O DOMÍNIO DO CERRADO




















O Domínio do Cerrado abrange mais de um quinto da área do Brasil. O cerrado tem como núcleos os planaltos e chapadões do Brasil Central, submetidos ao clima tropical. Contudo, manchas isoladas de cerrados ocorrem no Domínio Amazônico e no Domínio dos Mares de Morros, no estado de São Paulo.


Do ponto de vista fisionômico, o cerrado é uma savana tropical, ou seja, uma formação na qual o estrato de árvores e arbustos coexiste com o da vegetação rasteira formada essencialmente por gramíneas. Do ponto de vista da flora, é uma formação especificamente brasileira, bastante distintas das savanas africanas. No mosaico do cerrado, entrelaçam-se trechos de campos limpos ( predominância de gramíneas ), campos sujos ( gramíneas e arbustos ), campos cerrados (predominância de arbustos, com espécies de 3 a 5 metros ) e cerradões (bosques com copas que se tocam e criam sombra, nos quais o estrato herbáceo-arbustivo é rarefeito). Ao longo das margens dos rios, onde a umidade do solo é maior, ocorrem as matas galerias.

O cerrado distingue-se radicalmente das florestas tropicais úmidas na relação com o fogo. As florestas pluviais, quando sujeitas ao fogo, não se regeneram. Mas os incêndios são elemento natural dos ecossistemas do cerrado e existem espécies que só sobrevivem devido a eles. Durante o incêndio, a camada superficial dos solos funciona como isolante térmico, protegendo o sistema subterrâneo das plantas. Assim, muitas espécies conseguem rebrotar poucos dias após a passagem do fogo.




















As cinzas resultantes, cerca de 400 quilos por hectare em um campo cerrado, funcionam como preciosa fonte de nutrientes minerais, absorvidos principalmente pelas plantas do estrato herbáceo-subarbustivo. Assim, nas áreas recobertas´por campos limpos, campos sujos e campos cerrados, o fogo participa da reciclagem de nutrientes. Já os cerradões são menos adaptados às queimadas e, quando ocorrem frequentes incêndios provocados por fazendeiros, podem se degradar em campos limpos. As matas ciliares, que servem de abrigo e fonte de água e alimentos para diversas espécies da fauna, resistem menos ainda às queimadas.


Estima-se que o cerrado abrigue cerca de um terço da biota brasileira e algo como 5% da flora e fauna mundiais. Sua flora, por exemplo, é a mais diversas entre todas as savanas tropicais. Ela abrange 774 espécies de árvores e arbustos, das quais 429 são edêmicas. A fauna também é bastante diversificada, mas com baixo grau de endemismo, pois a maioria das espécies é de ampla distribuição geográfica.

6 comentários:

Anônimo disse...

muito bom!

Anônimo disse...

O pequizeiro sempre foi uma das vegetações do cerrado que mais aprecio.Quanta riqueza existe nele.
Realmente é muito triste ver abaixo tantas árvores do cerrado. Carvoeiras e carvoeiras clandestinas que queimam nossa vegetação. Temos sim, que tomar providências imediatas, denunciando-as.

Anônimo disse...

otimo !! obg

Lucca Mancini disse...

Olha, o administrador está de parabéns! Adorei o texto, muito bem elaborado, era isso que eu estava precisando.

justin disse...

foi bom mas não fiquei sastifeita

Anônimo disse...

Gostaria de saber em que cidade esta foto foi tirada?