CHILE...Explorando o Mercosul

Mais uma das minhas aventuras!!! Desta vez pelas áreas do Mercosul.
Sim...Foi lá mesmo, no Chile!!!
O clima tropical do Brasil faz com que as estações sejam de muito sol e calor em grande parte do país. Apesar da temperatura agradável, muitas pessoas gostam de curtir um friozinho e aproveitar o ambiente mais fresco e gelado.
Se você se identifica com essa descrição, certamente, vai adorar viajar para locais com neve.
Um dos principais destinos de inverno dos brasileiros está bem pertinho, no Chile. O país é famoso pelo clima ameno e também é onde fica Valle Nevado, a famosa estação de esqui.
O local atrai milhares de turistas todos os anos. E não é à toa. A sua beleza traz a melhor experiência dos Andes e encanta visitantes de todas as partes do mundo.

O Chile tem diversas aventuras a oferecer: observação espacial no deserto mais árido do mundo, geleiras milenares nas áreas mais meridionais do planeta, florestas e lagos mágicos localizados aos pés de vulcões imponentes, ilhas repletas de lendas, tradição em vinhos, grandes desafios a serem escalados, e uma Santiago que respira modernidade e acessibilidade.
Mas tem algo que não foi citado. A natureza aberta das paisagens do Chile também pode ser encontrada nas pessoas. Neste extenso território de amplos horizontes, a sensação de estar vivo invade você. Você pode se conectar com a natureza ou explorar terras primitivas. E, ao mesmo tempo, o povo chileno e toda sua cultura vão surpreender você com sua amabilidade e hospitalidade. Uma experiência completamente nova, em um lugar para você se sentir em paz.
O Chile é um país extenso e outra de nossas certezas era que, em apenas uma viagem, não conseguiríamos conhecer tudo. Por isso incluímos nesse post as regiões que conhecemos.

Santiago, a capital do Chile é o ponto de partida para explorar esse país.
Você pode achar que para chegar pertinho da Cordilheira dos Andes, um dos seus principais destinos turísticos, é preciso pegar muita estrada. Mas o legal de Santiago é que essas famosas montanhas cercam a cidade. Nos dias mais limpos, é possível ver os picos nevados dos próprios mirantes ou prédios da cidade.Um encanto para muitos brasileiros, que nunca tiveram contato com neve.
Mas a cidade também oferece passeios bate-volta para vários dos melhores destinos turísticos do Chile, que ficam nos arredores. 
Em alguns deles, podemos chegar ainda mais perto da Cordilheira dos Andes.
É possível chegar até Santiago, em voos diretos a partir do Brasil, o que facilita a vida de quem viaja para Santiago, até mesmo para passar um feriado prolongado.
Para quem quer ver neve, os meses mais adequados vão de junho até setembro. Mas é bom ir preparado para o frio e a chuva. No verão, as temperaturas são mais amenas.
Quanto a moeda local, os brasileiros não precisam trocar pesos chilenos no Brasil. Logo na chegada é bem tranquilo trocar reais diretamente por pesos, embora algumas taxas não sejam tão vantajosas (principalmente no aeroporto). Se já tiver dólares em casa, é bom levar um pouco.
Fizemos vários passeios pelo Chile. Dentre eles, os mais concorridos são os tours até Cajón del Maipo, Valparaíso / Viña del Mar e para as estações de ski (Valle Nevado e Farellones são as mais famosas). Visitamos também algumas vinícolas, já que o vinho chileno é um dos mais famosos do mundo.

Em um outro tipo de passeio que fizemos foi visitar o Oceano Pacífico  através das cidades de Valparaíso e Viña del Mar.
Valparaíso é uma das cidades mais antigas do Chile e um museu de arte a céu aberto, enquanto a charmosa orla de Vinã del Mar é um delicioso passeio.

Conhecendo o Valle Nevado...
O Valle Nevado é nada mais, nada menos do que a estação de esqui mais famosa de todo o Chile. Na realidade, trata-se de um grande resort de esqui formado por centenas de pistas. Cada uma é voltada para um público específico, desde os iniciantes, intermediários, avançados e especialistas e até mesmo para crianças.
Situada no coração da Cordilheira dos Andes, a região alcança mais 3.200 metros de altitude. Devido ao seu tamanho, beleza e imponência, Valle Nevado é considerada o maior centro de esqui de toda a América do Sul.
A atração conta com uma excelente infraestrutura, com diversas pistas para esquiar, redes de hotéis, restaurantes e bares, lojas de vestuário e suvenir, piscinas aquecidas ao ar livre, saunas, teleféricos, espaço de recreação para crianças e várias outras opções para o entretenimento.
Isso significa que mesmo aqueles que não têm tanta habilidade assim com o esporte também vão conseguir se divertir bastante na região.
Onde fica Valle Nevado?
A estação de esqui está localizada a cerca de 60 quilômetros (o equivalente a 1h30) de Santiago, a capital do Chile.
Desde a saída da cidade, já é possível se encantar com as paisagens formadas pelas Cordilheiras, cadeias de montanhas cobertas de neve que contrastam com o céu azul-claro. A vista panorâmica é ideal para tirar fotos incríveis!
Existem muitos voos diretos que utilizam a rota do aeroporto internacional de Santiago e passam por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Buenos Aires, Atlanta, Houston, Los Angeles, Nova York, Miami e várias outras regiões.
No próprio aeroporto internacional de Santiago, é possível contratar serviços de aluguel de carros (táxis, por exemplo) e comprar passagem de ônibus e micro-ônibus que passam pelas principais regiões da cidade. Tudo com muita segurança e conforto.
Ao sair do aeroporto, deve-se pegar a rodovia Costanera Norte a leste até chegar à saída da rodovia, La Dehesa Sur; então, siga pela estrada para Farellones até localizar o desvio indicando o trajeto para o Valle Nevado.
Qual é a melhor época do ano para conhecer o Valle Nevado?
A temporada de esqui dura, em média, 4 meses (junho a setembro), que é quando a neve cai em maior quantidade e com mais frequência, além da alta probabilidade de nevascas mais fortes. Essa é a alta temporada do Valle Nevado, que é quando as atrações ficam mais cheias, os hotéis ficam lotados e os preços sobem.
De toda forma, a época de neve pode variar conforme as condições climáticas do local. Por isso, o ideal é consultar o site oficial da estação do Valle Nevado e ficar por dentro do calendário divulgado e das principais informações.

De toda maneira, é possível encontrar brasileiros na região em todas as épocas do ano.
O Valle Nevado tem um clima frio durante o ano todo. Contudo, no inverno, as temperaturas chegam a índices negativos. Além disso, é a época em que as pistas de esqui são abertas para os visitantes.
De qualquer forma, inverno ou verão, há opções de entretenimento o ano todo: é possível fazer trekking e andar de bicicleta, por exemplo.
Parque de los Farellones
A estação de esqui Los Farellones está localizada a cerca de 1 hora de Santiago, a 2500 metros de altitude. Ela é, na verdade, a interseção de dois povoados e faz parte do complexo El Colorado. O parque oferece diversas outras atrações, como:
teleférico;
tirolesa;
tubing (tobogã na neve);
fat bike.
Estação La Parva
A estação de esqui La Parva fica nos arredores de Santiago. Atualmente, é um dos maiores pontos turísticos quando o assunto é turismo na neve e esportes de inverno.
Situada a praticamente 2800 metros acima do mar, a atração conta com 38 km de pistas para esquiar e cerca de 40 pistas próprias, todas divididas conforme o nível de experiência do visitante: iniciante, intermediário, avançado e especialista.
Estação El Colorado
El Colorado é considerada a estação de inverno mais antiga e cobiçada entre os chilenos.
A região apresenta cerca de 20 pistas de esqui e uma ótima infraestrutura hoteleira e gastronômica, além de um sistema tecnológico que produz neve artificial. Com isso, o parque pode oferecer excelentes condições de esqui durante toda a temporada de inverno.
Agora que você já sabe onde fica Valle Nevado e as suas principais atrações, já pode começar a montar o seu roteiro e planejar melhor a sua viagem de inverno para o Chile.
Não se esqueça de levar roupas apropriadas (jaquetas, casacos, vestir-se em camadas e botas adequadas) para suportar o frio e bastante disposição e animação.

TURISMO NO ESTADO DE SANTA CATARINA/BRASIL


Visitar o Estado de Santa Catarina, Brasil, foi uma belíssima experiência que tive dentre tantas outras que estou compartilhando com meus seguidores. Santa Catarina é um estado na região sul do Brasil. Com uma longa costa com o Atlântico e muitas ilhas, ela é conhecida por suas praias e montanhas. Estive alguns dias em Florianópolis, sua capital, e constatei que, além da ilha, pertence também a Floripa uma parte do continente. Ambos tem um mercado público tradicional com bares, restaurantes e barracas de comidas, além de um museu histórico instalado em um palácio do governo colonial do século 19. Florianópolis está basicamente na ilha de Santa Catarina, que conta com resorts de praia na extremidade norte. São inúmeras praias lindas compostas por pedras, areias e um mar muito azul...Frio na época que visitei, pois estava no inverno.
Visitei também as serras de Santa Catarina e conheci cidades como São Joaquim, Urubicí, Serra do Rastro e algumas outras.

Nos 500 quilômetros do litoral catarinense encontram-se talvez as praias mais agitadas no verão brasileiro. Das águas cor verde-esmeralda que fazem de Bombinhas, no norte do estado, um paraíso para mergulhadores à Praia do Rosa e a Guarda do Embaú, reduto de surfistas no sul, a estação é marcada pelos congestionamentos provocados por carros com placas de estados vizinhos e, sim, ainda hoje, vindos também da Argentina.
Se Balneário Camboriú ostenta um perfil mais democrático, acolhendo de baladeiros à terceira idade, na capital,Florianópolis, está Jurerê Internacional, uma Miami Beach repleta de mansões e lounges à beira-mar, em que uma garrafa de vinho espumante pode custar quatro dígitos. Joinville, a primeira, e Blumenau, a terceira cidades mais populosas do estado, são os polos do chamado Vale Europeu, região de colonização alemã e italiana, recentemente descoberto também para o turismo de aventura. Com ponto de partida em Timbó e passagem por nove municípios, ali está o primeiro roteiro de cicloturismo do Brasil. A tranquila Blumenau se transforma numa pequena Munique a cada mês de outubro durante a Oktoberfest, segunda maior festa da cerveja no mundo, atrás apenas da original, na Bavária. Em busca de neve, que tem aparição bissexta, turistas invadem, no inverno, cidadezinhas como São Joaquim e Urubici, na Serra Catarinense, onde, em junho de 1996, foi registrada a temperatura mais baixa do país: 17,8 graus negativos.
Segundo dados oficiais do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), 15 municípios de Santa Catarina foram bem avaliados como, das cidades brasileiras que apresentam as melhores condições para se viver.
A metodologia do índice foi adaptada do IDH Global pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Fundação João Pinheiro. No cálculo, foram usadas as informações dos últimos Censos Demográficos do IBGE.
Basicamente, são levados em conta três itens: vida longa e saudável (longevidade), acesso ao conhecimento (educação) e padrão de vida (renda). A partir dos cálculos de cada um desses fatores, se chega ao índice geral de IDHM, organizado no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, divulgado em 2013.

Florianópolis
A capital de Santa Catarina aparece na primeira posição entre as cidades catarinenses com melhor IDHM, com um índice de 0,847. Uma das três capitais insulares do Brasil, Florianópolis é mundialmente conhecida pelas belas praias, que atraem turistas do mundo todo. Na economia, a capital catarinense se destaca no comércio e serviços, em boa parte impulsionados pelo turismo, produção de mariscos e atuação de empresas de tecnologia. A cidade também abriga a sede da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Balneário Camboriú
O segundo melhor índice de desenvolvimento humano das cidades de Santa Catarina pertence a Balneário Camboriú, com 0,845. Município da foz do Rio Itajaí com população de 125 mil habitantes, segundo dados do IBGE de 2014, a cidade chega a abrigar 1 milhão de pessoas durante a alta temporada. São milhares de turistas que buscam a cidade para desfrutar de suas praias. Assim como Florianópolis, Balneário Camboriú baseia sua economia na prestação de serviços e no comércio.

Blumenau
A cidade da Oktoberfest brasileira tem população de 310 mil habitantes. Chamada de “pequena Alemanha”, Blumenau foi fundada por alemães em 1850. A influência germânica se mantém até hoje nos costumes, edificações e na principal festa da cidade, a Oktoberfest Blumenau, que no ano passado atraiu mais de 450 mil pessoas. 
Economicamente, além do turismo, a cidade destaca-se pela produção de têxteis, abrigando fabricantes de grandes marcas de roupas, metalurgia, mecânica e informática.

Brusque
Com 105 mil habitantes, Brusque tem o mesmo IDHM de Itajaí, mas é superada nos índices educacionais. Sua economia é baseada nos setores metal-mecânico, têxtil, comércio e serviços. Foi colonizada principalmente por germânicos, mas também recebeu outros povos, como irlandeses, britânicos, americanos, italianos e poloneses. A festa oficial do município é a Fenarreco – Festa Nacional do Marreco, realizada em outubro, e que conta com comidas típicas alemãs, apresentações folclóricas e musicais e feira com diversos produtos.
São Joaquim é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28° 17' 38" Sul e a uma longitude 49° 55' 54" Oeste, estando a uma altitude de 1.360 metros. Sua população estimada em 2014 era de 26.045 habitantes. Situada no Planalto Serrano, está localizada a 136 km de Tubarão, 81 km de Lages e 227 km de Florianópolis. A cidade conta com uma grande diversidade étnica, composta principalmente por descendentes de portugueses, alemães, italianos, japoneses e indígenas. Há também grande parte da população vinda de outros estados, principalmente do Rio Grande do Sul.

São Joaquim é a cidade mais visitada da Serra Catarinense e é considerada a mais fria do país, com  temperaturas negativas e até neve. O município também é conhecido como a terra da maçã e produz alguns dos melhores vinhos do país. Apesar da fama, a cidade possui poucas atrações turísticas interessantes e para muitos pode ser uma decepção. Neste post vou mostrar como foi meu passeio por lá e apresento minha opinião sobre a terra da neve.

A melhor época para visitá-la é no inverno, quando os termômetros registram temperaturas negativas e pode nevar. Apesar de ter o título de “cidade mais fria do Brasil”, as temperaturas mais baixas do país costumam ser registrada no município vizinho de Urupema.
Minha visita à São Joaquim durou apenas um dia e o tempo foi suficiente para conhecer as atrações da cidade. O caminho de 60 km pela rodovia SC-430 foi feito com neblina em boa parte do trecho.
Esse fenômeno costuma ocorrer com frequência na região. Ao longo da estrada, há varias placas alertando sobre a possibilidade de gelo na pista, geralmente nos dias mais frios de inverno, quando ocorre geada e neve.
É fácil de se locomover pela cidade de São Joaquim, pois ela não é muito grande e há várias placas de sinalização indicando o caminho para os pontos turísticos.

Serra do Rio do Rastro
E uma das mais famosas estradas do Brasil e, é cheia de surpresas, você pode curtir vinícolas, cânios, araucárias e uma estrada cheia de curvas..
Depois da minha experiência, eu só digo uma coisa, você precisa incluir esse lugar na sua lista de viagens!!!
A Serra do Rio do Rastro fica a 1.500 m de altitude e a apenas 50 km do mar, essa combinação causa bastante surpresas em relação ao clima, sempre tenha um agasalho por perto.
A fauna e a flora também são abundantes e ela ganhou o apelido de “Patagônia Brasileira”, devido a suas similaridades com a Patagônia da Argentina.
A serra do Rio do Rastro é uma das serras de Santa Catarina, localizada no sul do estado. É cortada pela rodovia SC-390. Com muitas matas e cachoeiras, é um dos cartões-postais do estado. Localiza-se no município de Lauro Müller, a mais de 1421 metros de altitude. Um mirante localizado em seu topo proporciona uma visão panorâmica. O ponto mais elevado, próximo da sua descida a sudeste, é o morro da Ronda, onde há um banco de frente ao cânion de mesmo nome e possibilita o acesso pela rodovia, a sul (cerca de 500 m da SC-438) que leva ao interior de Bom Jardim da Serra, junto aos Aparados da Serra e tem 1507 m de altitude. Dele, avista-se o ponto mais elevado do estado do Rio Grande do Sul(Monte Negro com 1398 m) em dias claros, sempre olhando-se ao S. Ao N-NW, avista-se um dos três pontos mais elevados de SC, o Morro da Igreja com aproximadamente 1822–1826 m de altitude.
O percurso da rodovia SC-390 é caracterizado por subidas íngremes e curvas fechadas, bem como pelos seus quiosques. Coberta pela mata Atlântica, com uma fauna bem diversa, com vários tipos de felinos de pequeno, médio e grande portes, uma fauna de macacos (bugios, macacos-prego, saguis), quatis, pacas, mãos-peladas, tatus, tamanduás e iraras, que são animais comuns numa mata Atlântica preservada. Também há uma avifauna composta de águias chilenas, tiês-sangue, tucanos, araras, papagaios etc. Subindo desde o distrito de Guatá, percorre-se a floresta ombrófila densa (Mata Atlântica), com seus diversos níveis, e os mais elevados, são montanha e alta-montanha e depois, a Flora Rupicola, com endemismo considerável, no topo como uma franja a Matinha Nebular, depois em transição, Campos Sulinos e do outro lado da serra, a Floresta Ombrófila Mista (Mata das Araucárias), também com suas faces montanha e alto-montanha, alternado- com os Campos Sulinos em mosaicos campo-matas.

Urubici
Município do estado de Santa Catarina, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 28º00'54" sul e a uma longitude 49º35'30" oeste, estando a uma altitude de 915 metros. Sua população estimada em 2010 era de 10 702 habitantes. Possui uma área de 1019,1 km². No cume do Morro da Igreja (1.822 metros), o ponto mais alto habitado do sul do Brasil, localizado no município, foi registrada, extra-oficialmente, a temperatura mais baixa do país: −17,8 °C, em 29 de junho de 1996. Urubici também é conhecida pelas suas diversas belezas naturais, estando incluída no Caminho das Neves.
Localizada no Vale do Rio Canoas, Urubici, a Terra das Hortaliças, é o maior produtor de hortifrutigranjeiros de Santa Catarina .Também se destaca pelo cultivo de maçã, especialmente com a variedade gala. Outro aspecto importante é o cultivo de erva-mate, produto básico do tradicional chimarrão, e apreciado nos países do Mercosul. Com paisagens muitas vezes comparadas à Europa, Urubici está situada no ponto mais elevado de Santa Catarina , possuindo Inúmeras as cascatas . Um exemplo é a Cascata do Avencal, com água despencando em queda-livre a mais de 100 metros de altura .
Outro local de destaque é o Morro da Igreja, com 1 822 metros de altitude, que permite enxergar todo o Litoral Sul Catarinense. Nesse morro, encontra-se a Pedra Furada, uma escultura natural em forma de janela. Outros atrativos turísticos são as inscrições rupestres dos tempos das cavernas, na Serra do Corvo Branco , a Gruta Nossa Senhora de Lourdes e a Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens.

Pomerode

É um município do estado de Santa Catarina, no Brasil. Localizado na Mesorregião do Vale do Itajaí e na Microrregião de Blumenau é conhecido por ser "A cidade mais alemã do Brasil". Amei conhecer Pomerode, seus parques, serras, zoológico e o maior ovo da páscoa,  recorde em tamanho.

COMPLEMENTAÇÃO DA HISTÓRIA VERBAL DE CORAÇÃO DE JESUS/MG

Coração de Jesus/MG
(foto:Selma Galiza)
Complementando a história de Coração de Jesus, escreverei um pouco sobre o “Casarão dos Rabelos”, que fica no início da Avenida Canabrava, próximo ao Cemitério Velho.
            Hoje, abril de 2019,  este Casarão faz parte dos monumentos históricos de Coração de Jesus/Mg.
            De todos os Casarões existentes, é um dos mais antigos em estilo colonial,  sede da Chácara do Canabrava,  conhecido pelos corjesuenses, principalmente os mais antigos, como o “Prainha”. Lugar onde na juventude dos anos 1930/90, muitos jovens e crianças divertiam-se às margens do Rio Canabrava em uma região popularmente conhecida  como a Prainha, que fica nas proximidades da sede desta Fazenda.
Terezinha Vasconcelos e João Galiza, em piquenique no rio Canabrava, "prainha" no ano de 1934
(foto: arquivos de João Galiza)
Quantas vezes já fomos nadar na Prainha, quantas vezes corremos de vacas bravas que eram soltas por lá!” Relatam alguns conhecidos. Quantas vezes a garotada foi a esta Prainha para colher, aliás, "pegar"  mangabas, pitombas, goiabas, coco macaúbas, castanhas e outros diversos frutos  do Cerrado que eram  encontrados nesta região, em grandes quantidades... Além de nadarem no rio Canabrava.
CASARÃO DOS BATISTAS
(Foto:Selma Galiza)
Dados da propriedade Chácara do Canabrava***  
A propriedade rural e urbana Chácara do Canabrava, nos subúrbios desta cidade de Coração de Jesus, Minas Gerais, às margens do Córrego Canabrava, com área de 200,16 hectares, em terrenos de cultura e Campo, encontra-se situada, uma casa sede denominada Chácara do Canabrava, na Rua Firmino Duarte, 203, Centro da Cidade, com duas portas e 6 janelas de frente, de 3 lances, coberta de telhas com frente para a Rua Firmino Duarte, com quintal cercado de arame farpado e achas de aroeira, ... Inclusive, existiam currais pregados na casa sede. Hoje existentes nos fundos do quintal.
Segundo historiadores, a casa Chácara do Canabrava, foi construída pela viúva conhecida por Dona Francelina ,que vendeu para o senhor Herculano Cândido Rabelo, pai de Dona Josefina Rabelo Conceição, que foi esposa do senhor Aristides Batista da Conceição, Ex.Prefeito desta cidade.
Com o falecimento do Senhor Herculano Cândido Rabelo, parte da propriedade ficou como herança para sua filha Josefina Rabelo Conceição e parte da sua terceira viúva, Dona Maria das Dores Rabelo, sendo que o senhor Aristides Batista Conceição, esposo de Dona Josefina Rabelo Conceição, adquiriu a parte da viúva e de outros formando a área total da propriedade, tudo conforme transcrições no registro de imóveis desta cidade e Comarca de Coração de Jesus Minas Gerais, sobre números 469, ... 1712.
Frente do Casarão dos Batistas
(Foto:Selma Galiza)
Na casa sede, Chácara do Canabrava, seus proprietários Aristides Batista da Conceição e esposa Josefina Rabelo Conceição, criou seus oito filhos, Sofia Rabelo Conceição, professora que foi casada com o senhor Luigi Nuzzi, Manoel Batista da Conceição, médico, foi casado com Jane Maria Batista, já falecido, Herculano Rabelo da Conceição, médico casado com Maria da Consolação Martins Rabelo, já falecida. Cecy Rabelo da Conceição Maia, contadora, viúva de João Maia Magalhães, Raimunda Nonata Rabelo Conceição, dentista falecida, Raimundo Nonato Rabelo Conceição, economista, casado com Antônia Marta Guimarães Rabelo, Hamilton Rabelo  da Conceição, médico casado com Maria Antunes, Pulquério Rabelo da Conceição, advogado casado com Nilda Lafetá Rabelo.
Com o falecimento do Senhor Aristides Batista Conceição, ocorrido em 24 de novembro de 1969, em seu inventário julgado em 1970, a propriedade com benfeitorias, inclusive, a casa sede Chácara do Canabrava, ficou para Dona Josefina Rabelo Conceição, transcrito no registro de imóveis sobre o número 452.
Em 25 de maio de 1977, Dona Josefina Rabelo doou a propriedade com benfeitorias, inclusive, a casa sede, Chácara do Canabrava para seu filho Pulquério Rabelo da Conceição, “Dr. Pulu”, conforme transcrição no registro de imóveis desta cidade sobre o número R 1/452, folhas 52, livro 2 b.
            Em 23 de setembro de 2003, conforme lei municipal de nº 395, sancionada em 14 de abril de 1997, a casa sede Chácara do Canabrava, foi Tombada pelo então Secretário de Cultura e comunicação senhor Wagner Leal Silva e pela Presidente do Conselho Municipal de Cultura de Coração de Jesus, Minas Gerais, Dona Maria Eloá Lafetá Vasconcelos para o patrimônio Municipal de Coração de Jesus, com o nome de “Casarão dos Batistas”.
Toda a propriedade, com a chave da casa sede “Chácara do Canabrava”, hoje denominada “Casarão dos Batistas”, continua pertencendo a Dr. Pulquério Rabelo da Conceição.***
Quintal do Casarão dos Batistas
(foto:Selma Galiza)
            No fundo do quintal deste casarão, existia um Engenho, mais conhecido como Trapiche que é, uma máquina destinada a moer a cana de açúcar, que consiste numa estrutura fixa onde se encontra um conjunto de ao menos dois cilindros, um recipiente, e um braço destinado a fazer rodar os cilindros. A máquina é movida a tração animal, geralmente bois. Para o efeito usa-se um animal, preso a uma das extremidades do braço, ou dois, podendo o segundo animal estar preso na outra extremidade do braço, ou ao lado do primeiro animal. O movimento circular do(s) animal(ais ) à volta da estrutura fixa faz acionar o conjunto de cilindros que vão girando, em sentidos opostos. A máquina é operada por dois trabalhadores, cada um colocado num dos lados da estrutura, que vão introduzindo, alternativamente, a cana nas finas ranhuras entre os cilindros. A cana é assim moída, e o suco da cana (calda ou garapa) é recolhido no recipiente colocado por baixo dos cilindros, para futuro tratamento.
Engenho doméstico de tração animal
            No Brasil, os trapiches foram usados nos engenhos de fabricação de açúcar. No período da escravatura, o trabalho animal chegou inclusive a ser ocasionalmente executado por escravos.
            Existiam também, no “Casarão dos Batistas”, dois Moinhos de moer milho, um Monjolo de solar arroz e uma gangorra. Monjolo é uma máquina hidráulicas rústicas, destinadas ao beneficiamento e moagem de grãos. A ferramenta foi importante, pois dispensava o uso de mão-de-obra escrava, que antes utilizava um pilão que trituravam os grãos de milho ou de arroz.
Pode ser usado para descascar e triturar grãos secos, resultando numa farinha mais espessa. Diversos alimentos, como o fubá e a farinha de milho, eram produzidos por meio do esmagamento nos monjolos. A ferramenta tinha capacidade de socar até trinta litros de milho em uma hora e meia. A expressão popular "trabalhar de graça, só monjolo" surgiu daí. Os monjolos, além de ecologicamente corretos, foram fundamentais para o desenvolvimento das atividades rurais nos séculos XVIII, XIX e XX.
Monjolo
            Com o efeito gangorra, a água impulsiona a ferramenta fazendo-a ter movimento. Em uma extremidade, uma concha é cheia com a água, fazendo a outra parte, equipada com uma estaca, se levante. Ao esvaziar a cuba, o movimento se inverte. Com esse movimento, os grãos vão sendo socados e moídos dentro de um pilão. Obviamente, a tarefa é mais demorada quando comparada com os equipamentos elétricos atuais, mas há considerável economia de energia.
            Além da função primária do monjolo de descascar e moer grãos, nas fazendas pelo interior do Brasil ele tomou também outra importante função: espantar pacas e lontras que vinham do rio para se alimentarem e que estragavam a plantação. A cada batida da mão do monjolo no fundo do cocho, respeitando a periodicidade que a água lhe implicava, um som de madeira ecoava pela mata, assustando e afastando os animais.
Quintal do Casarão
(foto:Selma Galiza)
            Encontra-se até hoje, neste casarão,  as casas dos moinhos e algumas peças, porém desativadas. Pode-se encontrar também, na localidade, o córrego que tocava os moinhos, o monjolo e a gangorra.  (Selma Galiza)

***(Dados fornecidos por Dr.Pulquério Rabelo ao aluno da E.E.Cel.Francisco Ribeiro, João Gabriel Rabelo Ruas para complementação de uma pesquisa escolar na disciplina de História)


Selma Galiza e Silvete Galiza na Prainha
Fotografadas no ano de 1982 por Sílvio Galiza