuns plantações são alface, coentro, cebola verde, cenoura, repolho, feijão verde, e tomates. Todos são manipuladas de forma saudável e não contém agrotóxicos, algumas regadas com água de Cacimba. As cisternas foram encontradas apenas em  duas casas. Cada uma com aproximadamente 5 metros de profundidade nas quais são  usadas para lavar, regar e para o consumo humano.
 Foram recentemente aberta. É  preocupante o seu uso no consumo humano, pois a água não é tratada e são próximas a fossas, o que pode ocasionar a contaminação da água. A poluição do ambiente é constante, em todos os lugares se encontra um lixo sendo queimado na rua.
A praça encontrada, se localiza no centro do renovação conhecida apenas por pracinha do exercício. Ela contém também uma quadra de futsal e uma igreja católica ,ao lado, um posto de saúde  em estado decadente e sem recursos. Não foi encontrado nenhum Jardim no bairro renovação.
Avenida Herculano C.Rabêlo
Localizado no sudoeste da cidade, é um dos bairros antigos, e teve sua  formação às margens do rio Buriti, que hoje não corre como antigamente. Seu potencial hídrico foi radicalmente reduzido, só aparece em épocas de chuvas, o que antes era um córrego onde muitas mulheres lavavam roupas e levavam seus pequenos para banhar-se e divertir-se. Ocupado por muitas famílias, algumas clássicas e outras se mudaram para lá recentemente. Divide uma praça com o alto Burití (Buriti da
Farinha), onde foi construída uma academia ao ar livre e muito arborizada. Este é um bairro central com poucos comércios e o Complexo Esportivo de Coração de Jesus( CECORJE), e muitas residências familiares. Nele passa coleta de lixo diariamente, possui esgoto coletivo público e tratado, água potável, energia elétrica e uma escola infantil. Muitos moradores cultivam hortaliças e plantas ornamentais para consumo próprio. Seu nome originou-se das diversas palmeiras de Buriti que existiam margeando o córrego que hoje corta a avenida Sanitária (seco durante a estiagem) e que nasce no bairro Renovação.
Buriti (rua de Tio Ley)

Bairro Alto Buriti
Igreja de São Cristóvão
Leste de Coração de Jesus, com uma vista privilegiada de grande parte da cidade, local onde a lua surge de uma beleza rara...Fica em uma região mais elevada da cidade. Era um prolongamento do bairro Buriti, leste da Avenida Sanitária. Com uma população numerosa e várias ruas e casas, conta hoje com uma praça e academia ao ar livre, arborização, asfalto, luz elétrica e água encanada pela Copasa, além da rede de esgotos. Acontece neste bairro, todos os anos, a festa de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas. Ela atrai para o bairro uma grande quantidade de fiéis e parte da população que vão apreciar as barraquinhas e shows com artistas da terra. Antigamente essa região era conhecida como a região das Cacimbas, porque ali existiam uma grande quantidade de Cacimbas, buracos feitos no morro onde brotava água limpa, ótima para lavar os cabelos, lavar roupas e usar na cozinha. Com o crescimento da população e a urbanização deste bairro, as Cacimbas desapareceram. Hoje o bairro é beneficiado pela água da Copasa.
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Praça São Cristóvão
É um bairro limpo com ruas largas, poucos passeios e áreas de lazer.
Praça dos Dinossauros
A história do bairro Santa Tereza começa no ano de 1988, quando apenas três famílias eram moradoras deste bairro: Maria Lúcia, Maria de Fátima e Maria das Graças. No início não haviam ruas, havia apenas vegetação natural e pequizeiros, e algumas trilhas que os moradores fizeram para  atravessarem e circularem pelas redondezas. Não tinha saneamento básico, água canalizada e energia elétrica. Os moradores para ter água em suas casas, começaram a pegar água em uma Nascente no bairro, conhecida como Chacrinha. Com isso, os moradores criaram uma associação no bairro, realizando reuniões para conseguir  água e energia elétrica. Foi assim que conseguiram ligar  a água. Mesmo assim, era muito grande a dificuldade de água nas casas. E para não ficar no escuro, eles usavam velas, lampiões e candeias.
Santa Tereza
Apenas em 1997 os moradores conseguiram a água canalizada e energia para suas casas. A partir daí, o bairro foi crescendo e evoluindo. Surgindo novos moradores e aumentando o número de pessoas da associação. Novos membros foram associando-se à Associação do bairro e elegeram a  Solange Rabelo para presidente da Associação dos Moradores, dando um novo rumo à região.
Praça do Dino
A Conservação e beleza do bairro nos dias atuais, é de responsabilidade de todos os moradores. O bairro Santa Tereza tem saneamento básico, energia elétrica, iluminação pública e ruas asfaltadas. Alguns pontos de comércio. Os moradores que colaboram com o IPTU, para serem beneficiados com a preservação de limpeza do bairro. Lá tem cerca de 900 moradores. Hoje existe uma segunda Associação, que se chama União dos Bairros e que, tem como objetivo, preservar o meio ambiente e o lugar onde vivem. Uma  das maiores atrações turísticas urbana de Coração de Jesus, está neste bairro: é a Praça dos Dinossauros. Que foi construída no ano de 2015 pelo prefeito Dr.Pedrinho. É uma verdadeira obra de arte, que representa seres ancestrais que viveram em Coração de Jesus cerca de milhões de anos atrás. Coração de Jesus é conhecida também, como o Parque dos Dinossauros , Sítio Arqueológico, pois foram encontrados aqui nesta cidade os fósseis dos Dinossauros que viveram aqui há milhões de anos atrás e estão representados em monumentos na Praça dos dinossauros´.
Diamante II

O bairro Diamante 2, surgiu por volta dos anos 2006 a 2007: antes ele fazia parte do bairro Diamante I, mas, após o descobrimento de uma pedra chamada "moela de galinha" ou "pedra de jogo", dividiu o bairro e criou-se o diamante 2. Em nossa cidade, essa pedra não tem valor nenhum, mas em outros lugares, ela é de grande valor. Atualmente o bairro possui mais ou menos 126 moradores, apesar de neste  Bairro, em alguns lugares, encontrar grandes problemas como o lixo Urbano,devido a falta de coleta do lixo e  iluminação deficiente, conta com o tratamento de esgoto, e ruas asfaltadas em grande parte do bairro. É um lugar de grande riquezas, pessoas íntegras e  um futuro brilhante.
Diamante II

Bairro Fervedouro
Rua de São Pedro/Fervedouro
O Fervedouro é mais uma das localidades admiráveis do município de Coração de Jesus. Neste bairro Fervedouro, também possuem os pontos positivos e negativos, assim como em outros bairros da cidade de Coração de Jesus. É um bairro pequeno e com poucos moradores, que colaboram para que sejam um ambiente agradável de viver. Muitos dos moradores ainda reclamam da falta de esgoto. Agradecem pela presteza na limpeza do bairro, que é melhor do que, em muitos outros bairros da cidade, por causa da união e da Boa Vontade dos moradores. Suas ruas são limpas, os moradores tem o hábito de reciclar os objetos que podem servir para artesanato. Também tem muitas pessoas que reclamam, quanto aos rios do município, por estarem poluídos, secando e carentes de cuidados.Um dos rios(córrego) que nasce no bairro Fervedouro, é o próprio e famoso "Córrego Fervedouro", onde é captada a água para o consumo básico de quase toda a cidade de Coração de Jesus. Hoje esse rio não passa na superfície, mas, ele é canalizado e vai diretamente para as caixas d'áqua da Copasa e daí diretamente para as residências.
Fervedouro
O lixo urbano do bairro Fervedouro, está armazenado em alguns pontos estratégicos para facilitar a coleta. Devido à grande ajuda dos moradores que colaboram em varrer e reciclar. Eles se juntam em grupos de ruas, um ajudando o outro, deixando bairro sempre limpo. Os lugares onde as pessoas costumam descartarem seus lixos em terrenos baldios, devido à falta de caçambas. Isto está prejudicando cada vez mais o ambiente. Não só o meio ambiente, como também os moradores do bairro, acarretando doenças como a dengue, chikungunya, Zika vírus e também mau odor com o lixo acumulado. Outro fator positivo é a coleta seletiva que ocorre entre 3 dias da semanas no horário das 14 horas e ajuda bastante a limpeza do bairro. Neste bairro, existem diversas espécies de árvores e flores espalhadas entre as moradias. Árvores frutíferas e árvores que servem como ornamentais, deixando o lugar mais bonito e com bastante sombras, além das aves, pássaros que gorjeiam diariamente e daquelas árvores que contém frutos.
Fervedouro
O bairro Fervedouro é abastecido pela COPASA. Nele não há rede de esgoto e muitos moradores reclamam esta falta. Devido a isto, seus dejetos são depositados em fossas. Os moradores têm consciência  que isto é errado, e que a COPASA deveria tomar providências urgentes para resolver este problema. Existem também aqueles moradores que têm opiniões diferentes:"o melhor a fazer é depositar seus dejetos em fossas e não em quintais ou ruas".
Fervedouro
Em algumas casas encontramos hortas domésticas. E essas pessoas têm a preferência de cultivar seus próprios legumes. Muitas hortas domésticas abastecem os seus familiares e também são vendidos na feira do mercado e na feira que acontece na Avenida Montes Claros. Todos os produtos cultivados nas hortas domésticas são de origem orgânicas, pois não possui agrotóxicos.
As cisternas constituem  um meio de economizar água e funciona da seguinte forma: é o depósito abaixo do nível do solo, onde a água da chuva é armazenada naturalmente e retirada pelos moradores através de um buraco revestido com tijolos e coberto para nao entrar sujeiras. É usado para reutilizar água regar hortas e plantas, lavar roupas, tomar banho, lavar louças e outras utilidades domésticas.
 Muitos moradores cultivam o seu próprio jardim  para dar uma cor viva ao ambiente. No bairro encontramos uma praça. Outro fator negativo é que na praça funciona um bar que causa muita poluição sonora.Essa Praça não é frequentada por muita gente porque as pessoas querem conviver em um ambiente desagradável.
Avenida Canabrava
Localizado na região norte da cidade de Coração de Jesus, o bairro Canabrava guarda belas histórias de muitos corjesuenses que por ali passaram. Uns para morar, outros procurando lazer nas águas do rio Canabrava e tem também aqueles que circulavam a caminho da famosa Sabina.
Avenida Canabrava
O bairro Canabrava é um dos bairros mais antigos da cidade de Coração de Jesus. De acordo com seus moradores, sua história se difundia com a época da escravidão. Ainda existem alguns vestígios de uma comunidade de escravos que ali viveram. Era o último grupo de escravos que existiram em Coração de Jesus, aos quais trabalhavam no plantio do arroz, feijão, milho e cana-de-açúcar.
Todas as atividades eram feitas no moinho de pedra e como não havia energia elétrica, ele era movido através da água de um córrego, afluente do rio Canabrava que passava por ali.
Havia também, uma pequena casinha, onde as escravas extraiam o fubá do milho e socavam o arroz, que era utilizado na alimentação dos donos da fazenda e também da suas famílias.
Reconhecido como bairro em 1957, recebeu este nome em homenagem ao rio Canabrava, existente ali.
Antigamente para chegar até o bairro, existia uma ponte de madeira. E  hoje foi construída sobre a BR uma ponte nova e moderna de cimento.
Adentrando o bairro, apenas três casas com traços antigos, consideradas pelos moradores, relíquias mais antigas do bairro.
O bairro veio a crescer e desenvolver-se a partir do ano de 1986, com a construção da ponte e facilitando o acesso ao bairro. Em 1994 ele ganha sua primeira Unidade Educacional, a E.E.José dos Mares Guia (inaugurada em 1994), que atualmente beneficia 116 alunos do 1º ao 5º ano de ensino fundamental. E, posteriormente inaugurada também a escola infantil CEMEI Branca de Neve.  Encontra-se também lá, uma Associação de Moradores que foi fundada em 1988. Em 2000 ela foi desativada e reativada novamente em 2005. Esta Associação já realizou vários trabalhos no bairro. Um deles foi a limpeza  das ruas e a  coleta do lixo. Havia também alguns projetos do governo que beneficiava a população como, por exemplo, a CONAB. Eles ganhavam sementes da EMATER, distribuídas entre os moradores.
Bairro Canabrava
.Confira alguns fatos importantes sobre os moradores:
. A primeira família a habitar o bairro Canabrava, foi a família do Senhor Cristiano Lorde.
.Luiza Vieira de Oliveira, que mora no bairro há 53 anos, é uma das moradoras viva, mais antiga do bairro.
.Antigos moradores (In memória) : José Elias Caetana, D. Mariquinha, D.Saimila e Sr. Raimundo Preto. (Nomes transcritos de acordo com o depoimento da moradora, inclusive apelidos).
            Atualmente há no bairro aproximadamente 507 moradores que estão sendo acompanhadas pelo PSF e aproximadamente 168 famílias.

Bairro Canabrava
Verdade e Mito da história do Canabrava
Houve uma época em que aconteceu uma grande enchente no rio Canabrava. Próximo ao rio, havia uma plantação grande de cana-de-açúcar, cultivada pelos escravos. E, pelo fato de que, a enchente durou muitos dias, a cana-de-açúcar, por sua vez, ficou com uma coloração avermelhada. Os escravos não sabiam o que era, nem do que se tratava, portanto, acharam que a cana estava imprópria para o consumo, pois daí, veio a expressão que, a cana estaria brava, esse fato, deu origem, de acordo com algumas pessoas, o nome do rio que corta o bairro "rio Canabrava"e, posteriormente, o nome do bairro “Canabrava”. Entretanto essa história, de acordo com os historiadores não é a história real, nem verdadeira.
            A história real é que, na nascente do rio, existe uma espécie de bambu, conhecida como Taquara, espécie de cana imprópria para o consumo. Dela derivou-se, este nome do rio e do bairro. Ainda existe uma grande quantidade desta vegetação ribeirinha nas margens do rio próximo à ponte. 

Ponte que liga ao bairro Canabrava
Este bairro possui muitos comércios, a igreja de São Judas, ruas asfaltadas, esgoto e água tratada. Muito tradicional nas festas juninas, que reúne por ano, centenas de pessoas nas ruas para apreciarem delícias culinárias regional e dançar aquele forrozinho.Os moradores são hospitaleiros e muitos cultivam hortas domésticas e criam aves para seu sustento. Neste bairro encontram-se também a E.E.Mares Guias e uma praça pequena, além de muitas árvores e plantas ornamentais.

Praça do Alto Bom Jesus
O bairro Bom Jesus, foi criado em 1939 por José Prudêncio de Macedo. Com a formação de um campo de futebol, e construção de  uma usina hidrelétrica, na qual suas turbinas eram movidas pelas águas do rio Canabrava, próximo a uma linda cachoeira que embeleza até nos dias atuais este bairro. Para todos é um privilégio ser no local. Daí alguns moradores começaram a construírem umas casinhas de palhas em 1957. O prefeito da época,  o senhor Ranulfo de Macedo, abriu várias ruas no local. Haviam muitos moradores de sobrenome "Jesus": e  muitos deles,  plantavam Mangabas ou cultivavam em seus quintais, uma vez que esta planta faz parte da vegetação natural da região, que é o cerrado e alguns arbustos da caatinga, dando origem ao nome deste bairro, antes conhecido  como sendo o Alto da mangaba.
Alto Bom Jesus
Como  suas terras pertenciam à igreja católica, o padre Colatino Mesquita, pároco da Igreja do Santíssimo Coração de Jesus, Matriz, sugeriu que o nome deste bairro fosse, Alto Bom Jesus. 
Houve uma época, em que este bairro, era conhecido como Alto do Pendura Saia, mais ou menos na década de 70 e 80, pelo fato de existir ali, uma grande quantidade de cães valentes, que atacavam as moças que ali circulassem e agarravam suas saias... as famílias que residiam neste bairro, por serem isoladas do centro da cidade, criavam cães para protegê-las, pois ali passava muitas pessoas que procuravam diversões na cachoeira do Rio Canabrava que  é um dos pontos turísticos mais lindos do município de Coração de Jesus, e até hoje, muito procurada por turistas de todas as regiões.
Neste  bairro, Alto Bom Jesus, tem aproximadamente 600 moradores, muitas crianças e jovens e uma subestação da Cemig passando pelas ruas dos bairros podemos encontrar ruas asfaltadas Luz elétrica uma academia de ginástica ao ar livre,a praça com uma igreja do Bom Jesus. Mas também existe muitos Entulhos e lixos jogados em terrenos baldios, lotes vagos. É um bairro bem arborizado, tanto nas ruas, quanto nas residências. Existe também neste bairro, uma grande quantidade de famílias que cultivam hortaliças em seus Quintais. Foi construído no bairro Bom Jesus uma cerâmica que produz tijolos e telhas, mas também polui o Rio Canabrava com entulhos, assim relatam alguns moradores da região. Funcionou  também ali neste bairro, por muitos anos, um matadouro que empregava algumas famílias.
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Bairro Alterosa
Alterosa
O bairro Alterosa  está localizado no leste do município de Coração de Jesus, e recebe este nome, por ser formado em um Planalto. Antes, era conhecido, como a região das areias, por que existia naquela área, uma grande quantidade de areia. Um outro diferencial deste bairro, é a quantidade de Pequizeiro, que produzia os frutos mais doces da região, o pequi, fruto do Cerrado. Até hoje, podemos encontrá-los nos quintais das casas ali existentes. Existe uma grande quantidade de famílias que residem neste bairro. São famílias numerosas, muitas crianças e jovens. Foi  construído, na década de 90,  no bairro, uma Estação de Tratamento de Água da Copasa, a ETA. A água desta rede e retirada do Rio Canabrava, na região do São Crispim, canalizada e levada até esta estação de tratamento (ETA), onde é tratada e distribuída para as residências da cidade de Coração de Jesus. Foi uma alternativa encontrada pela Copasa para extrair a água do Rio Canabrava,como complementação para abastecer a cidade, uma vez que. a população, vem aumentando muito nestes últimos dias.  O Fervedouro, nascente onde é captada a água para abastecer o município de Coração de Jesus, não mais suporta a quantidade de habitantes, e uma das alternativas encontradas, para abastecer a cidade e não faltar água nas residências, foi retirar a água do Rio Canabrava, jogar para esta estação de tratamento e redistribuída para os bairros mais alto da cidade. 

Caic

Localizado no sul da cidade de Coração de Jesus, o bairro Rosa Honorato ainda está em formação. Não possui ruas asfaltadas, nem rede de esgoto. Tem iluminação pública sob responsabilidade da CEMIG e água encanada nas residências, tratada pela Copasa\Mg. O número de moradores, vem aumentando significativamente nos últimos anos. Ainda muito arborizado, é um bairro confortável de residir. Tranquilo e sossegado...
Bairro Rosa Honorato
Rua Fco. Antunes Ferreira

Bairro Sagrada Família

O bairro Sagrada Família, é um Bairro Central do município de Coração de Jesus. Nele estão situados  os principais órgãos da cidade. Podemos encontrar neste bairro,  o Terminal Rodoviário de Coração de Jesus, que recebe vários turistas e visitantes, passageiros que viajam do interior dos municípios e que trazem grande parte de mercadorias para vender aqui na cidade de Coração de Jesus. Existe  também no bairro a Igreja Sagrada Família e várias outras Igrejas Evangélicas, Bíblicas que prestam um bom serviço social e de educação e evangelização dos jovens corjesuenses. É endereço também do prédio da  Emater, do INSS, do Correio, do Fórum e de uma grande quantidade de lojas, Supermercados, armazéns, padarias, açougues, farmácias e outros.  Possui uma boa infraestrutura, ruas asfaltadas, iluminação pública eficiente, rede de esgoto em todas as casas, meio-fio, passeio e uma praça de esporte
Este bairro é um dos mais tradicionais de Coração de Jesus, criado na década de 80...

Igreja Sagrada Família

Av. Herculano C. Rabelo

O bairro Sagrada Família é um bairro de famílias tradicionais populoso e muito confortável de residir.

Bairro Nezinho Pinheiro

Bairro Nezinho Pinheiro
Localizado no sul de Coração de Jesus, à esquerda da estrada que leva a Ibiaí. É um bairro que está em formação, não tem ruas asfaltadas, mas uma visão muito bonita da natureza. Era popularmente conhecido como Riacho, devido ao córrego que passava por lá, hoje secou-se assim como vários outros do município. É  um bairro Novo, não tem boa infraestrutura, falta iluminação pública, asfaltos e uma manutenção em  suas ruas que estão emburacadas e empoeiradas, além de muito mato. No passado, este bairro atendia  uma grande quantidade de trabalhadores, que faziam nele, umas pequenas fábricas de tijolos e telhas artesanais. Eram  pequenas Olarias, muitas Cacimbas e plantações de hortaliças que eram cultivadas e  levadas até o Mercado Municipal, para abastecer a comunidade de Coração de Jesus.
Bairro Nezinho Pinheiro

Vila Magalhães II
Localizada no nordeste da cidade, próximo a saída para a BR 365, que leva a Montes claros e Pirapora...A Vila Magalhães é pequena, mas oferece boa moradia para a sua comunidade. Suas ruas são asfaltadas, possui iluminação pública, rede esgoto... Seus moradores são assistidos pela Unidade de Saúde da Região e uma escola próxima que é a Escola Estadual  Prefeito Aristides Batista.
Vila Magalhães

Este  bairro fica um pouco afastado da cidade. Localiza-se no sul da cidade de Coração de Jesus. É um bairro com uma pequena população e pouquíssimos investimentos. Este bairro é considerado subdesenvolvido, pois não possui coleta de lixo, saneamento básico, asfaltamento, e a iluminação pública ainda é muito deficiente. Suas ruas são escuras e de difícil locomoção das pessoas durante a noite. 
É  um bairro esquecido pelos administradores suas ruas não circulam carros, existe muito mato, difícil acesso devido à grande quantidade de areias nas vias públicas. Embora residem ali, um número expressivo de  famílias, com crianças e jovens, carentes de assistência. Neste bairro Aeroporto, existe apenas uma rua asfaltada e a pista onde seria um lugar para pousar aviões ou seja um aeroporto está tomada pelo Mato, totalmente abandonada.

Bairro Aeroporto


Bairro São Rafael

É o bairro mais novo da cidade de Coração de Jesus. Fica localizado no sul da cidade, ao lado da Br que leva a Montes Claros e Pirapora. Embora recém-formado, tem uma grande quantidade de moradores. Suas ruas ainda não são asfaltadas, a iluminação pública está presente em apenas parte do bairro, não tem rede de esgotos, escolas ou praças. Seus lotes são privilegiados com os pequizeiros e mangabeiras, vegetação natural preservadas pelos moradores que se orgulham de serem donos destas relinquias

Diamante II

Diamante II

Unidade de Saúde do bairro São Rafael
Esta pesquisa foi realizada pelos alunos da Escola Estadual Benício Prates que fizeram visitas in loco e entrevistas com os moradores, sob coordenação da professora de geografia Selma Galiza.
Bairro Buriti
Prefeitura Municipal

Coração de Jesus/MG
(foto:Selma Galiza)
Complementando a história de Coração de Jesus, escreverei um pouco sobre o “Casarão dos Rabelos”, que fica no início da Avenida Canabrava, próximo ao Cemitério Velho.
            Hoje, abril de 2019,  este Casarão faz parte dos monumentos históricos de Coração de Jesus/Mg.
            De todos os Casarões existentes, é um dos mais antigos em estilo colonial,  sede da Chácara do Canabrava,  conhecido pelos corjesuenses, principalmente os mais antigos, como o “Prainha”. Lugar onde na juventude dos anos 1930/90, muitos jovens e crianças divertiam-se às margens do Rio Canabrava em uma região popularmente conhecida  como a Prainha, que fica nas proximidades da sede desta Fazenda.
Terezinha Vasconcelos e João Galiza, em piquenique no rio Canabrava, "prainha" no ano de 1934
(foto: arquivos de João Galiza)
Quantas vezes já fomos nadar na Prainha, quantas vezes corremos de vacas bravas que eram soltas por lá!” Relatam alguns conhecidos. Quantas vezes a garotada foi a esta Prainha para colher, aliás, "pegar"  mangabas, pitombas, goiabas, coco macaúbas, castanhas e outros diversos frutos  do Cerrado que eram  encontrados nesta região, em grandes quantidades... Além de nadarem no rio Canabrava.
CASARÃO DOS BATISTAS
(Foto:Selma Galiza)
Dados da propriedade Chácara do Canabrava***  
A propriedade rural e urbana Chácara do Canabrava, nos subúrbios desta cidade de Coração de Jesus, Minas Gerais, às margens do Córrego Canabrava, com área de 200,16 hectares, em terrenos de cultura e Campo, encontra-se situada, uma casa sede denominada Chácara do Canabrava, na Rua Firmino Duarte, 203, Centro da Cidade, com duas portas e 6 janelas de frente, de 3 lances, coberta de telhas com frente para a Rua Firmino Duarte, com quintal cercado de arame farpado e achas de aroeira, ... Inclusive, existiam currais pregados na casa sede. Hoje existentes nos fundos do quintal.
Segundo historiadores, a casa Chácara do Canabrava, foi construída pela viúva conhecida por Dona Francelina ,que vendeu para o senhor Herculano Cândido Rabelo, pai de Dona Josefina Rabelo Conceição, que foi esposa do senhor Aristides Batista da Conceição, Ex.Prefeito desta cidade.
Com o falecimento do Senhor Herculano Cândido Rabelo, parte da propriedade ficou como herança para sua filha Josefina Rabelo Conceição e parte da sua terceira viúva, Dona Maria das Dores Rabelo, sendo que o senhor Aristides Batista Conceição, esposo de Dona Josefina Rabelo Conceição, adquiriu a parte da viúva e de outros formando a área total da propriedade, tudo conforme transcrições no registro de imóveis desta cidade e Comarca de Coração de Jesus Minas Gerais, sobre números 469, ... 1712.
Frente do Casarão dos Batistas
(Foto:Selma Galiza)
Na casa sede, Chácara do Canabrava, seus proprietários Aristides Batista da Conceição e esposa Josefina Rabelo Conceição, criou seus oito filhos, Sofia Rabelo Conceição, professora que foi casada com o senhor Luigi Nuzzi, Manoel Batista da Conceição, médico, foi casado com Jane Maria Batista, já falecido, Herculano Rabelo da Conceição, médico casado com Maria da Consolação Martins Rabelo, já falecida. Cecy Rabelo da Conceição Maia, contadora, viúva de João Maia Magalhães, Raimunda Nonata Rabelo Conceição, dentista falecida, Raimundo Nonato Rabelo Conceição, economista, casado com Antônia Marta Guimarães Rabelo, Hamilton Rabelo  da Conceição, médico casado com Maria Antunes, Pulquério Rabelo da Conceição, advogado casado com Nilda Lafetá Rabelo.
Com o falecimento do Senhor Aristides Batista Conceição, ocorrido em 24 de novembro de 1969, em seu inventário julgado em 1970, a propriedade com benfeitorias, inclusive, a casa sede Chácara do Canabrava, ficou para Dona Josefina Rabelo Conceição, transcrito no registro de imóveis sobre o número 452.
Em 25 de maio de 1977, Dona Josefina Rabelo doou a propriedade com benfeitorias, inclusive, a casa sede, Chácara do Canabrava para seu filho Pulquério Rabelo da Conceição, “Dr. Pulu”, conforme transcrição no registro de imóveis desta cidade sobre o número R 1/452, folhas 52, livro 2 b.
            Em 23 de setembro de 2003, conforme lei municipal de nº 395, sancionada em 14 de abril de 1997, a casa sede Chácara do Canabrava, foi Tombada pelo então Secretário de Cultura e comunicação senhor Wagner Leal Silva e pela Presidente do Conselho Municipal de Cultura de Coração de Jesus, Minas Gerais, Dona Maria Eloá Lafetá Vasconcelos para o patrimônio Municipal de Coração de Jesus, com o nome de “Casarão dos Batistas”.
Toda a propriedade, com a chave da casa sede “Chácara do Canabrava”, hoje denominada “Casarão dos Batistas”, continua pertencendo a Dr. Pulquério Rabelo da Conceição.***
Quintal do Casarão dos Batistas
(foto:Selma Galiza)
            No fundo do quintal deste casarão, existia um Engenho, mais conhecido como Trapiche que é, uma máquina destinada a moer a cana de açúcar, que consiste numa estrutura fixa onde se encontra um conjunto de ao menos dois cilindros, um recipiente, e um braço destinado a fazer rodar os cilindros. A máquina é movida a tração animal, geralmente bois. Para o efeito usa-se um animal, preso a uma das extremidades do braço, ou dois, podendo o segundo animal estar preso na outra extremidade do braço, ou ao lado do primeiro animal. O movimento circular do(s) animal(ais ) à volta da estrutura fixa faz acionar o conjunto de cilindros que vão girando, em sentidos opostos. A máquina é operada por dois trabalhadores, cada um colocado num dos lados da estrutura, que vão introduzindo, alternativamente, a cana nas finas ranhuras entre os cilindros. A cana é assim moída, e o suco da cana (calda ou garapa) é recolhido no recipiente colocado por baixo dos cilindros, para futuro tratamento.
Engenho doméstico de tração animal
            No Brasil, os trapiches foram usados nos engenhos de fabricação de açúcar. No período da escravatura, o trabalho animal chegou inclusive a ser ocasionalmente executado por escravos.
            Existiam também, no “Casarão dos Batistas”, dois Moinhos de moer milho, um Monjolo de solar arroz e uma gangorra. Monjolo é uma máquina hidráulicas rústicas, destinadas ao beneficiamento e moagem de grãos. A ferramenta foi importante, pois dispensava o uso de mão-de-obra escrava, que antes utilizava um pilão que trituravam os grãos de milho ou de arroz.
Pode ser usado para descascar e triturar grãos secos, resultando numa farinha mais espessa. Diversos alimentos, como o fubá e a farinha de milho, eram produzidos por meio do esmagamento nos monjolos. A ferramenta tinha capacidade de socar até trinta litros de milho em uma hora e meia. A expressão popular "trabalhar de graça, só monjolo" surgiu daí. Os monjolos, além de ecologicamente corretos, foram fundamentais para o desenvolvimento das atividades rurais nos séculos XVIII, XIX e XX.
Monjolo
            Com o efeito gangorra, a água impulsiona a ferramenta fazendo-a ter movimento. Em uma extremidade, uma concha é cheia com a água, fazendo a outra parte, equipada com uma estaca, se levante. Ao esvaziar a cuba, o movimento se inverte. Com esse movimento, os grãos vão sendo socados e moídos dentro de um pilão. Obviamente, a tarefa é mais demorada quando comparada com os equipamentos elétricos atuais, mas há considerável economia de energia.
            Além da função primária do monjolo de descascar e moer grãos, nas fazendas pelo interior do Brasil ele tomou também outra importante função: espantar pacas e lontras que vinham do rio para se alimentarem e que estragavam a plantação. A cada batida da mão do monjolo no fundo do cocho, respeitando a periodicidade que a água lhe implicava, um som de madeira ecoava pela mata, assustando e afastando os animais.
Quintal do Casarão
(foto:Selma Galiza)
            Encontra-se até hoje, neste casarão,  as casas dos moinhos e algumas peças, porém desativadas. Pode-se encontrar também, na localidade, o córrego que tocava os moinhoso monjolo e a gangorra.  (Selma Galiza)

***(Dados fornecidos por Dr.Pulquério Rabelo ao aluno da E.E.Cel.Francisco Ribeiro, João Gabriel Rabelo Ruas para complementação de uma pesquisa escolar na disciplina de História)


Selma Galiza e Silvete Galiza na Prainha
Fotografadas no ano de 1982 por Sílvio Galiza