Termina a histórica GREVE dos Educadores de Minas Gerais


Quem Luta, Educa!
Breve avaliação do dia 27 de setembro de 2011
"112 dias de greve.
197 horas de greve de fome.
Ao se fazer uma avaliação no calor dos acontecimentos, corremos o risco de sermos mais emotivos e menos racionais. Mas a ausência de espaços e momentos de avaliações contribuem para perdermos o caminho.
Sou da teoria de que recuar jamais, mesmo que seja para tomar impulso. Mas um movimento coletivo não é feito de características pessoais ou fogueira das vaidades. Deve ser pensado à luz de todos os fatores. A greve também não pode se tranformar num espaço de disputa para impor derrota ao outro, mas para a conquista de direitos.
A suspensão da greve, decidida em assembleia na noite do dia 27/09, não foi por uma concordância de que a proposta do governo nos contemplaria plenamente tão pouco significará a pacificação da categoria.
Iniciamos esta greve pelo pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional. O governo ficou por mais de 90 dias insistindo e investindo no subsídio como forma de remuneração. Quando finalmente apresentou um valor de vencimento básico, desconsiderou a carreira colocando um valor que não levava em conta a formação e o tempo de serviço.
Nesta terça-feira, conseguirmos uma negociação do Estado através da Assembleia Legislativa.
Nesta negociação conseguimos: o reconhecimento do Piso Salarial na carreira da educação (e não apenas para professor, conforme anunciado pelo governo), a suspensão da tramitação do projeto de lei 2.355. O Piso Salarial na carreira significa aplicá-lo na tabela de vencimento básico considerando os percentuais existentes (22% entre os níveis e 3% entre os graus). O reposicionamento da categoria nesta tabela (que está publicada no Informa 48 do sindicato) será objeto de definição por uma comissão com participação dos deputados estaduais, Governo e categoria, com impacto financeiro entre 2012 e 2015. O que nós não conseguimos avançar foi nos critérios deste reposicionamento. Mesmo porque o sindicato defende que tem que ser imediato e automático.
A comissão incia os trabalhos nesta quinta-feira, dia 29/09.
Quanto ao pagamento e reposição, estes assuntos serão objetos desta primeira reunião.
Por isso aprovamos que a categoria aguarde esta reunião para qualquer discussão de reposição.
As exonerações e sindicâncias anunciadas contra os servidores designados foram suspensas.

Porque a greve foi suspensa?

Porque conseguimos uma negociação e o reconhecimento do Piso Salarial na carreira. Foi à luz disto, somada à nossa dificuldade de reverter as decisões judiciais, o que fragilizava a situação de cada trabalhador que recuamos.
Pelo meu desejo, a greve continuava. Mas um movimento coletivo não é feito pelo desejo individual e saimos desta greve com o que fomos buscar: com o Piso Salarial.
Fica tudo resolvido? Não. Conhecemos este governo e sabemos que tudo que quisermos será através de pressão e luta. Por isso continuamos em estado de greve e o Comando de Greve se reunirá no dia 08/10 para avaliar a greve e o andamento dos trabalhos desta comissão.
A interlocução do Secretário de Estado de Governo (foi ele que assinou o Termo de Compromisso) foi importante. Este papel caberia à Secretaria de Estado da Educação mas quis assumir outro papel nesta greve.
Recuar dói. Mas é preciso reconhecer que avançamos. Muitos colegas não acreditaram que conseguiríamos uma negociação do Piso Salarial."
(Beatriz Cerqueira)

GREVE NA EDUCAÇÃO de Minas Gerais.

Ditadura em contexto diferente

Uma verdadeira aula de Cidadania pelas ruas de Belo Horizonte com reflexos em toda Minas Gerais.

Prabéns Educadores!

Cerca de 9mil trabalhadores e trabalhadoras em educação da rede estadual decidiram, em Assembleia Estadual ocorrida nesta tarde (08/9), no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), manter a greve por tempo indeterminado. Mesmo sem receber pagamentos, os educadores mineiros enfrentam a pior greve na educação e o pior governo, intransigente e incompetente em resolver os graves problemas existente no estado.Cadê a educação pública do 3º maior estado em economia do Brasil? Nossos jovens estão fora da escola a mais de 3 meses e ninguém faz nada.Aqueles que tem dinheiro já migraram para as escolas particulares.E os pobres...



Na oportunidade, o Governo insiste na proposta de um valor de Piso de R$712, a partir de janeiro de 2012, desconsiderando o tempo de carreira e o grau de escolaridade. A direção estadual do Sind-UTE/MG explica porque não atende. “A proposta nada mais é que o achatamento da carreira, não está aplicada a tabela de vencimento básico vigente e ela contemplaria apenas o professor, excluiria outros categorias de educadores. O Governo não apresentou proposta para os cargos de suporte à docência e, por isso também não cumpre a Lei .”

A direção do Sind-UTE/MG conclama a categoria a continuar mobilizada para fortalecer o movimento, que avalia ser justo, pois trata-se de um cumprimento à Lei Federal. Os trabalhadores vão se organizar e realizar vários atos e manifestações dialogando com a sociedade, divulgando panfletos, além de promover atividades de caça ao governador e manter a articulação com movimentos sociais e entidades sindicais, com objetivo de fortalecer a greve. O Sindicato orienta os designados a não assinar nenhum documento e a permanecerem em greve.


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Acorda Minas Gerais!!!

Coração de Jesus, cada dia mais Linda!!!

Estar em Coração de Jesus é estar no Paraíso!


Mais uma vez, Coração de Jesus demonstrou sua devoção ao padoeiro da cidade, "O Sagrado Coração de Jesus".
Lindos encontros religiosos aconteceram durante dos dias de festividade, culminando com uma belíssima procissão que reuniu todas as comunidades dos bairros, distritos, povoados e vilas, lotando assim o centro da cidade com milhares de pessoas ao encontro da PAZ.
Parabéns Corjesuenses!
"No coração de Jesus
Tenho tudo que eu quero
No coração de Jesus
Tenho a paz que eu preciso
Tenho o abrigo perfeito
Contra qualquer perigo
Tenho o apoio da mão
Do verdadeiro amigo"
(Roberto Carlos)

SOS EDUCADORES.wmv

DIA DO ESTUDANTE


11 DE AGOSTO - DIA DO ESTUDANTE.
Origem

No dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda, este último mais tarde transferido para Recife.

Até então, todos os interessados em entender melhor o universo das leis tinham de ir a Coimbra, em Portugal, que abrigava a faculdade mais próxima.
Na capital paulista, o curso acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, um edifício de taipa construído por volta do século XVII. As primeiras turmas formadas continham apenas 40 alunos. De lá para cá, nove Presidentes da República e outros inúmeros escritores, poetas e artistas já passaram pela escola do Largo São Francisco, incorporada à USP em 1934.
Cem anos após sua criação dos cursos de direito, Celso Gand Ley propôs que a data fosse escolhida para homenagear todos os estudantes.
Foi assim que nasceu o Dia do Estudante, em 1927.

Homenagem aos Estudantes

Se quiseres ser um verdadeiro estudante
Não aprenda só o superficial,
Pois o difícil pode se tornar barreira vencida.
Para aquele cujo momento chegou agora, nunca é tarde demais!
Aprender o ABC não basta, mas aprenda-o.
Procura na escola o que deseja para tua vida,
Pois ela te recolherá, orientará, dirigirá.
Confia nos teus mestres: eles não te decepcionarão.
Se não tens teto, cobre-te de saber,
De vontade, de garra.
Se tens frio, se tens fome,
Agarra-te ao livro: ele é uma boa arma para lutar.
Se te faltar coragem,
Não tenha vergonha de pedir ajuda.
Certamente haverá alguém para te estender a mão.
Sê leal, fraterno, amigo, forte!
Nunca te deixes ser fraco, desleal, covarde.
Pois tu, jovem estudante, tens que assumir o comando do teu país.
Respeitar para ser respeitado.
Valorizar para ser valorizado.
Espalhar amor para seres amado.
Não tenhas medo de fazer perguntas: toda a resposta terá sentido.
Não te deixes influenciar por pensamentos alheios ou palavras bonitas.
Tenha a tua própria linguagem (aperfeiçoa-te).
Quando te deparares com a injustiça, a impunidade, a corrupção, a falta de limites, o abuso de poder,
Pensa na existência de tudo o que te cerca.
Busca o teu ideal e lembra: um valor não se impõe, se constrói.
Não faça do teu colega, uma escada para subir.
Isto é imoral e a imoralidade não faz parte da tua lição.
É na Escola que se constrói um Cidadão!
Parabéns pelo seu dia!
Prof.Selma Galiza.

Veja a Indignação dos Educadores!


Mesmo com corte de pagamentos, ameaças de substituições, compra de anúncios divulgados pela imprensa, os professores do Estado de Minas Gerais decidiram permanecer em greve até que o governo negocie o piso salarial com a categoria.

Decisão do Governo do Estado de realizar contratações
A respeito da decisão do Governo do Estado que anunciou na tarde de hoje (09/08) a contratação de professores substitutos para o 3º ano do Ensino Médio, nossa posição é a seguinte: O direito de greve dos servidores públicos é legítimo, estando previsto constitucionalmente no artigo 9º da Constituição Federal de 1988: “é assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”. A regulamentação deste direito foi estabelecida pela Lei Federal No. 7.783 de 28/06/89, por força da decisão proferida no Mandado de Injunção No. 708 do Supremo Tribunal Federal (STF).

Por isso, é vedada a rescisão de contrato de trabalho durante a greve, bem como a contratação de trabalhadores substitutos (art. 7º, § único da Lei 7.783/89). A ausência do trabalho por motivo de greve não pode ser confundida com falta injustificada, não podendo ocorrer punições pelo governo do Estado.

Art. 7º - Observadas as condições previstas nesta Lei, a participação em greve suspende o contrato de trabalho, devendo as relações obrigacionais, durante o período, ser regidas pelo acordo, convenção, laudo arbitral ou decisão da Justiça do Trabalho.
Parágrafo único. É vedada a rescisão de contrato de trabalho durante a greve, bem como a contratação de trabalhadores substitutos (...).


O Sind-UTE MG já recorreu à justiça e aguarda o pronunciamento do Poder Judiciário.


MPE inicia investigação para apurar impasse entre o Governo e Sindicato.

Até que enfim, não estamos a sós. Chega de abandono! Já estava na hora de alguém ouvir nossos apelos. Educação é coisa séria, e o professor não poderia continuar carregando todas as responsabilidades, enquanto Governo tira o corpo fora e ainda faz políticas com o pouco de bom que conseguimos fazer enfrentando grandes barreiras dentro das salas de aula super-lotadas, perseguições, violência, infra-estruturas precárias e salário de miséria.

Um verdadeiro descaso com o Educador e a Educação...

O Ministério Público Estadual abriu inquérito civil para apurar a real remuneração dos Servidores da Educação de Minas Gerais.

A investigação tem por objetivo esclarecer o ponto de impasse entre grevistas e governo e, a partir disso intermediar as negociações.

Em reunião dia 10/08 com a promotora, pais e alunos oficializaram pedido de intervenção do MPE pelo fim da greve.

Participaram da reunião a Coordenadora da Promotoria Estadual de Defesa da Educação do MPE, Maria Elmira Dick, o procurador-geral de Justiça Adjunto, Geraldo Vasques, além de diretores do Sind-UTE/MG e as secretárias de Estado da Educação, Ana Lúcia Gazolla e a de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena.

Todos os esclarecimentos foram feitos durante a reunião entre a promotoria, Sind-UTE, e secretária de Educação. O encontro foi ministrado pela promotora Maria Elmira do Amaral Dick.

Uma nova reunião foi agendada pela promotoria para o dia 16/08.



Educadores Mineiros continuam em Greve...


Ficou decidido, depois de assembleia realizada nesta terça-feira que a greve dos professores da rede estadual de Educação vai continuar até que seja possível entrar em um acordo com o Governo Anastasia.Quanto a contratação de professores para o 3º ano do ensino médio, medida ilegal adotada pelo governo Anastasia, o sind-UTE já entrou com recursos legais e aguarda a decisão judicial.Todos os sindicatos resolveram reunir-se com o sind-UTE nesta luta que agora diz respeito não só à Educação de Minas, mas à caracterização de Sindicatos em si.Uma reunião foi agendada para o dia 11/08/2011 em Brasília/DF para discutir os rumos que deverão tomar este impacto de trabalhadores da educação e Governo. Minas Gerais, mais uma vez avança na frente, mostrando para o Brasil e para o mundo que Educação é coisa séria e deverá ser tratada como tal.Parabéns professores grevistas, é na escola que se cria um Cidadão.
A greve já dura mais de 60 dias e a principal reclamação da categoria diz respeito ao piso salarial. Eles pedem o cumprimento da lei 7.738, que regulamenta o piso salarial.O impasse com a Secretaria da Educação se dá porque, para o Governo, o valor entendido como piso é de R$ 1.187 para uma jornada de 40 horas semanais.Para uma jornada de 24 horas semanais, portanto, eles receberiam R$ 1.122, o que o Governo considera ser um valor acima do piso nacional.
Para o sindicato, R$ 1.122 é o total da remuneração de profissional de ensino médio no estado, sendo que o vencimento básico é de R$ 369. O que os professores pedem é que o vencimento básico passe a ser de R$ 1.597.
A cada tentativa de repreensão feita pelo governo aos grevista, fortalece mais a greve.Muitas escolas que não aderiram à greve no primeiro semestre, fecharam suas portas em agosto, fortalecendo ainda mais o movimento e comprovando a indignação dos colegas educadores.

Segundo a secretaria, o governo vai acompanhar as negociações feitas pela categoria para definir as novas medidas para a solução do problema e auxílio aos estudantes. Muitos alunos reclamam que a paralisação prejudica o ano letivo e etapas importantes da formação, como o vestibular.

O Governo reiniciou as negociações com a categoria para discutirem sobre a adesão ao piso nacional dos educadores em Minas Gerais .Uma reunião com a secretária de planejamento Renata Villena e Beatriz Cerqueira, coordenadora do Sind-UTE acontecerá, com o objetivo de resolver estes impasses e colocar fim à greve. Conforme Dep. Rogério Correia, o governador teme abrir as contas do governo estadual para receber ajuda de custo do Gov. Federal e colocar em público que o mesmo não aplica a percentagem exigida no setor de educação e saúde.