Poesia X Poetas



A arte de fazer poesias

A poesia é um meio privilegiado para despertar o amor pela língua materna. 
A rima, o ritmo e a sonoridade permitem uma descoberta progressiva das potencialidades da linguagem escrita. 
Essa descoberta, tão decisiva para a formação do indivíduo, adquire assim um caractere lúdico.
Brincar com os sons, descobrir novas ressonâncias, ouvir e ler pequenas histórias em verso, memorizar os poemas preferidos, desvendar imagens e sentimentos contidos na palavra, são atividades de adesão imediata que podem e devem ser introduzidas no universo infantil antes da alfabetização, pois constituem uma excelente forma de preparação para aprendizagem da leitura e da escrita.
A poesia nada mais é do que o retrato da nossa imaginação, da nossa autenticidade, beleza e emoção.
Ela nos dá uma visão geral de que as crianças devem ser estimuladas desde pequenas para o seu fazer poético, que elas são capazes de transmitir todas as sensações sem pensar, e que, desde cedo, podem e devem ser consideradas poetas de verdade.
A linguagem poética é uma das mais interessantes, porque mexe com nosso sentimento, nossa sensibilidade. 
Se as crianças forem estimuladas à leitura desde a infância e o ambiente onde iniciamos for carregado de magia, será possível uma relação entre o pensar e o sentir, um jogo de palavras sedutor que chamamos de poesia, pois esse mundo é fascinante e imprevisível.


Poetas de nossa terra

Mesmo distantes, dão sua contribuição para colorir ainda mais o mundo da imaginação.

 

“Poema é quase como um quadro abstrato
cada um vê de um jeito”.  (Filomeno P. Santos)


NOITE DE ABANDONO

NO LONGO RIO NAVEGA,
COM ÁGUAS CLARAS ÀS VEZES AZULADA
O BRILHO DA LUA PRATEIA,
ILUMINANDO A SUPOSTA ESTRADA.

COM A FUMAÇA DE UM CIGARRO DE PALHA
REPELINDO OS MOSQUITOS DA MADRUGADA,
BASTAVA A PICADA QUE FAZ SANGRAR O PEITO·
DA MULHER QUE DIZIA SUA AMADA.

BEM VINDA SERIA A MORTE,
NESSES MOMENTOS CRUÉIS DA VIDA,
É TRISTE O ABANDONO DE QUEM AMOU MAIS QUE O MUNDO,
JAMAIS FECHA TAL FERIDA.

DESCER RIO ABAIXO EM DIREÇÃO DO NADA,
TALVEZ NÃO SEJA UMA MELHOR SOLUÇÃO,
MAS QUANDO SE PERDE TUDO QUE AMA
NADA MAIS IMPORTA, DEIXA DE EXISTIR A RAZÃO.
                  Autoria: Filomeno Pereira dos Santos


ANTES DO SOL NASCER

Teu amanhecer é lindo
Ao longo do dia ate o entardecer
É a noite trazendo consigo
O encanto e a felicidade do viver.

A lua clareia teus rios
Inundando de luz teus cantos
embreagando praças e ruas
deixando ensalar a flor do campo.

Em ti, quantas noites foram insanas
Inocentes momentos de lembrança fortes ou vazias
No colo de tuas madrugadas
A paz muitas vezes dormia.

Com olhares em futuro distante
Resgata um passado feito
Mesmo que seja singelo ou intrigante
No coração de Jesus que se acalanta o peito.

(Filomeno P. dos Santos)

 

Os oceanos e sua importância econômica.




Os Oceanos
O planeta Terra possui extensão territorial de aproximadamente 510 milhões de quilômetros quadrados, dos quais 70,7% são ocupados pelos oceanos. Essa grande massa de água foi formada há cerca de 4 bilhões de anos, através da condensação de vapores-d’água da atmosfera que atingiram a superfície terrestre em forma de chuva.
A topografia da Terra fez com que as águas se deslocassem para os terrenos mais baixos, formando, assim, os oceanos. 
O sal, característica marcante dos oceanos, é oriundo de erupções vulcânicas que espalharam os sais das profundezas da Terra e, ao atingirem a superfície, foram arrastados pelas águas das chuvas até os oceanos.

Esse ambiente é de fundamental importância para a manutenção da vida no planeta, visto que ele regula a temperatura, influencia o clima, produz oxigênio, além de abrigar cerca de 80% das espécies de vida da Terra. 
No aspecto econômico, os oceanos são utilizados para a pesca, extração de minerais, deslocamento de navios cargueiros, entre outros.
Alguns especialistas consideram a existência de cinco oceanos: Atlântico, Índico, Pacífico, Polar Ártico e Polar Antártico
Entretanto, outros estudiosos são contrários a essa divisão, e não classificam os dois últimos como oceanos (Polar Ártico e Polar Antártico), alegando que o Ártico é uma extensão do Oceano Atlântico e que o Antártico é uma junção dos oceanos Atlântico, Índico, Pacífico.

Importância dos oceanos para a sociedade humana
Um dos mais complexos e intrincados sistemas do mundo é dos oceanos. Sua importância para a sociedade humana é vital. A IBM está dedicando muitos esforços em ajudar a entender e a desenvolver novas maneiras de nós usarmos de forma sustentável a potencialidade dos oceanos.
Entender e estudar os oceanos não é simples. É necessário mudarmos a visão unidimensional do mundo, com seu antagonismo entre preservação e respeito à natureza e o desenvolvimento econômico. 
Os inúmeros casos de degradação ambiental mostram claramente que já esgotamos este paradigma. Precisamos sim, mudar a visão de unidimensional para tridimensional, incorporando de forma integrada as dimensões econômicas, socais e ambientais.

Podemos lembrar da famosa frase “A Terra é azul” dita pelo astronauta Yuri Gagárin em 1961 ao falar da cor dominante do planeta e que muitos pensam que foi por causa do azul do mar. Embora a cor azul seja resultado da refração da luz solar, a imagem do planeta água não é de todo impossível. A maior parte da superfície da Terra é coberta por água e desta, 97,5% estão nos oceanos e mares. Toda esta imensidão nos fez acreditar que jamais conseguiríamos afetar os ecossistemas oceânicos de forma significativa.
Mas, infelizmente, começamos a ver claros sinais que estávamos enganados.
A ação poluidora do homem está afetando  os oceanos do planeta.

Estes mesmos oceanos que vemos das praias e que não damos a devida importância ao seu papel na economia global e no próprio sistema climático.

O ser humano sempre buscou ficar perto dos oceanos, para facilitar o transporte e comunicação e deles extraírem alimentação. Hoje quase metade da humanidade vive no litoral ou próximo a ele. A maioria das maiores cidades do planeta estão nas regiões costeiras. E estas regiões concentram a maior parte da infra-estrutura econômica da Terra.

Os recursos costeiros e marinhos representam um patrimônio natural cujos bens e serviços marinhos são estimados em mais de 21 trilhões de dólares anuais, mais de 70% superior aos sistemas terrestres.
A pesca
 A pesca predatória tem causado o colapso de ecossistemas marinhos em grande parte dos oceanos. O volume de pescado estagnou na ultima década e a pesca comercial baseada na prática do arrasto é altamente perdulária, com cerca de 25% do volume pescado sendo descartado. Algumas espécies, como o atum, estão ameaçadas de extinção e outras como o bacalhau já mostram queda acentuada de sua população e cerca de 25% das espécies comerciais estão superexploradas.
Mas não é só a pesca predatória que afeta os oceanos. Resíduos da atividade humana, como lixo plástico, dejetos industriais, fertilizantes e substâncias químicas vão parar nos mares alterando a sua composição química, pois favorecem a proliferação de bactérias e algas, que por sua vez consomem o oxigênio da água, sufocando corais e comprometendo a cadeia alimentar.  

Poluição Marinha

O lixo plástico é uma das maiores ameaças aos oceanos. Estima-se que existam pelo menos 46.000 peças de plástico em cada 2,5 quilômetros quadrados de oceanos. Para se ter uma idéia deste volume, podemos multiplicar a área dos oceanos (361 milhões de quilômetros quadrados) por 46.000 e chegaremos ao incrível numero de 625 bilhões e 600 milhões de peças de plástico que estão boiando hoje nos oceanos!

Deste total 4/5 chegam ao mar varridos pelo vento ou levados pelos rios e esgotos, e 1/5 lançados pelos navios. O lixo plástico na região da ilha de Midway, no Oceano Pacifico é responsável pela metade das 500.000 mortes de albatrozes que nascem a cada ano na ilha. Os albatrozes alimentam seus filhotes com pequenos pedaços de plástico, que confundem com comida. As algas tóxicas envenenam mamíferos marinhos que se alimentam, de sardinhas e enchovas que por sua vez, se alimentam destas algas. As toxinas provocam tremores, convulsões e comportamentos agressivos, colocando em risco a sobrevivência dos espécimes. As toxinas também enfraquecem o sistema imunológico dos animais marinhos, tornando-os vulneráveis a parasitas, bactérias e vírus. Já se encontraram no Havaí tartarugas marinhas com tumores do tamanho de uma maçã em volta dos olhos, na boca e atrás das nadadeiras.

As algas tóxicas também geram as conhecidas marés vermelhas, que são elevadas concentrações destas algas em águas próximas do litoral. A incidência destas marés vermelhas está cada vez maior. Por exemplo, no Golfo do México, há uma década atrás acontecia uma a cada dez anos e hoje acontece todo ano e que pode durar meses. As toxinas produzidas pelas marés vermelhas matam peixes e podem causar reações alérgicas nos seres humanos e mesmo provocar infecções intestinais caso sejam consumidos frutos do mar obtidos de regiões onde a maré vermelha ocorreu. Marés vermelhas são um claro sintoma de um oceano doente.

A falta de cuidados com os oceanos nos levam a despejar, sem tratamento, esgotos e resíduos industriais no mar, poluindo aqüíferos, mananciais e águas costeiras. A poluição pode afetar os ecossistemas marinhos de forma irremediável. Vamos dar exemplo: um fluxo constante de água doce contaminada com resíduos de insumos agrícolas e esgotos industriais e humanos é lançado no mar. Como a água doce não se mistura com as camadas mais profundas da água salgada do mar, criam-se duas camadas de água. A camada mais profunda é mais salgada e mais densa. A mais superficial, contaminada pelo excesso de nutrientes gerados pela poluição, favorece a proliferação de algas. Estas algas, ao morrerem, são depositadas no solo marinho, onde são degradadas por bactérias que consomem boa parte do oxigênio da água. E por causa dos baixos níveis de oxigênio, a vida marinha entra em colapso. Cria-se o que chamamos de zonas mortas. Segundo a ONU, o número de zonas mortas nos oceanos vem dobrando a cada década. Hoje já existem pelo menos 150 zonas mortas, sendo que uma delas está no entorno da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. 


Extração de Sal
Também as emissões de dióxido de carbono afetam os oceanos. Parte destas emissões vai para atmosfera e forma o chamado efeito estufa. Outra parte vai parar nos oceanos e torna a água mais ácida. O dióxido de carbono, em contato com o mar, se transforma em ácido carbônico e altera o nível de acidez – o chamado pH – da água. Nas últimas décadas o nível de acidez vem se reduzindo sistematicamente e caso mantenha este redução até o fim do século, o nível de acidez dos mares será vinte vezes maior que hoje. Muitas espécies de peixes e mamíferos marinhos simplesmente não sobreviverão.

Portanto, falar em sustentabilidade e preservação deste patrimônio natural é condição de sobrevivência para a população da Terra e não apenas de pescadores. A natureza começa a reagir. As mudanças climáticas contribuirão para elevação do nível do mar e alguns poucos metros a mais afetarão pelo menos um bilhão de pessoas que vivem à beira-mar.
Turismo
 Como se sabe, os oceanos cobrem 71% da superfície da Terra e, atualmente, bilhões de pessoas moram em cidades e vilarejos costeiros, sobrevivendo quase exclusivamente da pesca e do turismo relacionado às suas belezas naturais.
O turismo é fortemente dependente dos oceanos. Milhões de viajantes em todo o mundo procuram locais à beira-mar para relaxar, praticar esportes aquáticos - como mergulho, vela e pesca - ou simplesmente para sentir a brisa e apreciar um bom jantar diante da paisagem.
Praias como as das Ilhas Seychelles, do Havaí, de países caribenhos e da costa brasileira são apenas alguns exemplos de lugares paradisíacos que têm sua atividade turística inteiramente dependente dos mares. Nesses locais, foram construídos grandes empreendimentos hoteleiros cada vez melhores e mais bem equipados, ...
Os cientistas listaram fontes de impacto como poluição orgânica por pesticidas, lixo de navios e portos, excesso de pesca, mudanças climáticas pelo aquecimento global, introdução de espécies exóticas em ecossistemas aos quais elas não pertencem e construção de plataformas de petróleo.
Infelizmente, já não é raro encontrar locais turísticos com praias tão poluídas que as atividades dentro d'água se tornam pouco recomendadas. Praias impróprias para banho desestimulam a presença de visitantes, prejudicam economicamente a região e desestabilizam os empreendedores locais, que perdem clientes e capacidade de novos investimentos.
Resultam também em propaganda negativa que impede o local de atrair novos turistas.
Diante das graves constatações científicas recentes, é urgente que todos trabalhemos em conscientização e que tomemos medidas concretas no sentido de proteger os oceanos e a vida marinha. Explorar conscientemente esses recursos é a única forma de evitar prejuízos à indústria turística a médio prazo. E de evitar, também, colocar em risco a nossa própria sobrevivência.

O CONTINENTE AMERICANO E AS PLACAS TECTÔNICAS




O Continente americano e as placas tectônicas
A placa Sul-americana é uma placa tectônica continental que inclui o continente da América do Sul e se estende para leste até à Dorsal Média Atlântica.
A fronteira leste é um limite divergente com a placa africana, formando a parte meridional da Dorsal Média Atlântica. A fronteira sul é um limite com a placa Antarctica e com a placa de scotia . A fronteira oeste é um limite convergente com a placa de Nazca, que se afunda sob a sul-americana. A fronteira norte é um limite com a placa caribenha.
O ocidente, a placa de Farallon tem vindo a afundar-se sob a placa sul-americana desde o período Jurássico. Os restos dessa placa (hoje conhecidos por placa de Cocos) e a placa de Nazca continuam ainda hoje a afundar-se sob o bordo ocidental da placa sul-americana.
Por estar bem no centro desse bloco, o Brasil sente muito pouco efeitos de vulcões e terremotos. A placa possui 32 milhões de Km². No centro do continente, mede 200 Km de espessura e na borda da placa, com a África, os terrenos mais jovens não passam de 15 Km.
O deslocamento da placa tectônica sul-americana, que se afasta 1,50 centímetro por ano da africana, é acompanhado pelo manto superior terrestre até a profundidade de 700 km no Brasil. O deslocamento envolve também o manto inferior, mais próximo do núcleo. Até agora, acreditava-se que apenas uma camada de 100 a 200 km de profundidade do manto superior acompanhasse o movimento da placa. A descoberta, realizada pelo geofísico Marcelo Assumpção, da Universidade de São Paulo (USP), contribui para uma melhor compreensão da dinâmica das placas tectônicas.
Placas tectônicas são os enormes blocos rochosos que compõem a superfície terrestre. Elas são movidas por correntes de convecção geradas pela transmissão do calor contido no interior do planeta. O calor aquece o material do manto, que dilata, torna-se mais leve e sobe. No topo, quando esfria, torna-se mais denso e tende a descer. As correntes de convecção podem gerar plumas - colunas de rochas quentes formadas no limite entre o núcleo externo e o manto inferior. As plumas podem atingir a superfície terrestre, perfurar a crosta e causar vulcanismo.
Sabe-se que uma pluma está associada à ruptura do continente de Gondwana, que reunia a África e a América há 130 milhões de anos. Assumpção observou um pedaço dessa pluma hoje inativa (fóssil), situada entre 200 e 700 km abaixo da região em que hoje se situa o sudeste brasileiro. A localização da pluma foi fundamental para mostrar que o manto superior terrestre acompanhou o movimento da placa sul-americana até pelo menos 700 km de profundidade. "A coluna estava embaixo do continente sul-americano quando ele ainda estava junto com a África. Se ele tivesse andado sozinho, a pluma deveria estar no meio do oceano ", explica Assumpção.
O mesmo estudo identificou a existência de um bloco de rochas mais frias a cerca de 1.300 km de profundidade abaixo do sudeste brasileiro. Para Assumpção, pode se tratar de um pedaço da placa de Nazca. Acreditava-se que essa placa, que começa no fundo do Oceano Pacífico, atingiria apenas 600 km de profundidade. Ela se chocou com a placa sul-americana e, por ser mais leve, mergulhou sob ela. Nesse caso, a placa tectônica afunda no manto e, sob ação de altas temperaturas, pode se dissolver e confundir-se com ele. Aceitava-se que o fenômeno aconteceria a 700 km de profundidade. Encontrar a placa de Nazca a uma profundidade de 1.300 quilômetros mostra que placas em mergulho podem permanecer intactas a profundidades superiores.

Entendendo as placas tectônicas
Placas tectônicas ou placas litosféricas são gigantescos blocos que compõem a camada sólida externa da Terra. Esses “blocos” estão em constante movimento, podendo formar zonas de convergência de placas (colisão de diferentes placas) ou zonas de divergência de placas (as placas se afastam umas das outras). Esses processos são responsáveis por fenômenos como, por exemplo, os terremotos e a expansão de oceanos.


As principais placas tectônicas são:

Placa do Pacífico – Com aproximadamente 70 milhões de quilômetros quadrados, essa é a maior placa oceânica, abrange a maior parte do oceano Pacífico. Ela é renovada em suas bordas, onde há separação das placas vizinhas e a expansão do assoalho marítimo.

Placa de Nazca – Possui extensão de 10 milhões de quilômetros quadrados, e está localizado no leste do oceânico Pacífico, que fica 10 centímetros menores a cada ano, por chocar-se com a placa Sul-Americana. O choque entre essas duas placas originou a Cordilheira dos Andes.

Placa Sul-Americana – É uma placa continental que possui 32 milhões de quilômetros quadrados. O território brasileiro está localizado no centro dela, onde a espessura é de 200 quilômetros, por esse motivo o país é pouco afetado por terremotos e vulcões.

Placa Norte-Americana – Possui 70 milhões de quilômetros quadrados, e abrange a América do Norte, a América Central e a Groelândia, além de uma parte do oceano Atlântico. O deslocamento horizontal em relação à placa do Pacífico desencadeia vários terremotos, principalmente na Califórnia.

Placa Africana – Com 65 milhões de quilômetros quadrados, essa Placa engloba todo o continente africano. A sua colisão com a Placa Euroasiática originou o mar Mediterrâneo e o Vale Rift. A Placa Sul-Americana e a Placa Africana formam uma zona de divergência, ou seja, elas estão se afastando uma da outra, conforme monitoramentos realizados por satélites, elas se afastam cerca de 3 cm por ano.

Placa Antártica – Consiste numa placa continental com 25 milhões de quilômetros quadrados. A parte leste da placa, que há 200 milhões de anos estava junto do que hoje é a Austrália, a África e a Índia, chocou-se com pelo menos cinco placas menores que formavam o lado oeste.

Placa Indo-Australiana – É formada pela Placa Australiana e a Indiana, seus 45 milhões de quilômetros quadrados englobam a Índia, a Austrália, a Nova Zelândia e parte do oceano Índico. Forma uma zona de convergência com a Placa das Filipinas, fato que promove o surgimento de ilhas.

Placa Euro-asiática Ocidental – É um “bloco” que possui 60 milhões de quilômetros quadrados, nele estão o continente europeu e o extremo oeste da Ásia.

Placa Euro-asiática Oriental – Abriga o continente asiático. Sua extensão é de 40 milhões de quilômetros quadrados. Essa placa forma uma zona de convergência com as placas das Filipinas e do Pacífico, sendo uma das regiões com maior ocorrência de vulcões e terremotos do planeta.

Placa das Filipinas – É uma placa oceânica, localizada no oceano Pacífico. Sua área é de 7 milhões de quilômetros quadrados, nela estão presentes quase a metade dos vulcões ativos da Terra. Forma uma área de convergência com a Placa Euroásiatica Oriental.

Resgate ao Civismo



Belíssimo desfile em comemoração à “Independência do Brasil”, organizado pela Escola Estadual Benício Prates, sob direção de Roberto Ramos Nobre,  parou a cidade de Coração de Jesus, Minas Gerais e demonstrou mais uma vez a importância de educar nossos jovens para uma verdadeira cidadania .

Com o tema “Influência da cultura estrangeira no Brasil”, o desfile cívico de 7 de setembro emocionou centenas de pessoas que prestigiaram a comemoração. Toda a logística do desfile foi preparada pelos professores, especialistas, alunos e pais que empenharam  para resgatar o civismo entre os corjesuenses, a começar pela comunidade escolar.
Há 190 anos, o Brasil iniciava o ciclo mais importante de sua história. Com o simbólico grito de "Independência ou Morte", dado por D.Pedro I às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, o Brasil deixava de ser submisso à Coroa Portuguesa e conquistava, enfim, sua autonomia política, passando assim a ser reconhecido como um país independente, um Estado soberano...Claro, que nossa economia era agrária, atrasada e dependíamos da tecnologia exterior (até hoje)...Mas foi um passo importante na autonomia nacional, independente de ter sido um príncipe português o líder desse processo...
O que era para ser uma das datas mais importantes do povo brasileiro, no entanto, com o tempo, foi perdendo sua representatividade e hoje o dia 7 de setembro é visto pela maioria da população como mais um feriado no calendário escolar ou de trabalho; um dia de folga para ir ao clube ou dormir até mais tarde. O civismo, que representa a data ou pelo menos que deveria nortear, ficou para trás, na memória dos avôs e avós das gerações mais jovens.
É papel das Unidades Escolares com seus educadores realizarem este resgate; e a E.E. Benício Prates, mais uma vez cumpre o seu papel de educandário, gestão participativa atraindo a comunidades local para participar deste importante evento.
Parabéns educadores do Benício”!
Parabéns alunos! Voces brilharam mais uma vez. 
A questão do patriotismo está sendo diluída por essa importação de cultura que vive o País. Esta coisa de amor à Pátria está muito ligada às tradições, à história e ao conhecimento do povo. “Quando se deixa de comemorar o São João e passa a festejar o Dia das Bruxas, você está se americanizando", embora seja importante também inserirmos neste mundo globalizado, preparando nossos jovens para serem cidadãos críticos e construtivos capazes de adentrarem nos diversos sistemas que vem sendo construídos, inclusive “valores”.
O futuro do Brasil está nas mãos de nossas crianças e jovens. 


A complexidade do mundo globalizado, a amplitude das comunicações, provoca essa indefinição relativamente à cidadania. Se for cidadão significa, conforme a origem grega, em termos bastante genéricos, ser o habitante da cidade, isso implica no pertencimento a determinado espaço geográfico. 
Mas o que se pode perceber é que para a globalização não existem barreiras. Ao extrapolar estes limites faz desaparecer as peculiaridades de cada espaço e também dos indivíduos implicados. Serão todos “cidadãos do mundo”, sujeitos indefinidos socialmente. 
A rapidez das transformações sociais provoca igualmente transformações individuais. Isso exige readaptação, reeducação. É neste ponto que a escola precisa também ser repensada, principalmente o professor, responsável direto por promover essa readaptação exigida pelas transformações tecnológicas. Dessa forma, é necessário que valores e a forma de disseminá-los sejam repensados, inclusive no que se refere à cidadania.
 




“É na escola que se faz um cidadão, é na escola que se constrói uma Nação!”

Os “cidadãos” enfrentam justas dificuldades relativas ao exercício de seus direitos e deveres que na realidade muitas vezes desconhecem por completo. Se o indivíduo não tem uma definição do que seja a cidadania, obviamente não poderá exercê-la de forma plena. Ao mesmo tempo, na medida em que se percebe esta indefinição no que se refere ao conceito de cidadania, a democracia tampouco poderá acontecer uma vez que ela se faz na participação dos cidadãos. Ou seja, a cidadania deve ser pensada como condição fundamental para a existência de uma sociedade democrática. Obviamente não se trata da cidadania “do papel”, isto é da teoria, mas da cidadania em termos práticos, a que deve acontecer com a participação de cada membro, cada cidadão consciente de seus direitos, deveres e valores.(Prof.Selma Galiza)

Professora Selma Galiza.
 

Setembro

Setembro é o nono mês do ano no calendário gregoriano,começando no dia 4 de setembro que é feriado tendo a duração de 30 dias. Setembro deve o seu nome à palavra latina septem (sete), dado que era o sétimo mês do calendário romano, que começava em Março. Na Grécia Antiga, Setembro chamava-se Boedromion.
Em 22 ou 23 de Setembro, o Sol cruza o equador celeste rumo ao sul; é o equinócio de setembro, começo do outono no Hemisfério Norte e da primavera no Hemisfério Sul.

Dia dos Pais!

Existe um homem que se esmera no comprimento do dever para dar bom exemplo: 
Que fica humilde, quando poderia se exaltar; 
Que chora à distancia, a fim de não ser observado; 
Que, com o coração dilacerado, se embrutece para se impor como um juiz inflexível; 
Que, na ausência, usam-no como temor para evitar uma ação menos correta; 
Que quase sempre, é chamado de desatualizado; 
Que apenas fisicamente, passa o dia distante, na labuta, por um futuro melhor; 
Que, ao fim da jornada, avidamente regressa ao lar para levar muito carinho e, as vezes, pouco receber, Que está sempre pronto a ofertar uma palavra orientadora ou relatar uma atitude benfazeja que possa ser imitada; 
Que, muitas vezes passa noites mal dormidas a decifrar os segredos da vida, 
quando extenuado, ainda consegue energias para distribuir energias; 
Que é tão humano e sensível, por isso, normalmente, sente a ausência do afeto que lhe é dado raramente e de forma pouco comunicativa. 
Que, vibra, se emociona e se orgulha pelos feitos daqueles que tanto ama. 
Esse homem geralmente, se agiganta e passa a 
Ser o valor inexorável quando deixa de existir para sempre. 
Nunca perca, pois, a oportunidade de devotar muito carinho e amizade àquele que é seu melhor amigo: 
SEU PAI.

Obrigado  pai,
Pela vida!
Pela coberta que me aquece,
Pelo teto que me abriga,
Por tua presença amiga!
Obrigado  pai,
Pelos doces,
Pelos presentes, 
Pelos passeios na praça!
Obrigado pai, pelo suor na fronte,
E pelos braços cansados,
No final da jornada 
Para que nada me faltasse.
Obrigado pai,
Pelas noites em claro,
Quando o dinheiro não deu
 E mesmo assim, 
Nunca nos abandonaste.
Porque me castigaste
Quando eu estava errado,
E por tentar me mostrar
O caminho da verdade!
Obrigado pai,
Por tantas vezes que abdicaste 
Teus sonhos para realizar os meus,
E abriste mão das tuas vontades 
Para realizar meus caprichos. 
Obrigado, pai...
Porque tu existes! 
Porque és meu pai, 
E porque toda tarde, voltas pra casa.
Que Deus abençoe todos os pais!

Parabéns Estudante!

"Se quiseres ser um verdadeiro estudante
Não aprenda só o superficial,
Pois o difícil pode se tornar barreira vencida.
Para aquele cujo momento chegou agora, nunca é tarde demais!
Aprender o ABC não basta, mas aprenda-o.
Procure na escola o que deseja para tua vida,
Pois ela te recolherá, orientará, dirigirá.
Confia nos teus mestres: eles não te decepcionarão.
Se não tens teto, cobre-te de saber,
De vontade, de garra.
Se tens frio, se tens fome,
Agarra-te ao livro: ele é uma boa arma para lutar.
Se te faltar coragem,
Não tenha vergonha de pedir ajuda.
Certamente haverá alguém para te estender a mão.
Sê leal, fraterno, amigo, forte! Nunca te deixes ser fraco, desleal, covarde.
Pois tu, jovem estudante, tens que assumir o comando do teu país.
Respeita para ser respeitado. Valoriza para ser valorizado.
Espalha amor para seres amado.
Não tenhas medo de fazer perguntas: toda a resposta terá sentido.
Não te deixes influenciar por pensamentos alheios ou palavras bonitas.
Tenha a tua própria linguagem (aperfeiçoa-te).
Quando te deparares com a injustiça, a impunidade, a corrupção, a falta de limites, o abuso de poder, Pensa na existência de tudo o que te cerca.
Busca o teu ideal e lembra: um valor não se impõe, se constrói.
Não faça do teu colega, uma escada para subir.
Isto é imoral e a imoralidade não faz parte da tua lição.
É na escola que se forma um Cidadão,
É na escola que se muda uma Nação! "
Prof.Selma Galiza.