HIDROCONFLITOS

João Pessoa, PR

Os conflitos pela água tendem a ampliar-se no mundo. 
Os principais pontos de disputa estão no Oriente Médio e na África.
A água é um imprescindível recurso natural, considerado como estratégico em razão da sua importância para a vida das pessoas e das sociedades e também por não se distribuir de forma igualitária no globo, havendo regiões que possuem menos e outras mais. Por esse motivo, os recursos hídricos sempre foram motivos, ao longo da história, de debates e disputas. No entanto, o que foi algo em menor grau no passado pode tornar-se a grande tônica do século XXI, que pode presenciar um número sem precedentes de conflitos pela água entre países.
Com o crescimento populacional e, principalmente, com a disseminação da agricultura moderna, a água vem sendo consumida de forma cada vez mais ampla e intensificada. Por outro lado, a poluição e o uso não sustentável da natureza provocam a diminuição de sua disponibilidade no mundo. Em muitos locais, a instabilidade política e tensões entre governos por causa da água já são realidade.
O Oriente Médio é um dos locais onde mais acontecem e podem acontecer disputas pela água. Aliás, ela já foi motivação para algumas ações em uma área de grande tensão política: em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, Israel invadiu as Colinas de Golã, na Síria, tanto pela sua posição estratégica quanto pelo fato de essa localidade abrigar as nascentes do Rio Jordão, necessárias tanto para os israelenses quanto para a Jordânia.
Atualmente, no território da Palestina, a população local é privada de ter acesso às fontes locais pelo próprio governo de Israel, sendo um dos fatores que elevam a instabilidade política em uma área com grandes desertos e pouco potencial hídrico.
Outra zona de instabilidade geopolítica por causa da água é a Turquia e seus vizinhos Iraque e Síria. A questão ronda em torno dos rios Tigre e Eufrates, os quais abastecem sírios e iraquianos, mas possuem suas nascentes localizadas em território turco. Em 2009, uma seca na região diminuiu o fluxo dos rios e tornou as relações ainda mais tensas, uma vez que o Iraque passou a acusar os outros dois países de usarem acima do permitido as águas dos rios em questão, o que desencadeou falta de água no país. Os turcos, no entanto, afirmam que emitem mais água pelos rios do que o combinando em acordos internacionais. Enquanto isso, a tensão eleva-se na região e deixa em aberto a pergunta: será esse um foco de conflito armado no futuro?
Essa questão em torno dos rios Tigre e Eufrates não é uma grande novidade. A posição oficial da Turquia, por exemplo, é a de que “a água [dos rios] é tão turca como o petróleo do Iraque é iraquiano”. Em 1998, quase houve um conflito entre Turquia e Síria, pois os turcos iniciaram a construção de barragens e represas no leito do Tigre e também do Eufrates, o que diminuiria suas vazões nas áreas de suas jusantes.
Parque do Ibirapuera, São Paulo/SP
A lógica em outras regiões do mundo parece ser a mesma: a disputa não é só pela água em si, mas pelo controle de suas nascentes ou por uma maior cooperação entre os países em cursos d'água que percorrem vários territórios políticos. Na África, o rio Nilo passa pela mesma disputa por parte de Etiópia, Egito e Sudão; ao mesmo tempo em que Botswana, Namíbia e Angola também disputam, de forma semelhante, a bacia de Okavango.
Além da disputa pelo controle de nascentes de grandes rios interterritoriais, a previsão para o decorrer do século XXI é a emergência de conflitos que também se associem a ações imperialistas, em que países passem a invadir ou controlar politicamente outros territórios em busca da obtenção de água ou a sua importação a um menor custo. Por esse motivo, é preciso pensar em saídas para evitar uma escassez ainda maior desse recurso, com medidas que visem à sua sustentabilidade.


aquário da Foca, Zoológico de São Paulo/SP
Escassez de Água no Oriente Médio
A importância geopolítica da água no Oriente Médio vem alcançando elevadas dimensões ao longo das últimas décadas
Em contraposição ao fato de a região do Oriente Médio possuir as maiores reservas de petróleo em todo o mundo (cerca de 60%), essa região é a que possui a menor quantidade de água potável disponível para consumo doméstico e para atividades industriais e agrárias. Em razão disso, esse imprescindível recurso natural foi, é e será um dos principais elementos de acirramentos das disputas geopolíticas na região.
Na verdade, os analistas políticos são quase que unânimes em afirmar que a água (no caso, a ausência dela) será a principal causa dos conflitos do século XXI, a começar pelo Oriente Médio. Essa região conta com 5% da população mundial, mas apenas 1% das reservas de água no planeta. A cota atual de consumo de água pelos habitantes é de, aproximadamente, 1500m³, com estimativas de que, em 2025, essa taxa caia para 700m³, segundo dados do Banco Mundial.
Mas se engana quem pensa que a água é um fator geopolítico característico apenas do século XXI. Na verdade, várias disputas foram travadas na região do Oriente Médio, tendo como base o acesso a recursos hídricos, a citar o tão conhecido embate entre judeus e árabes.
Apesar de outros fatores geopolíticos também estarem envolvidos, como a posse por território e o conflito entre diferentes troncos étnico-religiosos, a água é um dos principais elementos em disputa. Nesse contexto, estiveram em disputa o acesso e o controle do curso do Rio Jordão, dos lençóis freáticos da Cisjordânia e do Mar da Galileia.
Outro foco de tensão envolve a Turquia, a Síria e o Iraque quanto ao uso dos rios Tigre e Eufrates, que nascem na cidade de Anatólia – território turco – e deságuam no Golfo Pérsico. Esses dois cursos d’água são extremamente importantes para o abastecimento desses países. No entanto, como a Turquia dispõe do uso e do controle da montante dos rios (isto é, dos locais onde eles surgem), isso pode afetar as outras duas nações.
Na década de 1990, quando a Turquia represou parte do leito dos dois rios para construir a Usina de Ataturk, enfrentou muitos protestos e até ameaças de invasão por parte da Síria e do Iraque. Ainda hoje, essa questão é muito polêmica e pode render sérios problemas para o futuro.
Uma estratégia recentemente desenvolvida vem sendo adotada na região, com destaque para Israel, que desenvolveu a maior usina de dessalinização do mundo. Ela consiste, basicamente, em retirar a água do mar e transformá-la em água potável, própria para consumo. Apesar de o país ser dominante nesse tipo de tecnologia (além de ser o líder mundial em técnicas de aproveitamento do uso da água), esse processo é considerado muito caro, além de ser considerado altamente poluente. Assim, dificilmente os demais países da região irão adotar esse recurso em um futuro próximo, em função de seus elevados graus de subdesenvolvimento e dependência econômica.
Diante desses fatos, evidencia-se o caráter geopolítico da água que, mais do que um simples recurso natural, é um dos mais cobiçados elementos territoriais em todo o mundo.

Natal/RN

Segundo dados do Banco Mundial, até 2050, mais de um bilhão de pessoas viverão em cidades sem água suficiente. À medida que a população aumenta, também cresce a necessidade de abastecimento. O principal problema é que a quantidade de água no mundo não aumenta.
Nesse cenário, a América Latina desempenha um papel-chave, porque possui a maior quantidade de água doce do mundo. Segundo a Global Water Partnership (GWP), quase um terço dos recursos hídricos renováveis estão na América do Sul.
Na lista de países que contam com a maior quantidade de água, três da América Latina estão entre os primeiros: Brasil (primeiro), Colômbia (terceiro) e Peru (oitavo).
Mas essa abundância de água não é suficiente para todos. Em cidades como Lima, São Paulo e Cidade do México, onde a demanda por esse recurso é muito elevada, grande parte da água potável é desperdiçada devido ao uso ineficiente e às instalações precárias, agravando assim a crise futura. São os bairros de maior renda que mais desperdiçam água em comparação aos bairros pobres, cujos habitantes sofrem com a escassez diária do recurso.

Nascente, Faz.Sabina, Coração de Jesus/MG

MAIS INFORMAÇÕES
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Horta Orgânica, Faz.Sabina, Coração e Jesus/MG

Alto preço da água
Segundo informações do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), mais de 1,1 bilhão de pessoas, distribuídas em 31 países, não têm acesso à água potável.
No Peru, por exemplo, onde uma grande região do país é um enorme deserto, os que estão mais afastados obtêm água através de caminhões-pipa, poços artesianos, rios, valas ou nascentes. Muitas vezes a qualidade dessa água é inadequada e seu abastecimento não é seguro. A cobertura de água e saneamento no país já supera 90%, mas são justamente os que não têm acesso à rede que pagam mais pelo serviço.
A Superintendência Nacional de Serviços de Saneamento (SUNASS) indica que um metro cúbico de água para um usuário conectado à rede pública custa aproximadamente 30 centavos de dólar, enquanto a compra de água de caminhões-pipa pode chegar a custar mais de 4 dólares (12 reais) por metro cúbico, ou seja, 12 vezes mais.
“A água aqui é cara, para cada tanque nos cobram até 10 soles [cerca de 3,3 dólares] e além disso é suja”, comenta Juan, que mora com a família num bairro pobre na periferia de Lima. O tanque comprado não chega a durar um dia (um metro cúbico).
Mas o problema não é apenas que a água esteja disponível para todos. Em países como o Uruguai, onde a cobertura do sistema de água atinge 100%, quase a metade da água potável se perde devido às tubulações velhas, roubos e fraude. Isso se repete por toda a região.
Caldas Novas/GO

Cuidar de um recurso não renovável
Apenas 2,5% da água no mundo é consumível. A água se encontra nos rios, lagoas, montanhas com neve, entre outros lugares. À medida que a demanda por água cresce, as cidades se veem obrigadas a depender das fontes que se encontram mais distantes da cidade e cujo aproveitamento é mais caro.
A agricultura utiliza aproximadamente 70% da água potável globalmente. Se em 2050 a população mundial atingir 9 bilhões, vamos precisar de alimentos para o número de habitantes atual e um volume ainda maior para cobrir essa demanda extra.
Aprender a reutilizar a água, especialmente no setor agrícola, é uma das soluções-chave para enfrentar a crise. Infelizmente, cerca de 90% da água residual de países em desenvolvimento flui sem tratamento até os rios, lagos e zonas costeiras. Segundo especialistas do Banco Mundial, na América Latina, três quartos da água fecal ou residual volta para os rios e outras fontes hídricas, criando um sério problema de saúde pública e para o meio ambiente.
As estações de tratamento de água, como a usina Taboada, em Lima, se transformaram em uma peça importante para a solução do problema. Os resíduos sólidos, em vez de serem lançados ao mar, podem ser reutilizados para fins comerciais como combustível, fertilizantes e material de construção.
Outras alternativas nos mostram que é possível fazer mais. No Peru, a capital econômica de 2015, um cartaz publicitário está produzindo água a partir da umidade do ar de Lima, que alcança 98%. Outro projeto está focado em melhorar as tubulações antigas da cidade e assim evitar vazamentos de água e consequente perda.
Finalmente, já que 71% dos glaciares tropicais – situados entre o Trópico de Câncer e o Trópico de Capricórnio – do mundo se encontram no país, um projeto busca aproveitar a água dos Andes, cerca de 7.240 quilômetros de picos cobertos de neve que desempenham um papel vital no abastecimento de água da região, e que se veem ameaçados devido ao derretimento causado pelo aquecimento global.
 

Releitura de obras de arte com fotografia




















Só de falar em fotografia, logo imaginamos as imagens que tiramos em todos os instantes para mostrar aos nossos amigos, publicar nas redes sociais ou em qualquer outra oportunidade que temos.
Pois saibam que a fotografia não serve apenas para registrar um momento bacana e depois compartilhar com a galera. Ela também é um importante segmento artístico.
Para falar sobre o surgimento da fotografia e todas as possibilidades artísticas que ela oferece, a professora Diva de Lourdes, E.E. Benício Prates em Coração de Jesus/Mg, propôs um trabalho muito divertido para os alunos do Ensino Médio desta escola...
Durante as aulas, a turma fez uma pesquisa histórica de obras literárias famosas e usaram a máquina fotográfica para fazer uma releitura de uma destas obras de artes.
A escolha da obra ficou livre para cada grupo. Eles interpretaram e recriaram a obra, com o auxílio de roupas e acessórios, fotografaram essa releitura.
                                                                       














A atividade foi ótima para exercitar o olhar, pois reler uma obra é totalmente diferente de apenas reproduzi-la. É preciso interpretar o que se vê e exercitar a criatividade.
Há uma série de artistas que fizeram releituras de obras importantes, inclusive com o auxílio da fotografia. Um deles é o fotógrafo italiano Marco Pece, que usou peças de Lego para reconstruir quadros como “O Grito”, de Edvard Munch.

Releituras de obras de arte, em sua maioria,  rendem resultados bem criativos, e às vezes engraçados.

Só não podemos confundir a releitura com um plágio. As releituras nada mais são do que uma outra versão em linguagem diferente. E plágio é basicamente assinar e se apropriar de alguma obra intelectual, ou parte dela, criada por outra pessoa, e não colocar os créditos devidos.

Adaptar um livro para o cinema, fazer uma imagem a partir de um poema, descrever uma paisagem. Várias formas de releitura, várias imagens de uma só ideia. Contar algo com uma nova linguagem é sempre um desafio e, apesar  trazer algo conhecido, sempre surpreende.
Os participantes, por sua vez, abusaram da criatividade - alguns brilharam pelo realismo dos detalhes, outros conquistaram pela originalidade.



 

“O trabalho cumpriu o objetivo de estimular os alunos e também despertar o interesse artístico da comunidade escolar. Valorizar a cultura também é um dos nossos compromissos, já que as escolas estaduais focam na formação integral dos estudantes”.

Outros trabalhos...










O BRASIL TURÍSTICO

Gramado, RS

O turismo no Brasil é um setor crescente e fundamental para a economia de várias regiões do país. O Brasil milhares de turistas todo ano, sendo classificado, em termos de chegadas de turistas internacionais, como o principal destino da América do Sul e o segundo na América Latina, depois do México. As receitas geradas pelos turistas internacionais são de grande importância para a economia brasileira.
Oceano Atlântico, Praia do Flamengo/RJ

            O Brasil oferece aos turistas nacionais e internacionais uma ampla gama de opções, sendo que as áreas naturais são o seu produto turístico mais popular, uma combinação de ecoturismo com lazer e recreação, principalmente sol e praia e turismo de aventura, bem como o turismo histórico e cultural. Entre os destinos mais populares estão a Floresta Amazônica no Norte, praias e dunas da região Nordeste, o Pantanal no Centro-Oeste, praias de Rio de Janeiro e Santa Catarina, o turismo cultural e histórico de Minas Gerais e viagens de negócios na cidade de São Paulo. 
Rio Jequitaí, MG

            A maioria dos visitantes internacionais que chegaram  vieram da Argentina (30,8%), dos Estados Unidos (11,5%) e do Uruguai(5,0%), sendo o Mercosul e os países vizinhos da América do Sul os principais emissores de turistas. O turismo interno é um segmento de mercado fundamental para a indústria, uma vez que 51 milhões de pessoas viajaram pelo país.
Cidade Maravilhosa, Rio de Janeiro/RJ

            No Índice de Competitividade em Viagens e Turismo , uma média dos fatores que avaliam se um país é atraente para o desenvolvimento de uma indústria turística, o Brasil ficou no 28º lugar entre os 141 países avaliados, sendo a terceira melhor pontuação do continente americano, atrás de Canadá e Estados Unidos. As principais vantagens competitivas do Brasil avaliadas pelo TTCI são seus recursos naturais, critério no qual o país ficou em primeiro lugar entre todos os países considerados, e seus recursos culturais, onde o país foi classificado na 23ª posição, devido a seus muitos sítios do Patrimônio Mundial.
João Pessoa, PB

            O Brasil é classificado como um dos melhores destinos turístico do mundo. No entanto, podemos observar alguns pontos fracos do Brasil: a sua infraestrutura de transporte terrestre continua subdesenvolvida (classificada em 129º lugar), sendo que a qualidade das estradas foi avaliada no 121º lugar, enquanto a qualidade do transporte aéreo na 131ª posição. Além disso, o país continua a sofrer com a falta de competitividade dos preços (classificado em 126º), em parte devido aos preços elevados e crescentes impostos.
Natal, RN

Meio Ambiente em Questão

Praça Dr. Samuel Barreto, uma das mais arborizadas em Coração de Jesus/Mg
Durante a realização deste projeto sobre o Meio Ambiente, foi registrado a história verbal de alguns bairros da cidade de Coração de Jesus/Mg. Divulgado também, relatos sobre o meio ambiente e como está sendo tratado pela comunidade local.
Quadra da E.E.Benício Prates durante a apresentação do Projeto sobre o Meio Ambiente em Questão
Projeto
MEIO AMBIENTE EM QUESTÃO
- "Água: um recurso esgotável?"
- "Onde vai parar nosso Lixo?"
- “Como evitar a degradação do meio ambiente?”
Compreender que a relação homem-natureza precisa ser mais harmônica, pois o homem ao mesmo tempo em que destrói, torna cada vez mais dependente do meio ambiente e, esse ambiente precisa ser conservado para garantir a sobrevivência das futuras gerações.
Alunas do 3º ano da E.E.Benício Prates na apresentação
das pesquisas nos bairros de Coração de Jesus/Mg.

E ainda...
·        Entender a educação ambiental como questão de sobrevivência.
·        Sensibilizar a comunidade escolar sobre a mudança de postura para a prática da educação ambiental.
·        Desenvolver o espírito criativo e a consciência crítica através da observação “in loco”, colher informações, fazer análise e sugerir melhorias.
·        Colocar em prática e aperfeiçoar a aprendizagem dos alunos em sala de aula, através das aulas de campo e culminância do projeto na escola.


O modelo econômico vigente difunde a necessidade de produzir, comercializar e consumir sem se preocupar com a escassez dos recursos naturais e sua sustentabilidade para as futuras gerações. Essa ideologia de mercado tem se propagado por quase todos os cantos do mundo, a produção em larga escala e os avanços tecnológicos tornam os produtos obsoletos em pouco tempo e os consumidores se sentem na obrigação de descartar os produtos usados e adquirir os de ultima geração.

Exposições dos trabalhos na culminância do Projeto sobre o Meio Ambiente em Questão
Neste contexto entende-se a prática da educação ambiental no ambiente escolar como uma alternativa para sensibilizar nas pessoas a necessidade de mudança de postura e costumes frente ao que nos impõe a propaganda. O agir local poderá fazer toda a diferença, pois à medida que adotarmos novos ideais de vida com respeito ao meio ambiente estes poderão atingir um maior número de indivíduos.
Pesquisa realizada pelos alunos e conclusões registradas.
O meio ambiente oferece aos seres vivos as condições essenciais para a sua sobrevivência e evolução. A sociedade humana não se sustenta sem água potável, ar puro, solo fértil e sem um clima ameno. Não há economia sem um ambiente estável.

Trabalhos realizados  pelos alunos após pesquisas nos bairros
da cidade de Coração de Jesus/MG.

Muitas pessoas, no entanto, ainda não compreenderam isso. Ao desenvolver suas atividades socioeconômicas, destroem de forma irracional as bases da sua própria sustentação. Não percebem que dependem de uma base ecológica para a sua vida e a de seus descendentes.Vivem como se fossem a última geração sobre a Terra.




Felizmente o ser humano começa a tomar consciência que a Terra é o seu lar. Após décadas de devastação ambiental, há sinais de mudanças.Verificam-se muitos avanços, como por exemplo:

.criação de instituições para cuidar do meio ambiente;
.realização de encontros locais, nacionais e internacionais;
.crescente mobilização mundial;
.aperfeiçoamento de fontes renováveis de energia;
.desenvolvimento de processos de gestão ambiental, como: educação ambiental; licenciamento ambiental; legislação ambiental; zoneamento ambiental; criação de unidades de conservação (parques nacionais); engenharia ambiental, tecnologias limpas; manejo de bacias hidrográficas; reciclagem.

Entretanto, apesar de inegáveis avanços, o meio ambiente ainda carece de muitos cuidados. Ainda poluímos o ar que respiramos, degradamos o solo que nos alimenta e contaminamos a água que bebemos.

TRABALHOS DE CAMPO
ETA (Estação de Tratamento do Esgoto)

Visita à Estação de Tratamento de Esgoto – ETE 

Objetivos

- Entender o processo de destinação adequada dos efluentes domésticos;
- Compreender que os efluentes direcionados a ETE evitam os sistemas de fossas sépticas  que contaminam o solo e o lençol freático. 

-Matutino: 3° Ano Roxo e 3° Ano Preto 
-Vespertino: 1° Ano Azul e 3° Ano Azul

O atual modelo de "desenvolvimento" produz exclusão social e miséria por um lado, e consumismo, opulência e desperdício, por outro. Baseia-se no aumento crescente da produção e do consumo.

Aumentando o consumo, aumenta-se a pressão sobre os recursos naturais, ou seja, necessita-se mais água, mais matérias-primas, mais eletricidade, mais combustível, mais solos férteis. Com isso, cresce a degradação ambiental em todas as suas formas. Perde-se então a qualidade de vida. 


Palestra do Agente da Copasa/Mg  
Visita à Estação de Tratamento de Água – ETA
Objetivos:
-Refletir sobre a importância desse recurso natural no sentido de que ele não é inesgotável e o cuidado em relação a sua poluição, pois o processo de limpeza que será mostrado é algo complexo que detém um custo muito alto, dessa forma uma preservação através da educação seria uma forma eficaz da manutenção desse recurso tão precioso;
-Os alunos terão conhecimento da importância da água limpa, apresentando a questão das doenças provenientes de águas impróprias para consumo.
Observando como é feito o tratamento da água (ETA)
 8° e 9° anos
Consumir água tratada evita uma gama de doenças causadas por bactérias e micro organismos contaminantes. Além do tratamento adequado, que já acontece nas cidades com a distribuição encanada se faz necessária a filtração adequada.
O tratamento refere-se à remoção de contaminantes e impurezas antes de chegar à casa das pessoas. O tratamento é necessário devido aos resíduos das substâncias presentes no meio ambiente podem ser prejudiciais ao homem. Esse tratamento se diferencia de acordo com sua captação. Se for captação em águas subterrâneas, no caso de poços profundos, o tratamento pode ser deixado de lado, porque essa água é filtrada naturalmente pelo solo e se não houver a exposição a agentes poluidores, não serão contaminadas. É necessária apenas a desinfecção com cloro ou outro elemento filtrante.
Alunos do 9º ano observando o rio Canabrava

Visita ao Rio Canabrava (São Crispim)
Objetivos
-Conhecer o local de captação de água da COPASA;
-Observar a vegetação ribeirinha, caracterizando-a;
-Observar a intervenção humana na área visitada.
Caminhada Ecológica até o rio Canabrava (S.Crispim)
1° e 2º Anos (Ensino Médio)
Mas afinal porque tantos afirmam que a água está com seus dias contados?
Essa pergunta pode ser respondida de uma forma clara e objetiva. Se considerarmos a água de modo geral (salgada e doce) existente em nosso planeta podemos considerá-la como um bem infinito, pois o ciclo hidrológico que rege  a Terra a renova constantemente com a evaporação e a precipitação. Porém se levarmos em conta apenas a água potável necessária e disponível para o consumo humano podemos dizer que ela será considerada um bem finito pois a ação antrópica degrada grande parte deste bem tão valioso fazendo com que uma parcela significativa da população mundial não possa ter acesso a ela.

A água cobre 75% da superfície da Terra. A água salgada está presente nos mares e oceanos e representa 97,4% de toda a água. A doce, portanto, não chega a 3%, sendo que 90% desse volume corresponde a geleiras e o resto a rios, lagos e lençóis subterrâneos. Daí a importância da preservação dos mananciais.

Observando a Horta Orgânica 

Visita a uma horta Orgânica (Faz. Sabina)
Objetivos
-Despertar o interesse dos alunos para o cultivo de horta e conhecimento do processo de germinação; 
-Dar oportunidade aos alunos de aprender a cultivar plantas utilizadas como alimentos; 
-Conscientizar da importância de estar saboreando um alimento saudável e nutritivo;
-Estimular os alunos a construírem seu próprio conhecimento no contexto interdisciplinar.



Plantar, regar e colher. O ciclo natural respeitado, sem interferência de agrotóxicos e produtos para aumentar a produção. Quem gosta de verduras fresquinhas com sabor da “salada da vovó” tem uma ótima opção. Além de propiciar qualidade de vida para a comunidade, tem a função de projeto ambiental para toda a população.
Prof.Claudio com os alunos da E.E.Benício Prates 
As hortaliças, abrange mais de 100 espécies, são consumidas cruas, cozidas, industrializadas e como condimentos. Muitas são de conhecimento público, mas algumas só aparecem em mercados regionais fazendo parte de pratos típicos. A horta é essencial para a melhoria da qualidade de vida das famílias.
A horta é importante sob o ponto de vista nutricional, como forma de terapia ocupacional, na melhoria do hábito de consumo das pessoas, na economia das famílias e até na manutenção e/ou melhoria da saúde e prevenção de doenças. É importante destacar, no entanto, que todos os benefícios proporcionados pela horta deixam de existir se forem utilizados agrotóxicos e adubos químicos.
O maior desafio dos educadores no século XXI é se adequar a maneira como as crianças e adolescentes pensam para que o conteúdo seja absorvido de maneira satisfatória. Uma boa estratégia é trazer a prática para a aula. Deste modo, a teoria passada em sala ganha exemplos reais e deixa de ser abstrata.
Alguns canteiros da Horta Orgânica na Faz.Sabina
As hortas também podem inserir a comunidade, trazendo para o projeto os pais e familiares dos alunos. As crianças servem de multiplicadores, porque levam o que aprendem na escola para casa e, deste modo, a influência da horta não se restringe à escola.
Interior da Gruta Madame Cassu

Visita à Gruta Madame Cassu.

Objetivos

-Identificar diferentes formas de relevo em Coração de Jesus;
-Conhecer uma gruta calcária e aprender a respeitar e valorizar o patrimônio histórico;
-Estar em contato com o Cerrado e caracterizar o mesmo.

Turmas do 2º ano (Ensino Médio)

Alunos da E.E.Benício Prates e E.E.Cel.Fco.Ribeiro
a caminho da Gruta Madame Cassu para pesquisas.
As Grutas, que podem também ser chamada de cavidades naturais subterrâneas, fascinam os homens desde os tempos antigos, onde eram usadas para protegê-los de animais e do frio. Sabemos disso, porque já foram encontradas pinturas em suas paredes de pedra, e conchas que nos dão sinais da existência de sambaquis naquela época, ou seja, uma forte presença humana desde a antiguidade.
As Grutas sofrem uma grande intervenção humana e isso dificulta a preservação delas, pois são muito usadas para estudos.

A fauna das grutas depende do lugar onde se localizam, da temperatura do local e dos acontecimentos geológicos. Em geral, as Grutas de calcário, em sua evolução, passam por momentos de total escuridão permitindo e forçando a adaptação de diversos seres vivos.
Esses seres que vivem ou utilizam essas grutas, sofrem muito com os impactos trazidos pelos homens, tanto da forma direta, quanto da forma indireta.
 
As grutas podem não parecer, têm uma grande importância ao ecossistema do lugar onde são localizadas. No momento em que há um impacto grande que cause uma desestruturação do ambiente externo, que tenha sido causado ou pela natureza ou pelo homem, isso compromete o estado de conservação do próprio ambiente externo.

O que falta para o Brasil ter uma boa preservação é estudo sobre as grutas.
Outro desafio é educar a população a respeito da importância da preservação desses ecossistemas. Essas informações a favor da preservação não devem apenas ser pensada, tem que ser divulgadas, através da prática de educação ambiental, sendo essencial formar profissionais capazes de cumprir essa tarefa. Eles terão que fornecer, à população interessada, uma visão completa das cavernas (grutas), contendo todos os seus aspectos geológicos e biológicos, na intenção de despertar interesse.


Professores: Selma, Diva, Clarisméia, Jacquelane, Mary e Elizabete.(visita à Gruta Madame Cassu)
Professores e alunos da E.E.Benício Prates

Agentes da Copasa/Mg, professores e alunos em visita a ETE de Coração de Jesus/MG















Professores: Selma, Geane, Ivana e Rosane (visita à ETA)